sexta-feira, 28 de junho de 2013

Meu filho tem Déficit de Atenção? ( DDA )

Atualmente fala-se muito sobre esse tema e muitas mães procuram atendimento para seus filhos, pois, acredita que eles apresentam Transtorno de Déficit de Atenção, o famoso DDA. Essas mães levam queixas para a escola que seus filhos não conseguem ter bom rendimento escolar, são desatentos, não terminam aquilo que começam e sempre esquecem o que já aprenderam.

Mas afinal o que é déficit de atenção ou DDA?

É uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal (localizada na testa). Quando a criança com DDA tenta se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui ao invés de aumentar, como acontece nos cérebros sem essa disfunção.

Um requisito para o diagnóstico é que os sintomas precisam estar ou ter estado presentes antes dos sete anos de idade e terem sido observados em dois ambientes, como a casa e a escola.

Crianças que sofrem de DDA mostram sintomas como:

Dificuldade para prestar atenção a detalhes, bem como erros pela falta de atenção ao realizar tarefas escolares ou outras atividades;

Dificuldade para ficar atento durante tarefas ou brincadeiras;

Aparenta não ouvir quando lhe dirigem a palavra;

Dificuldade para seguir instruções ou terminar tarefas.

Sempre irão evitar tarefas que requerem grande esforço mental e organização, como projetos escolares;

Perde frequentemente os materiais necessários para realizar tarefas ou atividades;

A criança também se distrai com excessiva facilidade, frequentemente se esquece de afazeres, ordens ou conteúdos que aprendeu na sala de aula, adia tarefas e tem dificuldade em iniciá-las, por isso, normalmente tem dificuldade em fazer as tarefas da casa.

Mentalmente, a criança que sofre com a DDA quase sempre está a mil por hora, tanto que para muitos é até difícil ter uma boa noite de sono. Fisicamente, a inquietação é mais comum em meninos e quanto mais novo for a criança mais intensa é essa inquietação, porém, a inquietação física não é a principal característica desta síndrome. Dificuldade para se concentrar na hora dos estudos é uma das principais queixas de muitos pais e costuma acontecer com frequência.
Como tratar?

Cada uma dessas características pode aparecer com menos ou mais intensidade em cada criança com DDA. Geralmente, eles são considerados como enrolados, esquecidos, desorganizados, preguiçosos, irresponsáveis e rebeldes, mas se a disfunção for identificada e tratada de forma correta tudo isso pode se transformar em criatividade, energia, ousadia e inovação.

No Brasil, calcula-se que três milhões de brasileiros tenham o diagnóstico de déficit de atenção, no entanto, a maior parte dos pais não sabe ou acha que é a natureza do filho ter alguns comportamentos inadequados. O tratamento deve ser feito especificamente para cada criança dependendo do nível de impulsividade, ou distração. O médico deverá ser procurado para receitar os remédios apropriados e o acompanhamento com psicólogo, caso necessário.

Ao contrário do que muitos pensam as crianças com Déficit de atenção não são preguiçosas ou exageradas, para eles, o fato de não conseguir realizar uma tarefa ou não se concentrar em algo por distração é perturbador e muitos sofrem e se sentem culpados. Os pais precisam ter paciência e aceitar a criança, e encontrar maneiras para acentuar seus pontos fortes e isso pode acontecer observando o comportamento da criança com atenção e descobrir em que situações ela se sai melhor.

Punição de qualquer tipo não funciona com as crianças que têm distúrbio do déficit de atenção. Os pais terão mais sucesso se tentarem prevenir o comportamento indesejado de seu filho com muita conversa e carinho. Os pais também devem dar algumas tarefas de responsabilidade para as crianças em casa e elogiá-las, mesmo para as menores tarefas.

 Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWZmJkdC1nQ1U3d0k

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Como saber se meu filho tem talento musical?

Neurologistas, psiquiatras e cientistas cada vez mais nos mostram estudos que comprovam o quanto a música desenvolve muitas habilidades e expande a capacidade de aprender. A criança que toca bem um instrumento ou tem uma voz afinada, logo chama a atenção de todos. Como a música é algo intrínseco no ser humano, que envolve a emoção, a inteligência e a sensoralidade, ela cativa a todos, desde os bebês aos adultos.


Mas como saber se meu filho tem talento para a música?

Segundo o dicionário, talento é uma aptidão, natural ou adquirida. Dessa forma, todos podem ter talentos.

Estudos nos mostram que nascemos com aptidões naturais em certas áreas, mas podemos desenvolver as outras também, caso tenhamos o desejo, disciplina e empenho necessários. Se pensarmos em Wolfang Amadeus Mozart, teremos a certeza que ele tinha um talento musical nato, mas se formos analisar o ambiente no qual foi criado, vamos descobrir que seu pai tocava instrumentos musicais e o incentivava demais. Além disso, Mozart dedicava horas estudando e compondo suas músicas e de outros compositores que gostava.

O que leva as pessoas a desenvolverem competências são: o ambiente que vivem, a educação e as oportunidades que surgem ao longo da vida. Segundo as pesquisas, todo indivíduo nasce com um vasto potencial de talentos, mas que estes só vão aflorar, se forem estimulados. A música é uma das inteligências que mais podemos perceber facilmente. Quase todo mundo gosta de música e existe música em todo o lugar e para todos os gostos. Algo interessante, é que estudos mostram que ao ouvir música o cérebro estimula o lado sensorial. Ao aprender música o cérebro irá exercitar o lado racional. A criança que tem contato com a música desde pequena apresentará um cérebro mais ativo e que potencializará não apenas sua inteligência musical, mas também desenvolverá habilidades que facilitarão o desenvolvimento das outras áreas da inteligência.

O papel da família é expor a criança ao contato com a música, comprando CDs de qualidade, investindo em um bom curso de musicalização infantil, levando os filhos em shows infantis que tenham instrumentos musicais, levando-os em uma loja de instrumentos, etc.

As crianças que crescem percebendo o quanto os pais valorizam a música e vendo a função desta linguagem, naturalmente se interessam, visto que, todos podem desenvolver a inteligência musical.

Obviamente, existem graus de talento, e há pessoas que terão mais facilidade em aprender instrumentos e a cantar do que outras. Todos porém, podem desenvolver sua musicalidade se quiserem. Independente do nível de talento, é necessário dedicação, empenho, subterfúgios técnicos e teóricos para que este talento se desenvolva.

Mas como reconhecer este talento?

Para reconhecermos este talento, é necessário conhecimento na área. As crianças que tem um talento natural para música, tem interesse por esta linguagem desde pequenas. Gostam de dançar com a música, gostam de cantar, ficam atentas aos sons ao redor, dramatizam histórias cantadas, e naturalmente crescendo neste ambiente estimulador, irão demonstrar cada vez mais interesse por canções, dramatizações, instrumentos musicais, shows que envolvem música, etc. 

Quando começam a aprender a tocar um instrumento musical, apresentam um bom ouvido musical, e sentem prazer em estudar. Agora, é importante salientar que, as palavras de incentivo por parte das pessoas mais próximas da criança, são de suma importância. Os pais que elogiam pequenos sinais de progresso, valorizam cada música aprendida, gastam tempo ouvindo seus filhos tocarem, naturalmente fazem seus filhos valorizarem a prática do instrumento e perceberem o quanto a dedicação e a disciplina são importantes. Os pais devem ter consciência que a educação musical é um processo gradativo e que é necessário dominar a ansiedade de ambos os lados. A criança de um modo geral deseja resultados imediatos e, ensiná-las a persistir, a não desistir quando surgem os desafios, são treinos importantes para o ser humano e para sua educação global.

Independente de percebermos ou não um talento nato em nossos filhos, investir na educação musical deles, é uma forma de desenvolver não apenas sua musicalidade, mas as outras áreas de inteligência. A criança, por exemplo, desenvolverá sua percepção auditiva, o que facilitará no processo de alfabetização e estudo de línguas estrangeiras.

Durante a adolescência, a música pode tornar-se uma companheira agradável, ocupando-o de maneira sadia. E na vida adulta, poderá ser uma válvula de escape para descarregar o stress do dia-a-dia.

Não é a toa que existe o famoso provérbio popular “Quem canta seus males espanta”. A música faz bem ao nosso interior e nos traz grande satisfação e autoestima, por isso ela é de suma importância para a vida de todos os seres humanos.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWSW4wNW9YNG05elE



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Descobrindo o terror noturno

Imagine só: você está dormindo tranquilamente em sua cama e de repente, na madrugada, seu sono é interrompido pelo choro do seu filho. Essa cena é considerada normal, afinal, as crianças acordam no meio da noite porque estão com fome, querem ir ao banheiro, chamam pela mãe ou pai por conta de um pesadelo, etc., certo? Mas, se ela não despertou, continuou dormindo e chorando ao mesmo tempo, pode ser terror noturno.

Calma! Apesar do nome horroroso – você há de concordar conosco – geralmente, esse distúrbio do sono não é grave. Atualmente, estima-se que 3% dos pequenos, entre três e seis anos, passam por isso.

A maioria dos pais confunde pesadelo e terror noturno, mas vale ressaltar que eles são diferentes. Os pesadelos são caracterizados por um sonho amedrontador, que faz a criança acordar assustada, ficar com medo e, muitas vezes, querer dormir na cama dos pais. No dia seguinte, se lembra do sonho. Já o terror noturno, o pimpolho fica aterrorizado, pode até se mexer, abrir os olhos, mas não desperta. Ele senta, grita, chora e, após alguns minutos, volta a dormir, como se nada tivesse acontecido e depois não se recorda do ocorrido.

Normalmente, os pais ficam mais apavorados que os filhos com o terror noturno. Mas saiba que, apesar do susto, não há muito o que fazer. Os especialistas dizem que se deve simplesmente colocar a mão sobre a criança e esperar que a crise passe, observando-a para que não se machuque, caso esteja muito agitada.

Se esse distúrbio se repetir várias vezes, para tentar diminuir as chances de outra crise, você pode acordar seu filhote calmamente de 15 a 30 minutos antes da hora que o terror noturno tem acontecido. Verifique também se ele está dormindo o suficiente; acalmá-lo próximo ao horário de dormir e fixar uma rotina do sono também podem ajudar.

Quando o terror noturno acontece esporadicamente, não oferece nenhum risco aos pequenos. Porém, se for muito recorrente, é aconselhável conversar com o pediatra do seu filho, para que ele possa investigar as possíveis causas e definir o melhor tratamento. Esse distúrbio costuma desaparecer naturalmente entre os seis e oito anos de idade.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/file/d/0BzyjX7Mgk5QWYmNzZzlCdGgwbTQ/view?usp=sharing

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Como cortar as unhas do bebê

As unhas dos bebês, principalmente os recém- nascidos, são molinhas (como se fossem de couro). Elas, entretanto, cortam ou arranham o bebê. Com o passar das semanas elas se tornam mais duras. Pode parecer uma tarefa fácil, mas, exige alguns cuidados para evitar o corte da pele dos dedos.

A primeira regra é que o procedimento seja feito por duas pessoas – uma segura o bebê e outra corta as unhas. O melhor momento é quando o bebê está mamando ou dormindo.

Existem nas lojas especializadas tesouras de ponta redonda ou cortadores retos. O principal é que se preste bastante atenção e se separe bem a unha da ponta do dedo. Um jeito bom de segurar a mão do bebê é deixar que ele agarre o dedo polegar da pessoa que está segurando. Quem vai cortar segura um a um o dedo da unha a ser cortada.

Deve-se sempre cortar em linha reta, pois, isto evita o encravamento da unha, principalmente, as dos dedos do pé. Alguns bebês já nascem com as unhas encravadas. Mesmo com pequena inflamação dos cantinhos deve-se ter paciência e deixar a unha crescer. Pode-se nestes casos usar uma pomada com Neomicina.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWWlR2QUhtSUhIWTg




quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dúvidas comuns sobre alimentação complementar


Porque a alimentação complementar tem que ser introduzida aos 6 meses ?

Porque nessa idade a criança tem suas necessidades nutricionais aumentadas. Ela precisa de outros alimentos complementares e adequados à sua idade, além do leite materno para que não corra o risco de ter a temida anemia e a desaceleração do crescimento.

Porque quando se coloca a colher na boca do bebê ele empurra com a língua?

Na verdade isso é bem normal. É assim que ele mama. Coloca a língua para frente e puxa o leite do peito. Na mamadeira o mecanismo é diferente, mas ele também tem que colocar a língua para frente. Nas primeiras colheradas ele vai fazer isso mesmo. É comum até se atrapalhar um pouco, mas com criança tudo é muito rápido, em poucos dias ela aprende a usar a colher com facilidade. Quando se oferece um alimento que a criança não aceita significa que ela não gosta ou tem algo que faz mal para ela?

Não é porque o bebê não come o alimento na primeira vez que se deve desistir. A criança precisa entrar em contato com aquele alimento – em diferentes preparações, dias, consistências – umas 8 a 10 vezes para se acostumar. Por isso é importante variar, para ele ir acostumando com tudo. Quando não é possível preparar a alimentação do bebê, há problemas em se oferecer as papinhas prontas? Quando entrar com a alimentação da família?

Especialmente para bebês, na fase entre 6 a 10 meses, recomenda-se não se introduzir a alimentação dos adultos. A quantidade de sal, óleo refogado, tipo de alimento, quantidade de gordura, entre outros fatores, pode não ser saudável para uma criança que ainda é imatura (rins, intestinos, cérebro amadurecendo). Há recomendações nutricionais específicas para esses bebês que devem ser respeitadas para se reduzir o risco de desenvolvimento de doenças em curto e longo prazo. Nesse caso utilizar os alimentos específicos para bebês é melhor opção – realmente eles não têm conservantes, contém produtos naturais, sua composição é adequada para cada idade do bebê. Pode-se pensar em usá-los de forma isolada ou combinada com outros alimentos, na composição de um cardápio saudável. Isso é uma opção, também, quando é necessário levar alimentos para o bebê em passeios, viagens, consultas. É mais seguro do que manter alimentos preparados em casa fora de refrigeração – que podem rapidamente entrar em deterioração. A alimentação usual da família somente deverá ser oferecida a partir do primeiro ano de idade, desde que contenha pouca quantidade de sal e gordura e seja rica e variada na oferta de legumes e verduras em geral.

O bebê só quer mamar e não quer comer, o que fazer?

Essa é uma situação comum no começo da alimentação complementar. Há crianças que preferem mamar, mas elas devem ser estimuladas a provar os alimentos complementares. É importante que a família toda esteja segura e tire as dúvidas com o pediatra nessa fase. Cada criança se comporta de uma forma diferente – imprimi a sua personalidade desde muito cedo. É
como aprender a andar, precisa de ajuda, cuidado e carinho para que ela entre e ultrapasse essa etapa tão importante. No começo é mais difícil, mas de repente ela deslancha. Aí é só alegria e satisfação.

Há algum alimento proibido para o bebê?

Todos os alimentos saudáveis estão liberados. Não se deve usar, especialmente nos menores de um ano, sucos artificiais, refrigerantes, café, alimentos com adição de açúcar (sacarose), salgadinhos, alimentos com adição de gordura hidrogenada, entre outros. Não é porque a criança está olhando um pacote colorido que ela quer comer ou beber o que tem dentro. Todos da família devem estar unidos para que ele tenha, nessa fase tão especial, uma alimentação cada vez mais saudável.

Deve-se continuar amamentando o bebê quando ele já come?

Sem dúvida, a criança que está sendo amamentada deve continuar. O aleitamento materno deve acontecer até dois anos ou mais. O tempo vai passando e os horários de “comida” e “mamada” vão ficando bem organizados. Ao final do primeiro ano de vida é comum a criança mamar umas 3 a 4 vezes ao dia e nos outros horários comer. Não é verdade que mamar no peito “vicia” e por isso a criança deixa de comer “comida”. É uma transição natural de comum acordo, sempre que possível, entre criança e mãe. Se a criança estiver recebendo mamadeira – fórmula infantil – o volume a ser ingerido, em média durante o dia, deve ser de 500 a 600 ml. Crianças menores de um ano não devem receber leite de vaca integral e não se deve adicionar alimentos que não são próprios ao bebê como açúcares, farinhas, mel, achocolatados, entre outros. Os cereais infantis enriquecidos são uma opção adequada e contribuem para melhorar a oferta de vitaminas e sais minerais. Converse sempre com o seu Pediatra. É ele quem mais entende da saúde do seu bebê.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWMnQxcFdpQlluTGM
 
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