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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Desfralde, quando é a hora?

E agora? Já é o momento? Como fazer? Pinico ou adaptador de vaso sanitário? Essas e outras mil perguntas surgem na cabeça das mamães no momento do desfralde; mas calma, estamos aqui para ajudá-la a passar por esse momento com mais tranquilidade e segurança.

Para retirar a fralda da criança é um processo que exige muita paciência dos pais, pois, umas levam poucas semanas, outras, demoram meses para conseguir. Algumas pessoas nem imaginam que um simples uso do vaso sanitário possa ser um avanço tão significativo para a criança.

Um dos primeiros sinais de que seu bebê está crescendo e criando autonomia é a tal “hora de largar a fralda”. Trata-se de um marco em seu desenvolvimento que dá ao bebê o início de alguma ação que ele faça sozinho, para a alegria ou desespero (depende do ponto de vista) das mamães.

Juntamos algumas das principais perguntas que surgem nesta fase tão importante do seu bebê.

1- Quando devemos começar?


A partir dos 18 meses a criança começa a ter o controle sobre um músculo chamado esfíncter na qual lhe dará o controle sobre o xixi e o cocô, esse é o momento de começar a pensar no desfralde. O desfralde acontece entre os 18 e 24 meses devido o desenvolvimento psicomotor de cada criança. As meninas, em geral, largam as fraldas antes que os meninos.

2- Meu bebê está preparado?

Você vai perceber que a criança está preparada quando ela mostrar alguns sinais, como, gesticular ou falar, que está incomodada com alguma coisa e as vezes até falar que fez xixi ou cocô. Mostrar interesse ou curiosidade quando os pais estiverem no banheiro também pode significar certo preparo. Além disso, acordar frequentemente com a fralda seca é outro sinal de que ela está pronta.

3- Como fazer de maneira correta?

É muito importante respeitar o tempo da criança e ter muita paciência. Quando começar a desfraldar a criança, é necessário que ele aconteça sem interrupções. Tirar a fralda durante o dia só em casa, mas, quando for passear colocar a fralda novamente, pode confundir a criança, que ainda não tem noção dessas diferenças e com isso demorar mais que o esperado.

Uma ótima dica é anotar os horários que a criança faz xixi e cocô para levá-la ao banheiro sempre no mesmo horário. Iniciar o desfralde durante o verão pode ser melhor, pois, se caso acontecer um escape, no calor as calças molhadas se tornam menos incômodas. No geral, recomenda-se tirar primeiro as fraldas durante o dia, para depois, por volta dos 3 anos, dar início ao processo do desfralde noturno.

4- Como agir quando a criança faz nas calças?

Calma, não fique nervosa e nem dê bronca! A criança ainda está aprendendo e escapar de vez em quando pode acontecer. Neste momento chame a criança e peça que ela ajude a limpar a calcinha ou a cueca jogando o cocô na privada e se for xixi peça que ela tire a calcinha e se seque com papel higiênico. Aos poucos o número de vezes de escape vai diminuir até chegar no resultado esperado.

5- A escola pode ajudar no processo do desfralde?


Geralmente, há muita exigência por parte dos pais em casa, o que acaba não acontecendo na escola. A escola sempre será um aliado dá família e com o processo do desfralde pode ajudar bastante. Como lá todas as crianças estão passando pelo mesmo momento, ir ao banheiro se torna mais divertido e é visto com mais naturalidade, longe muitas vezes da ansiedade da mãe.

6- Como detectar se a criança tem algum problema no controle do xixi e cocô?


Se caso a criança já tiver 3 ou 4 anos, e estiver se desenvolvendo em várias outras áreas, adquirindo habilidades e mesmo assim não responde aos estímulos do processo de desfralde é importante procurar ajuda médica. Alguns problemas podem começar devido à ansiedade dos próprios pais. Perguntas como “Vamos fazer cocô?”, “Você quer fazer cocô?”, “Acho que a gente tem que ir fazer cocô…” essas falas em excesso podem acabar despertando na criança algum tipo de ansiedade causando angústia, que provavelmente causará um bloqueio.

No entanto ficar todo momento falando mal do cocô da criança, alegando o mau cheiro, mesmo que ironicamente, pode levar aos mesmos resultados. As crianças não entendem ainda essas brincadeiras. Com base nisso, ela só quer fazer cocô escondido, na fralda, e fica segurando até não aguentar mais, o que pode ressecar as fezes e causar a constipação, entre outras coisas.

Porém, é sempre bom lembrar que, no processo do desfralde, cada criança reage de um jeito, cada um tem seu tempo e a ansiedade por parte dos pais só pode atrapalhar nessa fase, mas, em caso de dúvida procure o pediatra.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWUGN1X2xrcGYxOWs



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Os primeiros 1000 dias de vida duram para sempre

Muitas mães estão começando a entender melhor a nutrição e sua importância na saúde da sua família. Isso vem acompanhado de muitas dúvidas e algumas vezes de alguns mal entendidos. Nem tudo que é recomendado para adultos pode ser trazido para a realidade da criança. A criança passa por diversas fases no seu desenvolvimento e cada uma tem uma necessidade especial. Um erro muito frequente é tentar aumentar o consumo de proteína para os bebês. Os bebês que mamam têm sua oferta controlada pelo organismo materno e as mães não precisam se preocupar com isso, a natureza vai alterando a quantidade de proteína do leite para cada fase da vida.

O colostro tem uma composição diferente do leite e o leite do prematuro é diferente do leite do bebê que nasce no tempo correto.

Já os bebês que tomam fórmula ou já iniciaram a alimentação complementar devem ter uma atenção redobrada de suas famílias para a quantidade e a qualidade da proteína oferecida na dieta. Proteínas em excesso podem levar ao aumento rápido de peso e que pode estar associada a obesidade futura. A falta de algum aminoácido ou até uma quantidade total de proteína abaixo do necessário vão induzir erros no metabolismo e desnutrição.

Parece difícil? Dieta balanceada é mais simples que os modismos que aparecem a todo o momento. A dieta tem que ser variada e sem excessos em todas as idades. A ansiedade das famílias em querer que a criança cresça e inicie a alimentação complementar também pode prejudicar a nutrição.

Uma nutrição balanceada nos primeiros mil dias de vida, período que vai do inicio da gestação até o final do segundo ano, pode modificar até a genética do bebê. Pode proteger durante toda uma vida e cria hábitos saudáveis. Parece ficção científica? Mas é realidade!

Ofereça os nutrientes certos, na quantidade certa e os genes vão se comportar diferente. Eles vão continuar os mesmos, isso ainda não dá para mudar, mas o seu comportamento é alterado de forma permanente quando são expostos aos nutrientes corretos!

Não se culpe se não teve estas informações no período certo. A nutrição tem avançado muito a cada dia, todo dia surgem novidades. O importante é ter em mente que uma dieta balanceada sempre vai estar certa, em qualquer idade. Tente melhorar o hábito de toda a família hoje, não deixe para amanhã. Procure ajuda do pediatra e do nutricionista.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWb08zMFpobFRvaWM
 

A arte de contar histórias para crianças com dicas práticas

Contar histórias é sem dúvida uma das formas de comunicação mais antigas que existem. Apesar do avanço das tecnologias, contar histórias continua sendo uma das formas mais eficientes de promover à aprendizagem, a reflexão, a descoberta e também de conectar as pessoas.

Especialistas garantem que essa arte pode se iniciar durante a gestação, pois além de acalmar a gestante, o feto já é capaz de ouvir e perceber pela audição (que já está apta a partir do quinto mês de vida intra uterina) a entonação da mãe, a cadência das palavras e o ritmo que ela fala.

Através dos sons das palavras, circuitos neurais são construídos. Hoje sabemos que a aprendizagem começa antes mesmo de nascermos.

Cada faixa etária necessita de estratégias para captar a atenção e motivar a criança em participar da história. Seguem algumas dicas:

A história exige concentração, portanto procure um lugar acolhedor e silencioso para que a criança possa estar voltada ao que você for apresentar. Desligue o celular e dedique este tempo exclusivo para seu filho. Observe também os melhores horários para contar história para seu filho. Depois do jantar, no final da tarde, na hora de dormir...teste e observe quais os momentos melhores para a contação de histórias.

Com bebês até 8 meses, utilize livros resistentes, livros de banho e procure criar um texto de acordo com as figuras que aparecem no livro. Ex: Olhe o gatinho. Ele está na caixa. Vamos fazer carinho no gatinho? O gatinho faz: MIAU. Cante canções dos personagens que aparecem também. Ex: Borboletinha está na cozinha (canção folclórica) quando aparecer uma borboletinha

A partir dos 8 meses, a criança provavelmente já senta sem apoio, já está refinando sua coordenação e ,suas emoções também estão mais evidentes. Livros com texturas são muito interessantes nesta idade, porém os textos devem ser bem curtinhos, com objetos e fatos que pertençam ao cotidiano da criança. Animais estão entre os temas prediletos. Retrate o ambiente sonoro da cena. Você pode imitar os sons dos personagens, cantar uma música que represente a cena, representar cada personagem através de um instrumento musical, enfim, use sua criatividade! De forma gradual, através destas atividades, serão estabelecidas as conexões cerebrais que relacionam as palavras com o objeto, desenvolvendo a imaginação, memória, além de introduzi-lo no convívio social. A criança nesta fase, ainda não entende a muito bem a estrutura de seqüência. Procure dar ênfase na leitura das imagens, porém contando a história de forma sucinta com começo, meio e fim.

A partir dos 2 anos, as histórias continuam curtas, porém podemos dar mais ênfase a sequencia dos fatos, pois nesta faixa etária, as crianças começam a demonstrar mais concentração. Utilize figuras grandes com textos pequenos e traga histórias que trabalhem situações que a criança possa estar vivenciando (o desfralde, por exemplo). Converse com ele durante a história e pergunte o que ele acha que vai acontecer. Faça algumas pausas.

Capriche na expressão facial. Criança adora surpresa e suspense.

A partir dos 3 anos e até um pouco antes disso, a criança já apresenta o interesse pelas brincadeiras de faz-de–conta e demonstra a capacidade de representar coisas ou situações não presentes. A criança naturalmente começa a imitar ações rotineiras, depois ações de pessoas próximas, e através destas brincadeiras, os pequenos expõem seus sentimentos, frustrações e vontades. É interessante notar como a evolução das histórias, da brincadeira e da linguagem caminham juntas. Uma auxilia no desenvolvimento da outra.

As famílias podem trazer bonecos, objetos, elementos diversos para dramatizar histórias como a “Linda Rosa Juvenil”, por exemplo. Depois, a criança pode dramatizar com os fantoches para os adultos. Dramatizando, a criança se expressa com a linguagem verbal, gestual e facial, tornando a atividade mais complexa e desafiadora, além de iniciar a aprendizagem de normas sociais, pois é necessário esperar sua vez para interagir conforme a história vai acontecendo. Enfim, existem muitas possibilidades para estimular o desenvolvimento de seu filho de uma forma divertida. É necessário, porém, disposição, muita pesquisa, paciência e organização para o preparo das atividades.

A partir desta fase, é importante também que o adulto compartilhe com a criança, fatos que vivenciou compartilhar experiências e deixar que a criança também conte suas próprias histórias. Ouvir ativamente, respeitando o tempo do outro, cria laços afetivos profundos. Nossa história também é uma narrativa e é muito importante este dialogo entre pais e filhos. Relate suas experiências com o objetivo de estabelecer vínculos pessoais. Conte-a com afeto e coloque seu coração nela. Conte uma história em vez de apenas descrever fatos. Dessa forma, você poderá transmitir seu ponto de vista de uma forma muito mais impactante para a criança.

Conforme a criança for crescendo procure incentivá-la a contar e ler histórias pra você e diversifique os temas dos livros, deixe que ela escolha também (de acordo com sua orientação) para que ela possa ampliar seu vocabulário e no futuro tenha maior compreensão para o entendimento nas diversas áreas de conhecimento. Ensine-a também a cuidar do livro e tratá-lo com respeito.

Outros recursos importantes:

Quanto menor é a criança, mais importantes são os recursos visuais, sejam fantoches, dedoches, bichinhos de pelúcia, etc. A criança bem pequena, ainda está construindo seu repertório de imagens. Por serem concretos, estes objetos promovem uma maior interação da criança com a história proposta.

Caixas surpresas com os objetos que aparecem na história são muito interessantes e criam momentos de suspense e mais emoção à história, contribuindo também para que a criança memorize a sequência dos fatos da narrativa.

Conte histórias que você goste que te faça se sentir confortável e entusiasmado. Escolha narrativas na qual você se identifique de alguma forma.

Não se esqueça da expressão gestual. Já dizia o famoso historiador e antropólogo Luis da Câmara Cascudo: “Com as mãos amarradas não há criatura vivente para contar uma história”. Seja expressivo tanto nos gestos, quanto na sua expressão vocal ao contar histórias para as crianças. Tente imaginar a situação, como é a vida e o sentimento deste personagem e dramatize, para que a criança se envolva, possa entender e a narrativa faça ainda mais sentido. Os benefícios para a criança que tem o privilégio de ter pais contadores de histórias são muitos. Momentos de afetividade, desenvolvimento na inteligência emocional e cognitiva da criança, ampliação de vocabulário e imaginação, etc. Histórias ficam na memória e quando mexem com nossa emoção (seja positiva ou negativa), jamais são esquecidas.

Que tal transformar a partir de hoje o momento da história, em uma rotina na sua família? Assim, seu filho associará o prazer da sua companhia ao prazer de ler e ouvir histórias e certamente aumentará seu interesse pelos livros e pela leitura também, o que é maravilhoso, pois quanto mais lemos, mais recebemos conhecimento. Certamente, fortes laços familiares serão criados e fortalecidos em meio a um ambiente de afeto, deixando memórias positivas e preciosas entre vocês. O universo é feito de histórias. Conte uma boa história!!!

 Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWSGNldE9MZDAxdTQ



segunda-feira, 8 de junho de 2015

Que brincadeiras estimulam o bebê de até 12 meses?

A criança inicia o desenvolvimento do seu psiquismo já na fase intrauterina, sendo capaz de sentir tudo o que a mãe sente e continuará incorporando o clima afetivo do ambiente mesmo após o nascimento. Portanto. Um ambiente calmo tranquilo e seguro, fará com que o bebê seja mais feliz.

Conversar com o bebê na barriga, cantar para ele, acariciar o barrigão e encher a casa de música, são estímulos muito importantes para a formação da criança.

Aos três meses de idade aparece a primeira conduta inteligente do bebê, que é a sua capacidade de brincar. E o seu primeiro brinquedo são as suas próprias mãozinhas. O bebê olha para as suas mãos, coloca-as na boca, descobre os dedinhos e fixa o seu olhar neles, observando os seus movimentos. Esse é o jogo mais remoto da criança.

Em seguida ela consegue produzir alguns sons, o que lhe traz imenso prazer e alegria. Aparece também o que também chamamos de as primeiras tentativas do jogo de esconder – quando ela tenta cobrir o rostinho com o lençol.

Entre os três e os oito meses, a criança desenvolve brincadeiras com o seu próprio corpo: Virase, rola, mantém a cabeça em pé, estende a mão para pegar um objeto, senta-se. As pernas e pés passam as fazer parte dos seus jogos corporais.

Os brinquedos prediletos, nessa fase, são todos aqueles que estimulam os sentidos da criança:

objetos coloridos, com textura e formas diferentes, móbiles, chocalhos, brinquedos flexíveis, coisas que se encaixam. Os chocalhos são muito importantes, pois como fazem barulho ela o explora de todas as maneiras e tenta reproduzir os sons que ela escuta no ambiente.

Aos cinco meses de idade, a criança já aprendeu a brincar de esconde-esconde com um paninho e essa brincadeira é muito importante, pois fará com que a criança perceba que a mãe some quando ela cobre o rosto e volta a aparecer quando ela o descobre. Sabe por que essa brincadeira é importante? Porque ajuda a criança a se separar da mãe.

- Como assim? Você me pergunta. É o seguinte:

Com oito meses, aparece a primeira angústia da criança: A Angústia da Separação. Ela chora quando está diante de estranhos e teme que a mãe suma. Brincando de esconde-esconde, ela aprende que a mãe some diante dos seus olhos, mas que volta. Assim, ela se acalma. Por volta dos nove meses, ela já começa a brincar de teimar diante do NÃO. Olha para a mamãe e ri quando vai mexer em algo que sabe que a mamãe não gosta.

Com dez meses ela brinca com os seus genitais e adora enfiar o dedo em buracos. Principalmente nas tomadas.

Até um ano, os melhores brinquedos são aqueles que estimulam os cinco sentidos: tato, paladar, olfato, visão e audição. Os brinquedos que auxiliam do domínio dos movimentos também são ótimos: tambores, maracas, chocalhos, colheres, panelas com tampas, bichinhos de borracha e de pelocia, móbiles, músicas, objetos sonoros e flexíveis, caixas, cubos de encaixe, bolas...


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWQ3hvWVpPa2VfZ0E


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Como dar limites às crianças de acordo com a idade

Todas as crianças precisam de amor, carinho, cuidados e atenção, mas, o que muitos não sabem é que outra forma de amar e cuidar são os tão famosos limites.

Mas, o que são limites?

Limite é tudo aquilo que demarca, separa e finda territórios, avisando o que pode e não pode ser realizado.

Muitos pais questionam como e quando dar esses limites e acreditam que quando as crianças estiverem falando e compreendendo melhor as coisas é o momento certo de mostrar quais são as regras, pois afinal de contas um bebê não entende nada, certo? ERRADO!!!!!!

Então, como e quando mostrar os limites? Em uma casa na qual morem crianças de diferentes idades, será desafiador apresentar esses limites, pois, a forma de apresentar as regras será de acordo com o amadurecimento de cada criança, mas, isso não significa que as regras serão diferentes, só serão apresentadas de acordo com o entendimento de cada uma. Uma criança menor exige maior atenção no que se refere aos limites, mas, se a regra da casa diz que não pode mexer no celular da mamãe, essa regra deve valer desde o menor até ao mais velho.

Para ajudar os pais em todas as fases da criança é importante saber em que fase ele ou eles se encontram:

Até 6 meses: a única vivência do bebê era dentro do útero, quando ele nasce fica totalmente perdido precisando de direção, é aí que entra o papel dos pais, montando uma rotina necessária, na qual, será seu primeiro contato com as regras da casa. Ele terá horário para tudo, para dormir, para comer, para tomar banho, para trocar as fraldas entre outras coisas necessárias para a sua sobrevivência.

Até aos 2 anos: Nesta faixa etária, os pais precisam ter muita paciência e repetir as ordens
diversas vezes, até que a criança incorpore as regras.Seu filho somente agora começa a
perceber as pessoas ao seu redor e entender melhor o mundo, mas, ainda terá dificuldade em dividir suas coisas e para tudo irá falar: “é meu!”. Nesta fase a palavra mais ouvida por ele é “não”, principalmente no que se refere a sua segurança, porém, a criança não entende muito bem essa palavra, e se entende um pouquinho tende a desobedecer. Para a segurança da criança a melhor forma é ir até ele e retirá-lo do perigo.

De 3 aos 5 anos: Essa é a tão famosa fase da teimosia e dos “porquês”. Nesta fase as crianças estão descobrindo o mundo e tudo que vê quer mexer. A criança vai testar todos os limites dos pais, por isso, nunca mude as regras por causa do seu filho, ele deve se adaptar as regras da casa e se caso você pegar seu filho fazendo “arte” corrija na hora, porque se deixar para depois ele não conseguirá fazer a associação da bronca com seu erro.

De 6 aos 10 anos: Nesta fase os filhos já conhecem perfeitamente as regras da casa, sabem o que pode e não pode e mesmo assim desobedecem. Argumentar com seu filho sobre uma determinada decisão é excelente, porém, nesta fase muitas vezes só a argumentação não é suficiente, então, os pais deve entrar com a proibição e simplesmente lembrá-lo de qual regra estão se referindo. Elogiar ainda é uma grande solução, elogie sempre seu filho, mas, o elogio precisa ser merecido e não só elogiar quando ele acertar, mas, quando ele demonstrar esforço.

Quanto mais velha a criança mais difícil é colocar limites, porém, totalmente possível. Educar uma criança não é trabalho fácil, requer muito atenção, disciplina e paciência, principalmente na primeira infância, período que compreende de 0 a 7 anos em que a personalidade está se firmando. Sempre converse com seu filho, é muito importante ter um tempo com ele, explique o porquê das proibições e das regras.

Saiba que agindo assim a cada dia que passar maior será o diálogo e a cumplicidade entre vocês e assim você verá o crescimento e amadurecimento dele, percebendo como se tornou um ser humano responsável e admirável.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWZE80Z0tVNy1DcTg



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Brincadeiras que estimulam o desenvolvimento do seu filho

Brincar é tão essencial na vida de uma crianças que na Declaração Universal dos Direitos da Criança já diz desde 1959 que toda criança tem o direito de brincar. Existe brincadeiras para cada fase ou idade da criança. Brincar tem três grandes objetivos: o prazer, a expressão dos sentimentos e a aprendizagem. Brincando, a criança faz grandes descobertas.

Como estimular com brincadeiras o desenvolvimento em bebês com:

1 mês:

- Cante para o bebê, ele também começará a ficar mais vocal.
- Mude a posição do mobile de vez em quando ou mude a posição do bebê para dar uma visão diferente.
- Balançar chocalhos para o bebê associar o som ao movimento.

2 meses:

- Desde o começo, o seu bebê vai ouvir e responder a sua voz. Use essa conexão para falar coisas sobre o móbile, suas cores, o movimento, os personagens que ficam pendurados.

- Colocar diferentes sons para que ele procure onde está.
- Mostrar brinquedos coloridos para que o bebê acompanhe com os olhos.

3 meses:

- Coloque a mão ou o pé do bebê ao alcance de brinquedos que fazem som, ele irá
tocar e verá uma resposta do brinquedo, ativando seu senso de ação e reação.
- Oferecer brinquedos nas mãos do bebê para ele chacoalhar.
- Dançar e movimentar com o bebê para adquirir equilíbrio.

4 meses:

- Coloque o chocalho na mão do bebê e chacoalhe suavemente.
- Oferecer mordedores e brinquedos para que o bebê leve até a boca.
- Ajude o bebê a exercitar a coordenação ao segurar brinquedos na frente dele, chacoalhar e deixa-lo pegar. Coloque o chocalho nas mãos do bebê, chacoalhe e diga ''Ouviu esse som? Você que fez!'' Elogiar faz o bebê tentar de novo

5 meses:

- Oferecer brinquedos para que o bebê possa esticar as mãozinhas e pegar.
- Colocar o bebê em frente ao espelho, ele sorri com seu próprio reflexo.
- Bata palmas com o bebê.
- O bebê se diverte quando liga luzes e som de um brinquedo.

6 meses:

- Ele gosta de brincadeiras simples como, “achou!”
- Estimular o bebê a colocar os pés na boca.
- Seu brinquedo favorito são as mãos e acompanha com os olhos seu movimento.
- Esconder o brinquedo fora do alcance do bebê e estimular ele a procurar ou tentar alcançar o brinquedo.

7 meses:

- Adora batucar e fazer barulho com panelas e colheres de pau.
- Gosta de se arrastar com a barriga.
- Adora tocar em seus brinquedos.
- Imite para ele sons de diferentes tipos de animais

8 meses:

- Deixar uma caixa de brinquedos bem grande e cheia para que ele escolha o que quiser.
- Dar ao bebê alguns brinquedos que façam barulho, como tambores, chocalhos e guizos.
- Explore todas as funções de um brinquedo junto com o bebê, mostre para o ele como apertar as teclas e virar páginas.

9 meses:


- Use os brinquedos para apresentar ao seu bebê as cores.
- Brinque de bola com ele.
- Oferecer ao bebê objetos de texturas diferentes para que ele toque como espuma, madeira, toalha, metal, borracha etc.

10 meses:

 Estimule o bebê a levantar e ficar em pé colocando um brinquedo no topo e dizendo:

“O que será que acontece se apertarmos este botão aqui em cima”.


- Gosta de brincar de andar segurando a mão de um adulto.
- Brinca de “achou!”
- Pedir para ele pegar um brinquedo e trazer até você.

11 meses:

- Brincar com cubos grandes e pequenos para que ele possa encaixar.
- Na hora do banho colocar brinquedos na banheira para que ele brinque.
- Espalhe brinquedos no chão colocando um pequeno e um grande. Fale sobre o tamanho:

 “Esse é pequeno, esse é grande.”

- Contar diferentes tipos de histórias para ampliar o vocabulário.

12 meses:

Faça um som com um brinquedo e peça para a criança imitar você. Ou siga o que a criança fizer.


- Colocar brinquedos dentro de um pote grande para ele tentar abrir e pegar os brinquedos que estão dentro.
- Mostrar livros e revistas para o bebê identificar objetos, animais e partes do corpo.
- Deixe o bebê brincar com o brinquedo de forma independente. Esteja lá para ajudar caso ele precise de você e ofereça  motivação: "Você consegue, vamos lá!"


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWd2dGTlpMcmFoOUE


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Música e autismo: Uma dupla que dá certo!!

O autismo é um universo desconhecido por muitas pessoas. É um transtorno que desafia a ciência, por ser complexo, ter causa desconhecida,diferentes graus que apresentam tanto crianças que não conseguem falar, quanto outras que apresentam habilidades extraordinárias. Geralmente, quando os pais descobrem que tem um filho autista, se sentem bem confusos e temerosos, principalmente em relação ao grau do transtorno.

Os estudos mostram que a rede de neurônios que coordenam no cérebro a comunicação e os contatos sociais, são organizados de uma forma diferente em autistas. O transtorno afeta quase todos os aspectos do comportamento humano: a fala, o interesse por amizades e vida social, os movimentos do corpo, as emoções e interações.

O autismo deve ser diagnosticado precocemente, por meio de testes de comportamentos e questionários respondidos pelos pais. Sabemos que a plasticidade cerebral (estrutura cerebral que é capaz de se modificar de acordo com os estímulos recebidos) é muito intensa dos 0 à 6 anos. Nesta fase inicial, o tratamento apresenta melhores resultados. Depois disso, as deficiências são agravadas, portanto, é essencial buscar ajuda caso a família perceba indícios de autismo no seu filho, que são eles:

Atrasos na fala;

Olhar distante. Muitas vezes não responde quando é chamado pelo nome;

Não interage a estímulos afetivos como um olhar, um abraço ou um sorriso;

Atitude ausente;

Quando bebezinho, não estica os braços para ser tirado do berço. Muitas vezes para chamar atenção prefere fazer movimentos repetitivos;

Brinca de forma sistemática, não lúdica. Ex: Em vez de interagir com o boneco (mundo da imaginação), prefere alinha-lo a outros brinquedos, enfileirando-os;

Na presença de outras crianças se isola, por falta de interesse.

Ao perceber estes indícios, os pais devem procurar ajuda de um especialista, pois só ele poderá dar o diagnóstico. O tratamento do autismo é multidisciplinar (envolvendo psicólogas, psicopedagogos, terapeutas comportamentais, etc) e deve ser iniciado o mais rápido possível, pois o autismo traz uma série de fatores aliados. É importante a união e colaboração de todos que tem contato com a criança autista, principalmente da família, além de muita paciência e amor pela criança durante o processo, que muitas vezes, dependendo do grau do transtorno, é lento.

Respeitar o tempo e o limite da criança é muito importante, mas sem deixar de trabalhar as dificuldades. É importante ensinar a criança autista, que para um relacionamento funcionar, são necessários pequenos gestos de gentileza (contato visual, cumprimentar as pessoas, conversar,etc.). Indivíduos autistas não possuem estas habilidades, mas é algo que pode ser aprendido, apesar de para eles, não ser algo natural e prazeroso.

Apesar de ser um transtorno incurável, as pesquisas mostram que existem muitos autistas que por terem boa assistência durante a infância, cresceram, se desenvolveram muito bem e muitos inclusive apresentaram inteligência superior em certas áreas, se destacando no mercado de trabalho.

O fato de pensar de uma forma muito lógica, faz com que muitos autistas tenham muita facilidade em matemática e em música. Aliás, cada vez mais estudos apontam a música como ferramenta poderosa para desenvolver habilidades, inclusive em crianças autistas. Somos estimulados através dos sons (matéria-prima da música), desde o quinto mês de vida intra-uterina, quando nosso sistema auditivo está apto para receber informações. A música é interessante para a criança desde sempre e isso é maravilhoso, porque a motivação (vontade e interesse em querer aprender o conteúdo) é essencial para a construção da aprendizagem. Os pais dos autistas geralmente recebem orientações, para que estejam atentos aos interesses do seu filho, porque ao descobri-los, poderão utiliza-los como links para desenvolver diversas habilidades. A música é sem dúvida uma destas pontes, que atraem a atenção da criança autista e que é uma facilitadora de aprendizagens. Estudos de ressonância magnética funcional, apontam que a música causa um efeito único em pessoas autistas, principalmente como intervenção terapêutica. A música, quando utilizada de forma adequada, é capaz de relaxar, trazer sensação de bem-estar, o que pode auxiliar de forma natural, no tratamento em conjunto com outras terapias. Outro fato importante, é que pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), apesar de terem grande dificuldade em perceber sentimentos nas expressões faciais, são capazes de perceber sentimentos de alegria e tristeza em uma peça musical, ou seja, os sentimentos de uma peça musical torna-se mais claro para um sujeito com TEA do que a visualização de expressões faciais.

A música tem o poder de ser uma facilitadora de comunicação, mas para que o autista seja realmente beneficiado, com resultados à longo prazo, é necessário que a música seja utilizada de acordo com os interesses da criança, com um professor que realmente conheça as especificidades do transtorno e que saiba utilizar técnicas de musicoterapia (terapia alternativa que utiliza a música como ferramenta para desenvolver habilidades e objetivos pré-estabelecidos no indivíduo). Nas aulas, são utilizadas atividades que promovem um vínculo de respeito e confiança entre o aluno e o professor, que planeja as interações de acordo com a maturação biológica do aluno. O espaço onde as aulas acontecem deve ser seguro, livre de distrações e o material oferecido não deve oferecer qualquer perigo.

Nas aulas de música para autistas, as atividades são diversificadas, com metas bem definidas. Os exercícios são lúdicos, com diversos objetivos, como socializar a criança (através de brincadeiras de roda, brincadeiras em dupla onde o contato visual é estimulado e valorizado), desenvolver sua psicomotricidade (através de jogos psicomotores, pedagógicos, canções utilizando sons do corpo, manuseando instrumentos musicais), a linguagem (através de jogos cênicos, contação e organização de histórias cantadas com figuras associadas, jogos de tabuleiro), dentre outros. Brincando, a criança associa gestos e movimentos a conceitos musicais mais abstratos, aprende regras sociais, aumenta sua expressividade e descobre o mundo de forma agradável. Além disso, descobrimos através das brincadeiras, os interesses e necessidades individuais da criança, o que é de suma importância, pois através destas descobertas, as pessoas que interagem com o autista poderão utilizar estes interesses como temas para desenvolver conteúdos específicos. Exemplo: muitos autistas demonstram interesse por animais, dinossauros, outros preferem carrinhos, trens, etc. O professor geralmente percebe estes interesses e utiliza nas aulas, pois a motivação é essencial para a construção da aprendizagem de diversos conteúdos.

A música é uma arte extremamente acessível a todas as classes sociais. As famílias também podem estimular seus filhos em casa através da música. Existem músicas sobre qualquer tema, para trabalhar diversos conteúdos. É necessário, porém, muita pesquisa, dedicação e muita observação por parte da família em relação à criança, no sentido de descobrir os interesses dela, para fazer com que ela se interesse em interagir com as propostas. Se a criança gosta de pular, procure músicas que estimulem os movimentos corporais. Se a criança demonstra interesse por instrumentos musicais, compre tamborzinhos, clavas, chocalhos e toque com ele, acompanhando diversos estilos musicais. Se ele gosta de brincar com a bola, ligue o som com uma música que ele gosta e brinque de bola com ele olhando nos olhos e toda vez que ele olhar nos seus olhos, comemore com muita animação. Sabemos o quanto é difícil para o autista o contato visual, portanto, devemos criar atividades que estimulem o desenvolvimento desta habilidade.

Brincar com a música, é muito mais do que diversão. É uma linguagem essencial, onde a criança aprende a se expressar melhor e descobrir o mundo. Ela pode ser a ferramenta que fará grande diferença no desenvolvimento e na qualidade de vida da criança autista. A música está disponível a todos e é muito poderosa. Que tal experimentar?

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWQk4xVURnZEpMNXc

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Inclusão social para as crianças com síndrome de down

Qual a importância da inclusão social para a criança com Síndrome de Down?

A inclusão social é muito importante para o desenvolvimento sadio e para as aquisições cognitivas da criança com Síndrome de Down. O relacionamento com a família, como tias e primos, além das brincadeiras com outras crianças e a integração escolar são essenciais. Todas as fases da vida são importantes para o nosso desenvolvimento pessoal e não é diferente com a criança com Síndrome de Down. A família tem um papel muito importante nesse processo de inclusão social porque será a responsável por estabelecer essa rede de relacionamentos para a criança.

Como deve ser a inclusão escolar da criança com Síndrome de Down?

Pela nossa legislação toda criança com deficiência deve estudar em escola regular da rede pública. Embora essa inclusão seja um pouco mais complexa, ela é importante para a criança com Síndrome de Down. Já temos escolas que têm por princípio a inclusão de alunos com deficiências físicas e intelectuais na educação infantil, o que favorece uma cultura de convívio
desde cedo. Isso é possível, as escolas só precisam adotar um projeto pedagógico que facilite a interação desses alunos em sala de aula. Hoje em dia temos muitos jovens terminando o ensino médio e até chegando aos cursos superiores.

Os pais enfrentam muitas dificuldades nesse processo de inclusão escolar?

A principal dificuldade é a falta de informação. Muitas escolas públicas desconhecem o potencial dessas crianças por não terem alunos com Síndrome de Down e criam dificuldades para que os pais realizem a matrícula. Na maioria das vezes é por não terem conhecimento sobre a deficiência e até mesmo por desconhecerem a legislação. Todo esse processo de acessibilidade é obrigação social da escola com os pais. Quais são as principais orientações que devem ser conduzidas pelos pediatras que favorecem a inclusão social da criança com Síndrome de Down?

Peça aos pais que pesquisem escolas que tenham projetos pedagógicos com os quais eles se identifiquem. Geralmente, escolas menores são mais acolhedoras, têm um número mais reduzido de crianças por sala, com auxiliares de professores em sala de aula. Algumas escolas públicas têm cuidadores para acompanharem crianças com deficiência intelectual e física.

Tanto na escola privada como na pública, o importante é que os professores acreditem que estas crianças aprendem , desenvolvendo estratégias para que isto aconteça, além de garantir o convívio social da criança com Síndrome de Down com os colegas de mesma faixa etária. Como é o processo de inclusão do jovem com Síndrome de Down no mercado de trabalho?

Existem algumas instituições que fazem essa mediação entre jovens com Síndrome de Down e empresas. Algumas empresas que ainda não têm essa cultura de contratação de pessoas com deficiências oferecem treinamentos para seus funcionários a fim de estimular e facilitar o convívio no ambiente corporativo.

Empresas mais estruturada como, por exemplo, a rede de farmácias Droga Raia, já possuem um programa de contratação direcionado para pessoas com deficiência intelectual, até mesmo antes de existir a cota de obrigatoriedade. Porém, infelizmente algumas empresas preferem contratar pessoas com deficiência física ou sensorial e não intelectual. As barreiras físicas são mais fáceis de serem derrubadas que as barreiras atitudinais.

Sabemos que atualmente o jovem com Síndrome de Down já vem se destacando no mercado de trabalho porque é inteligente e sabe se adaptar bem ao ambiente corporativo.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWYmVmM2tlS1lzTFU

terça-feira, 10 de junho de 2014

Quando pode-se dizer que a dor é do crescimento?

Dor do crescimento são dores em ambas as pernas das crianças, em geral em panturrilhas e coxas e que ocorrem habitualmente no final do dia ou à noite podendo acordar a criança pela dor. Apesar de preocupantes, estas dores não são associadas a doenças e possuem características benignas.

Apesar do nome de “dor do crescimento”, não existe nenhuma associação entre esta dor nas pernas com o crescimento. Recebeu este nome porque quando foi descrita pela primeira vez, o autor acreditava que possuía esta relação. Na verdade, até o momento, não sabemos quais as verdadeiras causas desta dor. Várias hipóteses foram levantadas, mas nenhuma delas foi confirmada. Sabemos que ocorrem na infância, habitualmente limitada até os 12 a 14 anos, e que podem persistir mesmo após a fase de crescimento. E, principalmente, é benigno, o que quer dizer que não é causado por nenhuma doença grave e não levará a nenhuma sequela grave.

Estas dores são caracterizadas por iniciarem entre 3 a 12 anos de vida, habitualmente alguém na família (pai, mãe, tios, etc) também já sofriam das mesmas dores. Elas ocorrem em episódios, isto é, nem todas as noites e podem variar de pequenas sensações de peso até dores intensas. Estas dores não possuem uma localização definida, assim, frequentemente, a criança não consegue apontar o local da dor e somente queixa-se de “dor na perna”. Alguns trabalhos sugerem que estas dores são mais frequentes em dias de maior atividade da criança, dias frios e que podem exacerbar por fatores psicológicos.

O diagnóstico é clínico, isto é, ao examinar o paciente. Não existe nenhum exame laboratorial ou de imagem que irá definir as dores de crescimento. Na verdade, esta é uma das características da dor do crescimento onde não se encontra nenhuma alteração física ou laboratorial. Estas dores aliviam ao realizar “massagens” nestas pernas e, algumas vezes, com analgésicos comuns como paracetamol. O mais importante é que não se observam alterações nas pernas e na manhã seguinte não existem mais dores e não atrapalham as atividades diárias destas crianças. Apesar de evolução benigna e não ter sinais de doenças, os pais devem estar cientes que esta dor é real, isto é, não é “psicológica” e que a criança precisa de assistência. Mas, os pais devem ficar atentos em algumas características que podem sugerir que exista alguma doença mais grave. Os sinais de gravidade são:

1- A dor persiste no dia seguinte e atrapalha as atividades diárias da criança;
2- Febre;
3- Vermelhidão ou inchaço nas pernas ou articulações;
4- Dores nas articulações (joelhos, tornozelos);
5- Associado a algum trauma.
6- Perda de peso ou “mal estar”.

Nestas situações, os pais devem levar suas crianças ao pediatra. Na verdade, a consulta ao pediatra deve ocorrer mesmo se os pais tiverem dúvidas se está tudo bem.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWX3B4UlQzUi1zZWc

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Estimulando os bebês em casa com a música - Parte 2

Todos os pais e mães têm o desejo de melhorar o relacionamento com seu filho e ao mesmo tempo estimular seus talentos e potencialidades. A música é sem dúvida, uma solução fácil e disponível para desenvolver habilidades musicais e outras áreas também.

No artigo anterior (Estimulando bebês em casa através da música - Parte 1), falamos sobre a importância de utilizar fantoches e dedoches nas histórias cantadas, pois possibilita uma maior interação da criança com a proposta sugerida.

As primeiras canções são simples, tendo os gestos um papel muito importante para estabelecer a comunicação entre o som e o movimento. Os gestos com bebês, não devem ser muito variados em uma mesma canção, evitando assim muito acúmulo de informações. A canção “Fui morar numa casinha”, por exemplo, atrai a atenção das crianças, por ter elementos surpresas, contar uma historinha e ao mesmo tempo ter uma parte gestual que pode ser explorada. A matéria-prima da música é o som, portanto, trabalhar com histórias sonorizadas são sempre um meio eficiente e divertido de promover a aprendizagem.

Escolha histórias com temas na qual é possível retratar o ambiente sonoro da cena. Histórias com animais estão entre as prediletas dos bebês e crianças da educação infantil, mas explore temáticas diferentes como sons do campo, da praia, dos meios de transportes, diversificando as fontes sonoras, utilizando objetos do dia-a-dia e instrumentos musicais. As histórias devem ser bem sucintas, porém com muita expressividade, para não ficar cansativo aos pequeninos. Os sons do ambiente, quando contextualizados em uma história, tornam a experiência mais significativa e prazerosa. Imite, por exemplo, o som do patinho quando este aparecer, cante uma música que você conheça que seja curtinha sobre “pato”, utilize gestos e expressões corporais, imite o som do pato nadando na lagoa, enfim, use a criatividade para revelar diferentes ambientes sonoros através da história, treinando assim a percepção auditiva e a imaginação da criança. São atividades simples, porém eficientes, que oportunizam uma exposição sonora que irá introduzi-lo no convívio social.

Observe também as canções que seu filho mais gosta de cantar e pense em formas diferentes de brincar. Todos os momentos podem se tornar educativos enquanto interagimos com o bebê que, assimila tudo o que vivencia. Durante o banho, por exemplo, é importante agir de forma afetiva, conversando com a criança, nomeando as partes do corpo, cantando, brincando com ela, utilizando bonecos de borracha, livrinhos próprios para serem utilizados no banho, com o objetivo de estimular a linguagem, o contato físico/afetivo e a memória musical. Existem hoje no mercado, CDs com repertórios específicos para essa faixa etária. É muito interessante conversar com um professor de música e pedir indicação de bons materiais. Temos excelentes profissionais que compuseram jogos cantados para estimular os bebês e brincar com os pequeninos. Muitos destes CDs acompanham livro ensinando as brincadeiras, tornando as experiências cotidianas mais ricas e prazerosas. Não se esqueça que o ambiente musical no qual ele estiver inserido desde sua infância de uma forma prazerosa, irá afetar diretamente seu gosto musical no futuro e o repertório que terá prazer em prestigiar na fase adulta. Portanto, uma ajuda profissional fará toda a diferença.

Apresentar instrumentos de percussão (chocalhos pequenos e leves, clavas, tambores) para que os bebês possam explorar ou acompanhar as canções, também desenvolve a coordenação fina dos membros superiores, além de, estimular a fala e a percepção para os instrumentos musicais. Os mais adequados, são os da pequena percussão, pois são leves, tem um som curto e preciso, facilitando o trabalho do desenvolvimento da pulsação na música, que é o primeiro aspecto da rítmica a ser estimulada com crianças pequenas. Até os 2 anos principalmente, as crianças costumam levar tudo o que pegam na boca (fase oral), portanto, é muito importante que os instrumentos e objetos utilizados na atividade estejam limpos, não possam ser engolidos e ofereçam segurança ao bebê. Explore tocando com músicas de diferentes estilos, toque seguindo o pulso musical seguindo o andamento da canção, toque mais forte, mais fraco, em cima, embaixo, etc.

Os momentos que antecedem à hora de dormir, devem ser momentos prazerosos e a música também é uma grande facilitadora deste processo. As canções de ninar podem ser usadas para relaxar, tocar e trazer proximidade, além de fazer com que a criança de sinta amparada e cuidada de acordo com a letra da canção.

A mamãe pode, por exemplo, escolher músicas de ninar que tenham uma melodia agradável e uma letra apropriada. Canções como “Boi da cara preta”, “Bicho papão”, foram canções feitas pelas mucamas na época da escravidão e que cuidavam muitas vezes dos filhos dos seus senhores sem a menor afetividade. Por serem curtas e terem andamento lento, foram passando de geração em geração, mas existem canções bem mais apropriadas para estimularem o sono do seu bebê do que estas, que se formos analisar a letra, mais parecem canções de terror.

Um exemplo outro exemplo de atividade simples que acalmam os bebês e que proporcionam momentos agradáveis entre mãe e filho, é a massagem relaxante com fundo musical. A mamãe pode acariciar o corpinho do bebê lentamente, nomeando cada parte, o beijando, etc., enquanto o prepara para a hora de dormir. O uso de texturas diferentes, como lã, bolinhas de algodão, bichinhos de látex, promovem um interesse especial no momento destinado às massagens, sempre conectadas à música. Pincéis com cerdas macias (pincéis de blush, por exemplo), quando passados em cima das sobrancelhas e ao redor do seu rostinho, o acalmam e o preparam para o sono.

As famílias certamente se beneficiam trazendo a música, sempre que possível, ao convívio familiar. Através dela, você pode expressar seu amor, ensinar conteúdos de forma lúdica e estreitar ainda mais os laços familiares. A música é terapêutica e é um canal muito importante para entrar em contato com seu filho de forma natural, além de prepará-lo para o mundo, reforçando sua autoestima, sua sensibilidade e percepção auditiva, criando um ambiente mais feliz e agradável. Um verdadeiro presente de amor!

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWbmV0UWYyU3dUREk


terça-feira, 15 de outubro de 2013

O desenvolvimento da audição - O teste da orelhinha

O desenvolvimento da audição se faz de modo gradual, em etapas cada vez mais complexas desde a vida intrauterina.

Para que uma criança desenvolva a fala ela deve ser capaz de detectar sons. Uma vez que ouça, deverá então, poder localizar de onde eles vêm, reconhecê-los, e saber o seu significado. Estas etapas não podem ser interrompidas sem que ocorram prejuízos funcionais importantes no desenvolvimento da criança. Por este motivo é necessário que se identifique no período de recém-nascido uma deficiência auditiva. Se descoberta precocemente, o Sistema Nervoso Central permite, quando estimulado, melhores resultados no desenvolvimento da linguagem e reabilitação auditiva.

Assim, os Pediatras, Fonoaudiólogas e Otorrinos tem chamado a atenção para a identificação e diagnóstico precoce da deficiência auditiva através do exame da orelhinha e se necessário fazer o seguimento com especialistas.

Além de doenças hereditárias que provocam deficiência auditiva, devemos seguir atentamente os recém-nascidos prematuros, especialmente os de peso menor do que 1.500 g, os que sofreram algum grau de asfixia no parto, os que tiveram infecções congênitas, como, toxoplasmose, rubéola, sífilis entre outras, os que fizeram uso de drogas ototóxicas e os que tiveram icterícia muito acentuada.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWZzFMS21RdlVja0E

 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Estimulando bebês em casa com a música – Parte 1

Seu filho gosta de ouvir música? Sente prazer em mexer o corpinho quando ouve uma canção? Pois saiba que é possível incentivar a musicalidade desde cedo e que isso só trará aspectos positivos para a vida de seu filho.

As aulas de música em escolas especializadas são uma excelente opção e podem iniciar na vida dos pequenos geralmente, a partir de 8 meses, quando são capazes de sentar sozinhos. Os professores irão desenvolver atividades variadas e específicas à faixa etária, proporcionando muito estímulo e desenvolvimento aos pequeninos. 

Nas aulas, o pai ou a mãe também participam e podem vivenciar momentos preciosos do seu bebê interagindo com o grupo, além de aprender também, um repertório rico de canções e brincadeiras para praticar com seus filhos em casa.

Mas se por algum motivo não for possível participar de aulas de música com especialistas, a mamãe pode estimular seu filho em casa com atividades que irão proporcionar prazer e estimular o desenvolvimento da criança.

Escolha um local em sua casa que seja seguro, arejado e sempre trabalhe com materiais que não ofereçam perigo ao bebê. Separe um tempinho da rotina diária ou semanal para essas atividades. Planeje as brincadeiras musicais que serão realizadas com antecedência.

É de suma importância utilizar canções com letra adequada e com temas do universo infantil. Tenha cuidado na escolha das gravações, arranjos e tessitura que serão utilizadas. Escolha canções curtas (canções folclóricas são muito úteis nestes momentos, como “Caranguejo não é peixe”, “Samba- lele”, “Borboletinha”, etc). Utilize fantoches e dedoches para representarem os personagens que são citados na canção. Por ser um material concreto (o fantoche), promove uma maior interação da criança com a proposta sugerida. Convém no entanto, depois de algumas vezes manuseando os fantoches, substituir o apoio visual pela expressão gestual e instigar a criança a reagir falando. Ao dispensar o recurso visual (fantoches), estamos estimulando a imaginação, além de promover a necessidade da comunicação verbal. Apesar de serem canções simples, são interessantes às crianças porque contam na sua grande maioria, pequenas historinhas e ajudam seu filho a entender o significado das palavras e a conexão com as ações. Por exemplo, a música “Palma, palma, palma” induz a criança a bater palmas, “Cabeça, ombro, joelho e pé” explora o esquema corporal. Canções que estimulam a percussão corporal (bater palmas, pés, sons com a boca, etc), movimentos de correr, pular, andar, marchar não apenas trarão momentos divertidos entre vocês, como também contribuirão para o fortalecimento da musculatura, desenvolvimento do senso rítmico, da percepção e da coordenação motora do seu filho.

É muito importante estar atento às oportunidades de brincadeiras que surgem através das letras das canções. Muitas solicitam que mostrem partes do corpo, mandem beijos, abracem, como por exemplo, a música “Sai piaba” (folclore). É uma canção curta, simples, onde a letra sugere o movimento que deve ser feito, oportunizando momentos de afetividade entre pais e filhos, pois termina com um gostoso abraço.

A música é uma ferramenta muito eficiente para ensinarmos qualquer tipo de informações, como: números, cores, comportamentos como guardar os brinquedos, cumprimentar as pessoas, passar o brinquedo para o colega, etc.

Temos à disposição músicas especificas no ensino de conteúdos e regras comportamentais. Pesquisa, disposição, disciplina e planejamento são essenciais para que as atividades musicais sejam eficientes em casa.

Trabalhar com rimas, parlendas e brincadeiras infantis com os bebês são atividades indispensáveis, pois possibilita que a criança tenha contato com a linguagem de forma lúdica e prazerosa. Um exemplo é a parlenda que brinca com os dedinhos (Dedo mindinho, seu vizinho, maior de todos, fura bolo, cata piolho...) que conta os dedinhos e que termina tocando o bebê e fazendo cócegas. Os pequenos demonstram entusiasmo com atividades assim.

Conte a história contada pela música antes de cantá-la e crie efeitos sonoros para enfatizar alguns momentos. Crie gestos para fazer durante a canção. A música “A Dona Aranha subiu pela parede”, pode se tornar uma brincadeira divertida, quando o adulto pega o bracinho da criança e sobe com os dedos como se fosse à aranha. Essa mesma canção pode ser sonorizada com instrumentos, balançando o pandeiro para representar o sol, tocando o pau-de-chuva para representar a chuva.

Brincadeiras de colo, como “Upa, upa cavalinho” são uma das brincadeiras favoritas dos bebês. O adulto pode cantar variando a velocidade da canção, ora mais rápida, ora mais devagar, para que brincando a criança perceba diferentes andamentos. Canções que brinquem de esconder e achar o bebê também estão entre as brincadeiras prediletas. Atividades em duplas, como serra-serra serrador, também são muito interessantes, pois fazem com que a criança vivencie a pulsação da música e ao mesmo tempo interagem de mãos dadas com quem está brincando com ela. São atividades simples e que atraem até os bebês mais pequeninos.

Além do repertório folclórico, atualmente temos uma infinidade de CDs produzidos por professores de música e compositores muito competentes, que muitas vezes lidam com esta faixa etária diariamente e fazem músicas especificas para interação entre pais e filhos. Pesquise, converse com um professor de música pedindo indicação de bons materiais e selecione um repertório de qualidade para a educação musical do seu filho.

DVDs com ênfase em música são muito didáticos, mas se a intenção é também desenvolver o vínculo afetivo entre você e seu filho, é importante que você assista com ele e enfoque alguns pontos que achar interessante no vídeo.

Cantar, dançar, brincar, é só começar! O mais importante é proporcionar a você e seu filho, momentos de prazer e diversão. Faça isso por ele e por você mesmo. Desta forma ele vai perceber como é divertido cantar e estar com você, e naturalmente, laços afetivos recheados de boas lembranças serão construídos, de uma forma natural e eficiente, no conforto da sua casa.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWWU1GSFFfZDhBSEk

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Como saber se meu filho tem talento musical?

Neurologistas, psiquiatras e cientistas cada vez mais nos mostram estudos que comprovam o quanto a música desenvolve muitas habilidades e expande a capacidade de aprender. A criança que toca bem um instrumento ou tem uma voz afinada, logo chama a atenção de todos. Como a música é algo intrínseco no ser humano, que envolve a emoção, a inteligência e a sensoralidade, ela cativa a todos, desde os bebês aos adultos.


Mas como saber se meu filho tem talento para a música?

Segundo o dicionário, talento é uma aptidão, natural ou adquirida. Dessa forma, todos podem ter talentos.

Estudos nos mostram que nascemos com aptidões naturais em certas áreas, mas podemos desenvolver as outras também, caso tenhamos o desejo, disciplina e empenho necessários. Se pensarmos em Wolfang Amadeus Mozart, teremos a certeza que ele tinha um talento musical nato, mas se formos analisar o ambiente no qual foi criado, vamos descobrir que seu pai tocava instrumentos musicais e o incentivava demais. Além disso, Mozart dedicava horas estudando e compondo suas músicas e de outros compositores que gostava.

O que leva as pessoas a desenvolverem competências são: o ambiente que vivem, a educação e as oportunidades que surgem ao longo da vida. Segundo as pesquisas, todo indivíduo nasce com um vasto potencial de talentos, mas que estes só vão aflorar, se forem estimulados. A música é uma das inteligências que mais podemos perceber facilmente. Quase todo mundo gosta de música e existe música em todo o lugar e para todos os gostos. Algo interessante, é que estudos mostram que ao ouvir música o cérebro estimula o lado sensorial. Ao aprender música o cérebro irá exercitar o lado racional. A criança que tem contato com a música desde pequena apresentará um cérebro mais ativo e que potencializará não apenas sua inteligência musical, mas também desenvolverá habilidades que facilitarão o desenvolvimento das outras áreas da inteligência.

O papel da família é expor a criança ao contato com a música, comprando CDs de qualidade, investindo em um bom curso de musicalização infantil, levando os filhos em shows infantis que tenham instrumentos musicais, levando-os em uma loja de instrumentos, etc.

As crianças que crescem percebendo o quanto os pais valorizam a música e vendo a função desta linguagem, naturalmente se interessam, visto que, todos podem desenvolver a inteligência musical.

Obviamente, existem graus de talento, e há pessoas que terão mais facilidade em aprender instrumentos e a cantar do que outras. Todos porém, podem desenvolver sua musicalidade se quiserem. Independente do nível de talento, é necessário dedicação, empenho, subterfúgios técnicos e teóricos para que este talento se desenvolva.

Mas como reconhecer este talento?

Para reconhecermos este talento, é necessário conhecimento na área. As crianças que tem um talento natural para música, tem interesse por esta linguagem desde pequenas. Gostam de dançar com a música, gostam de cantar, ficam atentas aos sons ao redor, dramatizam histórias cantadas, e naturalmente crescendo neste ambiente estimulador, irão demonstrar cada vez mais interesse por canções, dramatizações, instrumentos musicais, shows que envolvem música, etc. 

Quando começam a aprender a tocar um instrumento musical, apresentam um bom ouvido musical, e sentem prazer em estudar. Agora, é importante salientar que, as palavras de incentivo por parte das pessoas mais próximas da criança, são de suma importância. Os pais que elogiam pequenos sinais de progresso, valorizam cada música aprendida, gastam tempo ouvindo seus filhos tocarem, naturalmente fazem seus filhos valorizarem a prática do instrumento e perceberem o quanto a dedicação e a disciplina são importantes. Os pais devem ter consciência que a educação musical é um processo gradativo e que é necessário dominar a ansiedade de ambos os lados. A criança de um modo geral deseja resultados imediatos e, ensiná-las a persistir, a não desistir quando surgem os desafios, são treinos importantes para o ser humano e para sua educação global.

Independente de percebermos ou não um talento nato em nossos filhos, investir na educação musical deles, é uma forma de desenvolver não apenas sua musicalidade, mas as outras áreas de inteligência. A criança, por exemplo, desenvolverá sua percepção auditiva, o que facilitará no processo de alfabetização e estudo de línguas estrangeiras.

Durante a adolescência, a música pode tornar-se uma companheira agradável, ocupando-o de maneira sadia. E na vida adulta, poderá ser uma válvula de escape para descarregar o stress do dia-a-dia.

Não é a toa que existe o famoso provérbio popular “Quem canta seus males espanta”. A música faz bem ao nosso interior e nos traz grande satisfação e autoestima, por isso ela é de suma importância para a vida de todos os seres humanos.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWSW4wNW9YNG05elE



terça-feira, 23 de abril de 2013

Musicalização para Bebês

Muitas mães, interessadas em aprender e estimular seus filhos com brincadeiras musicais procuram aulas de musicalização infantil.

Estudos mostram o quanto os bebês demonstram uma aptidão musical muito grande e o quanto eles se envolvem com as atividades propostas nas aulas.

Nos primeiros 3 anos de vida, a criança aprende com muita facilidade e velocidade, pois nesta fase, as conexões cerebrais se desenvolvem de maneira intensa. A música atrai a criança e faz com que ela desenvolva a fala, a parte motora, a socialização, a escuta ativa, o fortalecimento do vínculo afetivo com o adulto que a acompanha nas aulas, etc.

Mas para que o bebê possa usufruir de tantos benefícios, é importante que o professor ofereça um repertório de canções e brincadeiras específicas à faixa etária, além de um espaço seguro e arejado, material sonoro rico e ao mesmo tempo, próprio para ser manipulado sem oferecer perigo ao bebê.

Mas como saber a melhor fase do bebê para frequentar as aulas e o que geralmente acontece nestas aulas? Escolhemos as dúvidas mais frequentes pelos pais sobre este assunto.


A partir de qual idade posso levar meu bebê para as aulas de música?


Quanto antes à criança iniciar a musicalização, melhor. É aconselhável principalmente a partir dos 8 meses, quando a criança já senta sem apoio e deve ser acompanhada pelo pai ou pela mãe.

Quais as atividades geralmente são desenvolvidas em uma aula de música?

As aulas de música com os bebês geralmente são em grupo, pois um dos objetivos é o desenvolvimento da socialização. Para começar, são utilizadas canções que falam o nome de cada criança e cada um tem sua vez. Assim a criança aprende a perceber o outro e ao mesmo tempo demonstram muita alegria quando todos cantam o seu nome na roda.

Ao começar a primeira música da aula, geralmente os bebês já ficam mais calmos e receptivos as atividades. Logo em seguida, são trabalhadas algumas canções que exploram diferentes estímulos, como por exemplo, as canções gestuais. Desta forma, o bebê vai aprendendo a relação do gesto e da fala e vai ampliando seu vocabulário e expressividade. Nestas canções, o professor geralmente utiliza brinquedos com efeito visual que atraem ainda mais a atenção dos pequeninos.

Pequenas histórias cantadas ou histórias sonorizadas explorando uma temática (explorando sons do corpo, da casa, dos animais e da rua), também podem ser utilizadas, pois estimulam a atenção, a concentração e a percepção auditiva, o chamado “ouvido musical”, que é desenvolvido principalmente até aos 6 anos.

Atividades explorando movimentos locomotores (andar, pular, galopar, saltitar) acompanhando diversos andamentos da música, brincadeiras de roda, também fazem parte das aulas, pois com o movimento, através de um repertório rico e diversificado, a criança brinca com seu corpo e interioriza os ritmos de forma natural, desenvolvendo não só a musicalidade e o vínculo afetivo com quem está dançando com ela, mas também seu raciocínio espacial-temporal. Brincadeiras de colo, jogos musicais com parlendas (brincadeiras com as palavras), atividades em duplas são sempre um momento de diversão, onde a criança recebe o carinho e afeto no colo do adulto e ao mesmo tempo, vivencia a pulsação e o ritmo da música.

Nas aulas, o professor de musica oferece diversos objetos sonoros e materiais com texturas diferentes para que os bebês explorem e percebam através dos sentidos, manipulando de forma lúdica e prazerosa. Além de explorarem, as crianças têm a oportunidade de acompanharem as canções com instrumentos musicais (chocalhos, tambores, clavas, sinos, etc.), vivenciando a pulsação e o senso rítmico, intensidade (tocar forte ou fraco), percepção ao estimulo sonoro e o silêncio, lateralidade (lado esquerdo, direito, para cima e para baixo), estimulando também o desenvolvimento psicomotor da criança.

O canto (linguagem musical) sempre é a viga-mestra de todo o processo, contribuindo para
melhorar a articulação de diversos sons da fala.

Depois de tanto estímulo e tantas atividades divertidas, as crianças necessitam de um momento de relaxamento, onde acompanhados por uma música apropriada, recebem carinho do adulto, com instrumentos de massagem.

As aulas de musicalização para bebês são sem dúvida, um momento de grande prazer para os bebês e adultos que acompanham as aulas. Depois de cada aula, é comum os pais relatarem que seus filhos reproduzem as atividades em casa em alguns momentos. O familiar que vivenciou a aula poderá praticar as brincadeiras e repertórios de canções aprendidas, motivando seus filhos com a música desde cedo, de forma prazerosa e lúdica.

Quem vivencia música desde pequeno, se torna mais sensível, com uma concentração mais focada, com um ouvido mais apurado para aprender em qualquer área, além do aprimoramento do senso estético para escolher músicas de qualidade. A música faz bem para qualquer idade, então é bom que comecemos desde cedo, brincando e aprendendo, contribuindo assim para que a criança, além de desenvolver-se globalmente, tenha uma vida mais plena e feliz.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWQkZvb0xZcWpmVjg

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