segunda-feira, 14 de abril de 2014

A Respiração do Bebê


Os bebês que nascem no tempo certo, apresentam nos primeiros meses de vida uma respiração regular, porém interrompida por pequenos períodos de pausa. Este padrão, absolutamente normal, chama-se respiração periódica.

Nos prematuros esta respiração periódica tem uma frequência um pouco maior, com um ritmo mais cíclico e por períodos um pouco mais prolongados – cerca de 5-10 segundos. Estes intervalos são seguidos por um aumento do ritmo, quando a frequência respiratória chega a 50-60 movimentos por minuto. Tudo isto, raramente está associado com alterações do ritmo cardíaco.

Estes episódios geralmente cessam ou diminuem bastante por volta das 35 semanas de idade gestacional e não tem nenhuma consequência futura.

O que se observa é uma respiração que varia de rápida e profunda para uma respiração mais vagarosa e superficial. Deve-se entender que isto é absolutamente normal e muda para um padrão mais regular no decorrer dos meses.

As dúvidas que os pais possuem sobre a respiração e costumam levantar-se à noite para checar se o bebê está respirando, inclusive várias vezes, é considerada absolutamente normal.

Com o tempo e a certeza de que tudo está indo bem, os pais passarão a fazer um menor número
de visitas durante a noite no berço do bebê.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes





quinta-feira, 10 de abril de 2014

Prevenção da Obesidade na Infância

Nas fases iniciais da infância os Pediatras pesam e medem as crianças com a finalidade de analisar os padrões de crescimento e compará-los com as tabelas de referência. Isto permite dentre outras coisas verificar se a nutrição está adequada.

Nas últimas décadas também tem servido para se observar os excessos. Nunca é cedo demais para se iniciar a prevenção. A ingestão demasiada de energia (calorias) e proteínas nas fases iniciais da infância, principalmente nas primeiras semanas de vida, são fatores que podem impulsionar um crescimento exagerado.

Este crescimento vai levar a um aumento de peso em fases mais tardias da infância. Estudos têm mostrado que o excesso de peso entre o nascimento e os dois anos de idade são de grande valor para predizer a obesidade na adolescência. Além disso, este fato também acarreta maior probabilidade de hipertensão arterial na idade adulta, bem como alterações do colesterol, diabetes e asma.

Para evitar estas intercorrências os Pediatras têm orientado os cuidadores quanto aos benefícios e efeitos de proteção da amamentação. É importante que se conscientize a todos de que os substitutos do leite materno sejam adequados, em caso de necessidade, utilizando-se fórmulas infantis próprias à idade. Dentre estas fórmulas, as mais adequadas são aquelas com teores mais baixos de proteína, assemelhando-se às concentrações encontradas no leite materno.

Quando consideramos a prevenção e o tratamento da obesidade nas crianças, a restrição energética da dieta, o aumento da atividade física e a diminuição do comportamento sedentário não devem comprometer o crescimento e o desenvolvimento. Por estas razões a manutenção do peso deve ser o principal objetivo, mais do que exigir a sua redução. Avaliações sucessivas e frequentes sem se dar extrema importância à perda de peso são medidas apropriadas.

A origem da obesidade baseia-se num desequilíbrio do balanço energético. Nas crianças o crescimento só é possível se o aporte de energia é positivo. A sobra exagerada de energia vai ser depositada sob a forma de gordura.

Em todo o mundo tem ocorrido um rápido aumento da prevalência da obesidade, principalmente devido a alterações comportamentais e do meio em que a criança vive relacionada à dieta e à inatividade. O importante aumento da obesidade tem coincidido com as mudanças de como as crianças gastam seu tempo, resultando na diminuição da atividade física e de aumento no comportamento sedentário. Isto está associado ao maior tempo gasto assistindo televisão, jogando videogames, surfando na internet e usando celulares. Este fato é decorrente de alteração no contexto político e social, com perda de espaços para recreação, falta de locais seguros para caminhar ou passear de bicicleta, uso alimentos industrializados de alto teor energético e pela falta de promoção da saúde.

O modo de ajudar as crianças a manter um peso saudável seria estimular os pais e familiares ou cuidadores a:

Garantir que as crianças tenham refeições regulares, inclusive com um bom café da manhã, de preferência com a companhia de adultos e sem distrações, como assistir televisão.

Dar atenção à criança, estimulando a comer sozinha ao invés de dar a comida.

Separar as refeições de outras atividades.
Ensinar a comer quando tiver fome.
Evitar classificar os alimentos como “bons” ou “ruins”.
Não comprar alimentos considerados inadequados.
Conferir os alimentos oferecidos na creche ou escola.

Por estes motivos têm-se considerado como muito importantes as intervenções nutricionais nos primeiros 1000 dias de vida (desde a concepção até os dois anos de idade), sendo este considerado um período de oportunidades de se prevenir a obesidade e suas consequências na idade adulta.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes


https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWTnNqTm12SUtzSDQ

terça-feira, 11 de março de 2014

Distúrbio do sono no bebê e na criança

O sono, função fisiológica de grande importância para a criança, contribui na sua saúde como um todo. A boa qualidade de sono é aquela que supre as necessidades no que toca à quantidade de horas dormidas, com a criança acordando sem dificuldades, e permite que, no período seguinte de vigília, ela sinta-se descansada e em boas condições de funcionamento mental, com desempenho satisfatório de suas funções cognitivas de memória e atenção.

Distúrbios relacionados ao sono

Nas crianças pequenas, doenças como otites, distúrbios respiratórios, ou outras que provoquem dor e desconforto podem afetar o sono por tempo limitado.

A alergia ao leite de vaca causa despertares frequentes, com ciclos de sono curtos.

A doença do refluxo gastro-esofágico costuma acordar a criança por dor, e a dor é aliviada quando se retira a criança do berço.

A Síndrome de apneia / hipopnéia do sono é causada principalmente por patologias otorrinológicas ou por obesidade, que levam a criança a apresentar apneia e/ou hipopnéia, alterando a arquitetura do sono e prejudicando até mesmo o rendimento escolar.

A prevenção consiste no diagnóstico e tratamento dessas afecções médicas que têm repercussão no sono.

Orientações gerais para prevenção de distúrbios de sono:
 
O sono é um processo aprendido, associado ao ritmo do dia e da noite e às condutas dos familiares em relação às rotinas para o sono da criança.
 
É interessante que se repita um mesmo horário para Dormir diariamente. O organismo se habitua aos horários, que se tornam rotina. As crianças são sensíveis às rotinas estabelecidas, trazendo para eles tranquilidade para dormir.
 
Devem-se evitar atividades que excitem a criança perto da hora de dormir; como exemplo: visitas, brincadeiras, som alto, televisão, entre outros.
 
Desencorajar o hábito de dormir na cama dos pais, pois assim seu filho se habituará a só adormecer na presença dos pais. Esta atitude, no início parece facilitar o sono da criança, mas traz muito trabalho para ser retirada.
 
É aconselhável que o bebê seja exposto à claridade do sol entre as 10h e as 15h; marcar a diferença entre a claridade do dia e o escuro da noite favorece a consolidação do sono noturno;
 
Em nosso meio, é frequente o hábito de oferecer mamada durante a noite. A criança que já teria condições de amadurecimento de seu relógio biológico para uma noite de sono consolidado, pode passar a despertar em virtude do ritmo de fome que se estabelece, pois ela se habitua a despertar naqueles horários. Portanto, a orientação deve ser de eliminar a alimentação durante a noite.

  Dormir no ambiente escuro é o mais adequado;

  Eliminar desconforto físico (dor, temperatura ambiente);

  O ambiente deve ser confortável, familiar e sem ruídos;

  Evitar utilizar o berço para brincadeiras e alimentação durante o dia;
 

Adotar um ritual para dormir de acordo com a dinâmica familiar, sendo prazeroso para todos.
 
Como regra de ouro: a criança deve habituar-se a adormecer sem a presença dos pais. Assim, quando ela acordar durante a noite, terá habilidade para adormecer sem a ajuda dos pais.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWclhCd054TTJYWTA

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Porque os carboidratos são importantes na primeira infância?

Nutrição é um assunto corrente no nosso dia a dia, a maioria das pessoas tem uma receita para dividir ou uma dieta para ensinar. Tantas são as informações disponíveis, que fica a dúvida sobre o que seguir e principalmente o que oferecer para nossos filhos para que tenham saúde e um desenvolvimento adequado.

Inúmeras dietas e modismos tem dado destaque ao carboidrato e muitos pais questionam o quanto colocar desse nutriente na alimentação dos filhos. A resposta é sim! Todos nós e especialmente as crianças devem ter um consumo adequado de carboidratos!

Os carboidratos são responsáveis pelo fornecimento de energia para o corpo e para o cérebro, para as atividades do dia a dia e para os exercícios físicos. Aliás, vale lembrar que o cérebro se alimenta exclusivamente de glicose, um tipo de carboidrato, e que uma dieta deficiente em energia pode ser um dos fatores que comprometem o desenvolvimento da criança!

E em quais alimentos encontramos esse nutriente?

Encontramos carboidratos nas massas, pães, biscoitos, cereais como arroz e aveia , tubérculos (como batata e inhame) e raízes (como mandioca e batata doce). Estes exemplos são considerados fontes de carboidratos devido à maior quantidade deste nutriente presente nos alimentos.


A alimentação saudável deve incluir os carboidratos em quantidade adequadas, que devem representar cerca de 45% a 65% do total de calorias do dia, sendo que as versões integrais devem ser prioridade.

Mas afinal o que representa uma porção desses alimentos?

Na pirâmide alimentar, a forma gráfica da alimentação saudável, encontramos os cereais, tubérculos e raízes na base da pirâmide, ou seja, os carboidratos devem representar a base da alimentação da população em geral. Em bebês de 6 a 11 meses, a recomendação é de 3 porções. Já nas crianças de 1 a 3 anos a recomendação é de 5 porções desses alimentos diariamente.

Para ter uma ideia, uma porção de cereais, tubérculos e raízes equivale a 2 colheres de sopa de arroz cozido integral ou 3 colheres de sopa de cereal infantil.

Para o lactente com mais de 6 meses, uma importante fonte de carboidrato e que normalmente é de fácil aceitação é o Cereal Infantil que, quando consumido em quantidades apropriadas, auxilia na adequação do fornecimento de carboidratos essenciais como fonte de energia e não se associa ao desenvolvimento futuro de obesidade.

Quanto mais, melhor?

Muitos pais, de forma equivocada, enchem o prato do filho e se frustram quando a criança deixa de comer tudo o que foi servido.

Vale lembrar que enquanto o adulto tem uma capacidade gástrica de cerca 1 litro, o volume do estômago dos pequenos corresponde a 20-30ml/kg e eles ainda possuem uma necessidade de micronutrientes, em média 3 vezes maior que um adulto. Por isso, não devemos esquecer que pequenas barriguinhas necessitam de uma grande nutrição.

Inclua os alimentos ricos em carboidratos ao longo do dia, atentando-se ao tamanho das porções.

Seu filho terá mais energia para o dia a dia, com o corpo e o cérebro nutridos para o desenvolvimento adequado e melhor aprendizado!


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWM05zVVRBSWZ2N3c

Refluxo Gastroesofágico: entenda o que é e como lidar

Lidar com os vômitos do bebê é basicamente parte da rotina para a maioria dos papais e mamães. Diante disso, é natural que os pais se perguntem se os vômitos são naturais ou podem estar relacionado com alguma doença.

Para começar, é preciso entender o conceito de "refluxo gastroesofágico", que é o retorno do conteúdo do estômago (no caso dos bebês, do leite) para o esôfago e, por vezes,  podendo chegar até a boca, causando a conhecida regurgitação.

Isso é um evento normal, que pode ocorrer várias vezes ao dia em recém-nascidos, crianças e até mesmo adultos. É aquele clássico momento em que o bebê tem leite  escorrendo no canto da boca, mas está sorridente; parece que nem foi com ele!

Em geral, os eventos duram menos de três minutos, ocorrem no período após as mamadas ou refeições e não são acompanhados de complicações. Algumas vezes, a regurgitação pode sair com mais força, devido à estimulação de uma estrutura que fica na parte posterior da boca, que nos dá sensação de náusea, causando, então, o vômito - o que não é nada preocupante.

Nesses casos, não é necessário nenhum tipo de tratamento medicamentoso, porém as chamadas "medidas não farmacológicas" ajudam a diminuir a ocorrência dos episódios de regurgitação:

1- colocar o bebê para arrotar e segurá-lo no colo "em pé" após as mamadas por 30-60 minutos;

2- tomar o cuidado de não "sacudir"o bebê para que ele arrote;

3- evitar o uso de calças na altura do umbigo e acima dele, pois, apesar de não parecer apertado, o elástico das roupas pode ser o suficiente para pressionar o estômago e facilitar, também, a volta do leite.

Para os bebês menores de seis meses e amamentados exclusivamente com fórmula, o uso de Fórmula Infantil Anti Regurgitação ajudam a diminuir os episódios de refluxo de forma visível. Se o bebê é amamentado exclusivamente ao seio, o aleitamento deve ser mantido, não sendo indicada a substituição do leite materno por fórmula.

Quando as regurgitações estão causando algum desconforto, como choro excessivo, ou prejuízo, como perda de peso, podemos estar diante da "doença do refluxo gastroesofágico".

Frente a isso, a consulta com o pediatra é fundamental para fazer o correto diagnóstico, que muitas vezes não é fácil.

Nos bebês, não existem sintomas que sejam específicos da doença do refluxo, tão pouco sintomas que garantam ao médico que o bebê responderá ao tratamento.

Ainda, vale lembrar que diversas situações podem causar os mesmos sintomas da doença do refluxo, como alergia à proteína do leite de vaca, infecções, má formações do aparelho gástrico, exposição ao cigarro e outras.

Durante a investigação, pode ser que o pediatra julgue necessário solicitar algum tipo de exame específico.

O tratamento, no caso de doença, vai utilizar, além das medidas não farmacológicas vistas antes, medicamentos. Nos menores de seis meses, a medicação mais comumente utilizada é a ranitidina.

À medida que o bebê cresce, o esfíncter, que funciona como um "anel" que fecha o estômago, começa a funcionar melhor, dificultando o retorno do leite.

Com o desenvolvimento, o bebê aprende a ficar mais tempo sentado e em pé, posições estas que ajudam o leite e os alimentos a ficarem no estômago. Por isso, os pais devem ficar tranquilos, pois o refluxo gastroesofágico, apesar de, por vezes, desconfortável, tende a ter seus dias contados.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWZ0NkSlpJZ1hfMzQ
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...