quinta-feira, 18 de abril de 2013

Como é o crescimento da criança na fase escolar

Trata-se de uma fase de crescimento estável e essa estabilidade permanecerá até o início da puberdade, quando por ação hormonal o crescimento estatural sofre uma aceleração importante (período do estirão pubertário). Nessa fase o ganho de peso deve ser de:

 

- Peso: cerca de 2 a 2,5 kg ao ano
- Estatura: aumento de 4 a 6 cm por ano

A variação de altura de criança para criança nessa fase pode ser muito grande - influência por fatores genéticos e ambientais. Algumas entrarão na puberdade antes e outras depois. As meninas tendem a ser mais altas que os meninos, situação que se inverte no final da adolescência. Atenção ao ganho de peso excessivo nessa fase, é muito importante que a criança chegue na puberdade com a relação peso para altura equilibrada.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWUjk0ZENDVkEzQkU

Como é o crescimento da criança de 2 a 3 anos?

O ritmo de crescimento é bem menor do que nos anos anteriores. Dos 2 aos 3 anos:

- Peso: aumento de 2,0 a 2,5 kg.
- Estatura: aumento de cerca de 7 a 10 cm.
- Perímetro cefálico: 1 cm.

 


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWbVE4b3VTV0UxSUk
 

Gripe! Chegou a vacina de 2013

A vacina contra a gripe continua sendo recomendada. As novas vacinas para o Hemisfério Sul chegaram recentemente. Elas são chamadas trivalentes. Isto quer dizer que contém proteção contra o vírus H1N1 (da gripe pandêmica), contra o vírus da gripe comum (sazonal) e contra o vírus da gripe B. A idade para a primeira dose é a partir dos 6 meses de idade, como anteriormente. As crianças que irão receber a vacina pela primeira vez, deverão receber 2 doses de vacina com intervalo mínimo de 4 semanas. Esta recomendação baseia-se na avaliação de que a proteção é bem maior com 2 doses na faixa de idade de 2 a 8 anos.

Mas, todas a crianças nesta faixa de idade deverão tomar 2 doses? E as que já tomaram
nos anos anteriores? Parece um pouco confuso, não?

Vamos tentar simplificar:

A criança nunca recebeu a vacina contra a gripe?
Não ou Não sei: 2 doses
Recebeu 2 ou mais doses da vacina sazonal desde 2010?
Sim = 1 dose
Não = 2 doses

As crianças de até 8 anos podem eventualmente em 2009 ter tomado apenas a vacina da gripe pandêmica ( H1N1). Por este motivo é conveniente que tenham um reforço da vacina trivalente.

As crianças de 6 meses a 3 anos incompletos tomam doses de 0,25 ml. Os maiores tomam a vacina igual ao do adulto, ou seja, 0,5 ml.

Meu filho tem alergia ao ovo. O que faço para vaciná-lo?

Pessoas com história de alergia ao ovo e que tem somente prurido após a exposição, podem tomar a vacina, mas, devem cercar-se de algumas medidas de segurança a seguir:
A pessoa pode comer ovos mexidos sem reação? Se sim, vacinar normalmente.

Não, a pessoa apresenta urticária e coceiras. Deve então tomar a vacina e aguardar por 30
minutos após a vacina, em locais com suporte adequado.

Não, a pessoa apresenta reações mais fortes, como, queda de pressão, chiado e desconforto respiratório, náuseas e vômitos, reações que necessitem de uso de adrenalina. Há necessidade de consultar um alergista para melhor avaliação.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes
 
https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWbENFMXlmVnBPX1U


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Meu filho esta gordo. E agora?

Se a criança ou adolescente ganhar peso mais do que deveria durante meses consecutivos eles terão sobrepeso e obesidade. O acompanhamento da condição nutricional regular pode ajudar muito a detectar quando isso acontece e evitar sua progressão. Para isso é importante frequentar o pediatra regularmente, mesmo que não haja nenhuma queixa ou problema de saúde.

É comum quem mora com a criança não perceber que ele está engordando, trata-se de um processo lento. O fato é que a criança obesa precisa de acompanhamento, para isso é muito importante que ela seja levada ao pediatra para que possa ser avaliada, examinada e realizado exames, se necessário, para que a família receba as orientações necessárias quanto a alimentação e atividade física regular.

Deixar o tempo passar, sem procurar orientação, não ajuda e só retarda a resolução do problema. Procurar dietas milagrosas, chás e proibição de alimentos, também não é a melhor forma de encarar o problema, pelo contrário, a criança está em fase de crescimento, procedimentos radicais podem prejudicar esse processo.

Dependendo da intensidade da obesidade e da presença de morbidades a ela associada o objetivo do tratamento é que a criança continue crescendo e não ganhe peso ou que tenha que perder peso com maior ou menor intensidade, essa pode ser a meta dos adolescentes que já completaram sua puberdade.

O importante é que quanto mais cedo a criança controlar o seu ganho de peso e melhorar
da obesidade, terá menos chance de ser um adulto obeso. Hoje diversos estudos demonstram que uma alimentação saudável nos primeiros anos de vida, contribui para prevenção da obesidade e muitos destes estudos, associam o excesso de proteína ao rápido ganho de peso na infância que esta relacionado a obesidade futura, tendo assim menos risco para desenvolvimento de dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes e alterações ortopédicas. De outra forma, o tempo pode passar e o tratamento pode ser mais complicado.

O que se sabe hoje é que a obesidade é uma doença que deve ser tratada precocemente e todos os membros da casa devem estar envolvidos na mudança de estilo de vida. A família toda deve estar ao lado da criança nesse desafio, cada membro dando sua colaboração.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWOWRSN05NaU9LYVE

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Você sabe o que é o autismo?

Embora inúmeras pesquisas ainda estejam sendo desenvolvidas para definir o que realmente seja o autismo, o termo geral mais usado para descrever é : “Um grupo de transtornos de desenvolvimento do cérebro, conhecido como Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)”.

Existe um consenso entre os profissionais da área de que o autismo não é diagnosticado em exames laboratoriais. Podemos notar alguns comportamentos diferentes em uma criança autista, e assim, iniciar um tratamento o mais rápido possível:

* Brinca ou usa brinquedos de forma incomum;
* Dificuldade de se relacionar com outras crianças da mesma idade;
* Choros ou risadas inapropriadas;
* Agitação ou estado de muita passividade, sem expressar reação a nada;
* Sensibilidade a alguns sons (tampa o ouvido a sons altos);
* Apego a objetos diferentes (sacolinha de supermercado, folha ou galho de árvore etc);
* Fica incomodado quando há mudanças em sua rotina;
* Falta de consciência de perigo;
* Repetição involuntária de palavras ou frases que ele ouviu de outra pessoa (ecocalia)
* Movimentos estereotipados (movimento repetitivo caracterizado por manias)

Essas características estão presentes antes dos 3 anos de idade, e atingem 0,6% da população, sendo quatro vezes mais comuns em meninos do que em meninas.

As características do autismo variam de acordo com o cognitivo:

Autismo acompanhados à deficiência intelectual grave- não há desenvolvimento da linguagem, além de repetições acentuadas em seu comportamento e déficit importante na interação social. Quadros de autismo chamados de Síndrome de Asperger - sem deficiência intelectual, sem atraso significativo na linguagem, com interação social peculiar e sem movimentos repetitivos tão evidentes, porém, ainda sim é chamado de autismo.

As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas diversas doenças genéticas foram descritas como sintomas. Problemas cromossômicos e mesmo doenças adquiridas durante a gestação, durante ou após o parto, podem estar associados diretamente ao autismo.

Podemos listar algumas das doenças das mais diferentes ordens que poderão ser responsáveis para um quadro autista:

Infecções pré-natais - rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus; Hipóxia neo-natal (deficiência de oxigênio no cérebro durante o parto);

Infecções pós-natais - herpes;

Espasmos infantis - Síndrome de West (forma grave de epilepsia).

Doenças genéticas – Existe várias, porém, uma das mais comentadas é a fenilcetonúria que é a  diminuição ou a falta da enzima fenilalanina (encontrada na alface por exemplo), ela não é processada corretamente no organismo gerando excesso dessa enzima no cérebro.

O tratamento do autismo hoje em dia não está preso em um único tipo de tratamento, hoje existe a proposta de reabilitação que ajuda na mudança de comportamento, na aproximação direta do autista, na comunicação facilitada, em técnicas de integração sensorial e treino auditivo para que ele escute e consiga responder de forma compreensível, mesmo que seja através de símbolos. Esse treino é feito por profissionais da área, como psicólogos. Dentre os modelos educacionais para o autista, um dos métodos mais importante e conhecido é o método TEACCH, desenvolvido pela Universidade da Carolina do Norte que tem como objetivo oferecer o desenvolvimento adequado e compatível para cada autista. Neste método é trabalhado as atividades na prática para adquirir habilidades, além da independência, desenvolvendo capacidades que permitam maior autonomia possível. Neste modelo, é estabelecido um trabalho terapêutico individual, onde é organizada uma programação diária para a criança autista. O aprendizado parte de objetos concretos e passa gradativamente para modelos simbólicos.

Antigamente o uso de medicamentos desempenhava um papel fundamental no tratamento, (devido à relação que faziam do autismo com os quadros psicóticos do adulto), hoje em dia ele passa a ter a função de apenas aliviar os sintomas do autista para que outras áreas sejam trabalhadas, como a reabilitação e a educação especial, na qual sendo adotadas de maneira correta terá um resultado eficaz.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWZ2Z5bEk1QkNfVlk


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