quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Entenda melhor o que é ômega-6 e ômega-3

Nossa dieta é composta por alimentos que contém proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, oligoelementos e sais minerais. Em relação às gorduras existem aquelas de origem vegetal (óleos vegetais, castanhas) e as de origem animal (gordura da carne, ovos e dos leites). Algumas gorduras, especialmente as de origem vegetal, possuem moléculas muito grandes e com várias ligações químicas. São os chamados ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa.

Vários estudos mostram que a ingestão apropriada desses ácidos graxos em quantidade e qualidade associa-se ao adequado crescimento, melhor desenvolvimento do cérebro e visual, prevenção de algumas alergias e de doenças cardiovasculares.

Nosso organismo não consegue sintetizar alguns destes ácidos graxos e por isso é fundamental obter-los através da alimentação para que nosso metabolismo possa funcionar adequadamente. Existem dois grupos de ácidos graxos essenciais: ácidos graxos de cadeia longa da família ômega-6 (ácido linoléico) e da família ômega-3 (linolênico). O produto final do metabolismo dessas gorduras são o DHA (ômega-3) e ARA(ômega-6).

Quais alimentos contém ômega-6 e ômega-3 ?

Ômega-6: óleos vegetais (soja), sementes e nozes

Ômega-3: castanhas, peixes e linhaça

Crianças menores de um ano (bebês) têm acelerado crescimento e desenvolvimento. Isso significa que há intensa multiplicação celular e amadurecimento dos sistemas, principalmente, do sistema nervoso central. A criança nasce com o cérebro bastante imaturo e com o passar dos meses, há modificações importantes na sua estrutura e funcionamento como a mielinização*. A mielina é uma “capa” de gordura que o neurônio recebe para que possa funcionar de forma adequada. Grande quantidade das gorduras dessa cobertura gordurosa é composta por ácidos graxos da família ômega-3. Por isso a criança deve receber quantidade adequada dessa gordura.

O leite materno contém uma quantidade boa dessas gorduras já prontas ( DHA e ARA) para o bebê utilizar, a quantidade varia conforme a alimentação da mãe. Na alimentação complementar é importante oferecer para as crianças alimentos fonte dessas gorduras já prontas, como peixe de água fria (sardinha, arenque, salmão, truta), gorduras vegetais, entre outros.

*Mielinização : a mielinização é um processo que acontece desde o período intrauterino e continua até os sete anos de idade, mas o seu pico ocorre até os dois anos. O cérebro nasce formado mas é imaturo, para funcionar de forma adequada os neurônios devem receber uma capa de gordura chamada “mielina” que é composta por diversos ácidos graxos, especialmente por DHA. Essa capa de gordura é como um isolante que permite que as informações passem de neurônio para neurônio sem interferência (encapamento de um fio). Para que a capa de mielina se forme de forma adequada é importante que a criança recebe uma alimentação balanceada e com oferta adequada de gorduras como ácidos graxos essenciais, DHA e ARA.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes
 
https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWMDVTTUxLTzVaQjQ

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Qual é a diferença entre Prebióticos e Probióticos?

PREbióticos: É um tipo de fibra não digerível que serve de alimento para as bactérias benéficas normalmente presentes no cólon (intestino grosso) estimulando o seu crescimento.

Benefícios: Essas fibras podem melhorar a saúde intestinal, a função imunológica, o metabolismo de glicose, a absorção de gorduras, cálcio, ferro e a consistência das fezes. 

Os mais conhecidos são a inulina e a oligofrutose

Fontes: Alimentos que normalmente são fonte de prebióticos: grãos integrais (especialmente aveia), linhaça, cevada, baga, frutas em geral, legumes, cebola e alho. O leite materno contém naturalmente uma quantidade significativa e muito variada de prebióticos chamados oligossacarídeos.

PRObióticos – São microorganismos vivos (bactérias e fungos) que estão presentes em alguns alimentos e medicamentos comuns ao nosso dia a dia. Quando consumidos em quantidades adequadas esse microorganismos conseguem sobreviver à digestão e acidez gástrica, chegando vivos ao intestino grosso (cólon) onde se instalam e modificam a microbiota (Flora intestinal ), trazendo benefícios à saúde do hospedeiro.

A microbiota intestinal é um conjunto de diferentes espécies de bactérias que normalmente habitam e protegem nosso intestino. Uma microbiota saudável tem mais de 1.000 espécies diferentes de bactérias, com predomínio dos lactobacilos e bifidobactérias (probióticos).

Benefícios: Formação de uma microbiota com predomínio de bactérias protetoras como bifidobactérias e lactobacilos. A instalação de bactérias protetoras protege o intestino contra agentes e microorganismos agressores;
Melhora da digestão de lactose;
Influenciam na imunidade em curto e longo prazo;
Protegem contra infecções intestinais, como diarreias.

Fontes:
Uma fonte importante de probióticos é o leite materno. Hoje, por meio de estudos avançados, sabe-se que a mãe passa para o seu bebê uma série de bactérias que ajudam na formação das defesas do intestino e do amadurecimento da imunidade.



Alguns alimentos para bebês indicados para a faixa etária;
Alguns cereais infantis fortificados;
Iogurtes e leite fermentados
Alguns queijos
Medicamentos: cápsulas ou sachês
 
Além dos benefícios já conhecidos o uso de probióticos também tem sido estudado para:

Tratamento da diarréia aguda
Prevenção da diarréia associada ao uso de antibiótico
Diarréia em crianças hospitalizadas
Enterocolite necrozante (infecção grave que atinge recém-nascidos prematuros internados)
Prevenção de doenças alérgicas
Prevenção de infecções respiratórias
Prevenção de infecção por H.pylori (bactéria relacionada à úlcera gástrica)
Constipação
 
Prebióticos = Fibras alimentares
Probióticos = Bactérias benéficas


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWdWtLY180Q0pRaWs

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Posso dar açúcar para o meu bêbe ?

Açúcar (sacarose) e doces não devem ser utilizados para crianças menores de 1 ano. Isso porque o uso de açúcar em crianças pequenas associa-se, no futuro, a maior risco para excesso de peso, cáries e preferência pelo sabor doce, prejudicando a formação de um hábito alimentar saudável.

Outro fator importante de se lembrar é que as frutas já possuem um tipo de açúcar chamado frutose e o leite outro tipo chamado lactose. Isso quer dizer que não há necessidade de se adicionar açúcar na alimentação da criança.

A partir do segundo ano de vida pode-se utilizar, com moderação, açúcar ou doce na alimentação da criança.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWNU5DOE1XQjAyRjA
 


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Entenda mais sobre a ANEMIA, suas causas e como evitá-la

A anemia é caracterizada pela queda dos níveis de hemoglobina no sangue da criança. A hemoglobina (substância que dá a cor vermelha ao sangue) é uma molécula que carrega o oxigênio para os tecidos.

Para se detectar a anemia é necessário fazer um exame de sangue (hemograma) e ela é confirmada quando os valores de hemoglobina são menores do que 11 g/dL (< 5 anos).

São vários os tipos e causas de anemia:
 

Anemia fisiológica

Acontece por volta dos 3 meses de idade quando a criança está substituindo a hemoglobina fetal (aquela que ela possui intra-útero) pela hemoglobina normal. Não é necessário tratamento e o bebê recupera sozinho os níveis normais

Anemias hereditárias


são anemias que tem causa genética, passam de pai ou mãe para filho. Podem ser mais ou menos intensas. O teste do pezinho identifica esse tipo de anemia. Neste caso o pediatra avalia se há necessidade de tratamento específico

Anemia ferropriva


É o tipo mais comum de anemia e as crianças menores de 2 anos são as mais atingidas. Este tipo de anemia ocorre por deficiência da ingestão de ferro na alimentação ou perda constante de sangue em pequenas quantidades. O ferro é parte fundamental da estrutura da hemoglobina, sem ele a hemoglobina não consegue carregar o oxigênio com eficiência

Por que existe o risco de anemia ferropriva no bebê?


Nessa idade, a criança tem um acelerado crescimento e desenvolvimento cerebral e a necessidade de se obter ferro da dieta é, proporcionalmente, muito mais alta do que a de um adulto. O ferro, além de participar da formação da hemoglobina, também é importante para o funcionamento e formação das estruturas cerebrais.

Apesar da necessidade aumentada, por vezes, a criança não consegue ingerir toda a quantidade de ferro que precisaria ou podem existir fatores na dieta que atrapalham a sua absorção.

Alguns fatores alimentares, no entanto, podem contribuir para reduzir o risco de anemia nos bebês:

A dieta materna

a alimentação durante a gravidez já é importante. A ingestão adequada de alimentos fontes de ferro, o acompanhamento pré-natal adequado e a utilização das vitaminas/ferro conforme a recomendação do obstetra ajudam a formar os depósitos de ferro do bebê, o que o ajudará a não desenvolver anemia durante os primeiros meses

O aleitamento materno

o bebê deve mamar exclusivamente no peito até os 6 meses, sem nenhum outro alimento. O leite materno tem a quantidade adequada de ferro que é muito facilmente absorvida. A mãe também deve se alimentar bem nessa fase

Usar um substituto adequado do leite materno na impossibilidade do aleitamento materno o adequado é o uso de fórmulas infantis e não de leite de vaca. O leite de vaca tem pouco ferro e não é bem absorvido, além disso, pode levar a pequenos sangramentos intestinais que aumentam as perdas de hemoglobina e com ela o ferro. As fórmulas infantis fornecem quantidades adequadas de ferro para o bebê

Alimentação complementar adequada


À partir do sexto mês de vida deve-se introduzir a alimentação complementar. Ela deve ser rica em alimentos como a carne bovina que possui grandes quantidades de ferro de boa absorção (chamado ferro heme).

Não oferecer para os bebês:

Café, grandes quantidades de chá e refrigerantes. Eles atrapalham a absorção do ferro proveniente da alimentação

Se a criança já está com anemia, além de ajustes na alimentação, pode ser necessária a suplementação de ferro na forma de medicamento.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWWV9wQ21neHY0cTg


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nutrição adequada e prevenção da obesidade

A obesidade acontece quando o organismo acumula o excesso de energia ingerida e não utilizada, na forma de gordura. Esse acúmulo pode ser mais ou menos fácil, de maior e menor intensidade, segundo diversos fatores que aconteceram e acontecem na vida da pessoa.

Quando a pessoa já é obesa o tratamento é adequar o ingerido ao que é gasto para que não haja reserva. Para isso é fundamental uma orientação nutricional associada à prática de atividade física. Infelizmente, a obesidade tem se apresentado de forma cada vez mais frequente entre nós, em todas as faixas etárias. Sabe-se hoje que no Brasil 1 em cada 4 crianças e 1 em cada 2 adultos têm excesso de peso, respectivamente.

O tratamento da obesidade envolve várias etapas da orientação nutricional, sempre estimulando atividade física, que para criança pequena significa brincar e para os maiores pode incluir até atividades competitivas, sem exageros.

Na orientação nutricional é importante que aconteça por etapas e individualizado. Começar pelas tarefas mais fáceis:

• Desfazer mitos e crenças. Ex: só comer frutas e verduras, chocolate engorda, alface emagrece, dieta da lua, remédios.

• Organizar os horários das refeições. As refeições devem ser em número de 5 a 6 ao dia, de 3/3hs.

• Mudar o comportamento: comer devagar (mastigar bem), não comer na frente da TV, não pular refeição, não trocar refeição por lanches.

• Aos poucos, reduzir a quantidade de alimentos que estão em exagero e os ricos em açúcar e gordura. Não há alimentos proibidos mas alguns (ex: guloseimas) devem ser consumidos com moderação.

• Quando tudo estiver indo bem, aí sim é hora de introduzir os alimentos que a criança não gosta e que faltam na alimentação (Ex: verduras cruas em todas as refeições) 

• Todas as etapas devem ser acompanhadas de estimulo à atividade física. O ideal seria que a criança usasse 60 minutos por dia para brincar, andar de bicicleta, passear no parquinho, caminhar, andar com o cachorro. Coisas simples, mas que ajudam muito no tratamento e prevenção do excesso de peso.

Quando uma criança tem excesso de peso a chance dela se tornar um adulto obeso é de mais de 30%. Por isso a prevenção do ganho de peso excessivo é a melhor estratégia para se evitar a obesidade e os problemas a ela relacionados para isso é fundamental, desde muito cedo:

• Acompanhamento regular do ganho de peso, índice de massa corporal e alimentação da
criança.

• Respeitar a saciedade da criança, ela não deve ser forçada a comer se não está com fome. Mesmo bebês têm capacidade de regular sua vontade de comer.

• Ingestão adequada de proteína – ingestão excessiva de proteína em bebês é um dos fatores mais importantes que se associa o aumento do risco de obesidade no futuro. O leite de vaca,por exemplo, têm 5 vezes mais proteína do que o leite materno.

• A família precisa adequar seus hábitos alimentares para que a criança desde sempre tenha uma alimentação adequada. Os pais são modelo.

• Estimular a prática de exercícios ao ar livre as brincadeiras e atividade física regular. Evitar o sedentarismo, horas e horas de TV, computador e videogame.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWQzF3Y2twUW1XQm8

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