quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Parar de amamentar .... quais as dificuldades nesta transição?

Não é novidade para ninguém o quão importante é o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê e complementar até os dois anos de idade ou mais, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Contudo durante o início da vida do bebê muitas mães, por motivos diversos, não conseguem manter a amamentação e tem que buscar alternativas para que a criança permaneça em pleno crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Recorrer ao banco de leite humano de sua cidade, utilizar as técnicas de relactação para estimular a produção do leite que escasseou, tirar leite com a bomba elétrica ou manual para oferecer ao bebê quando a mãe não estiver presente e lançar mão das fórmulas infantis feitas especialmente para crianças, são alternativas para as mães com dificuldades para amamentar.

Para mães que retornaram ao trabalho não há necessidade do desmame! Amamentar quando está em casa e oferecer fórmula infantil no copinho ou mamadeira quando fora de casa é uma ótima maneira de manter uma nutrição ainda mais completa e manter o vínculo entre mãe e o bebê.

Do leite materno para a fórmula infantil: quais as dificuldades encontradas?

Qualquer mudança requer adaptação. E as dificuldades encontradas são facilmente superadas se os pais tiverem paciência e perseverança.

Durante a transição do leite materno para o uso de fórmulas infantis o bebê pode ficar alguns dias sem evacuar, o que assusta muitos pais. Crianças em aleitamento materno exclusivo, ao serem introduzidas às fórmulas infantis mudam seu padrão intestinal, antes caracterizado por evacuações frequentes e fezes sem forma.

Progressivamente as fezes tornam-se mais firmes e a frequência de defecação diminui o que é normal e muito diferente de constipação.

A introdução da mamadeira também pode ser trabalhosa. Crianças amamentadas no peito aceitam melhor o copinho do que a mamadeira. Contudo, até que essa técnica esteja caminhando bem é necessário que os pais insistam pacientemente.

Outra dificuldade encontrada é a adaptação ao sabor. O leite materno tem um sabor característico e as fórmulas lácteas tendem a ser um pouco mais doces, mesmo não tendo adição de sacarose. Contudo, como a preferência pelo doce é inata nos bebês em pouco tempo haverá aceitação ao leite introduzido.

Leite de vaca: proibido para menores de 1 ano O leite de vaca não deve ser consumido por crianças menores de 1 ano por diversos motivos:

Contem alto teor de proteínas, o que prejudica os rins dos bebês, tem alto potencial alergênico e não contém nutrientes importantes para o adequado crescimento e desenvolvimento da criança.

Quando o aleitamento materno não for possível o leite humano deve ser substituído por fórmulas infantis, similares ao leite materno e especialmente desenvolvidas para crianças desta faixa etária.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWWE5IZWpGU0tfWWs

A falta de ferro pode estar relacionada com o aprendizado?

A anemia é algo conhecido por grande parte da população e mesmo assim o Brasil tem índices assustadores de deficiência de ferro no organismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 30% da população mundial possua algum tipo de anemia, e que esse índice chegue a 50% em crianças menores de 2 anos.

A anemia pode ser determinada por diversos fatores, porém sua principal causa é a deficiência de ferro. Estima-se que 50% dos casos de anemia são consequências da deficiência de ferro. A anemia causada pela deficiência de ferro é chamada anemia ferropriva.

O ferro é um nutriente essencial ao organismo, associado à produção de glóbulos vermelhos e ao transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo.

Os principais sintomas clínicos da anemia ferropriva são: cansaço, palidez, falta de apetite, sonolência e indisposição.

Em crianças, a anemia ferropriva pode afetar o crescimento(LINK), a aprendizagem e aumentar a predisposição a infecções.

Quais Alimentos são ricos em ferro?

Carnes vermelhas
Miúdos de frango
Aves
Peixes
Feijões
Ervilhas
Lentilhas
Aveia
Açúcar amarelo

Qual a necessidade de ferro de acordo com a faixa etária?

Faixa etária                      Consumo de ferro recomendado

0 a 6 meses                      0,27 mg/dia

7 a 12 meses                   11 mg/dia

1 a 3 anos                         7 mg/dia

4 a 8 anos                         7 mg/dia

9 a 13 anos                       8 mg/dia

14 a 18 anos (menina)     15 mg/dia

14 a 18 anos (menino)     11 mg/dia

- segundo a RDA (ingestão diária recomendada)

Dicas de prevenção

* Dieta equilibrada e rica em ferro é fundamental para prevenir a anemia por deficiência de ferro;

* A adesão ao tratamento é a melhor forma de restabelecer os níveis normais de ferro no sangue;

* Alimentos enriquecidos com ferro (leite, iogurte, pães, cereais matinais, feijão, etc.) ajudam a suprir as necessidades diárias de ferro, que variam de acordo com a idade e o sexo;

* Segundo a Associação Paulista de Medicina, o ferro é melhor absorvido em jejum e juntamente com alimentos ricos em vitamina C (laranja, goiaba, morango, limão, agrião, pimentão, vegetais verde escuros), e alimentos amargos (como a alcachofra, jiló e agrião).


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWb3JtdmtNN2hlOEE

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Como dar limites às crianças de acordo com a idade

Todas as crianças precisam de amor, carinho, cuidados e atenção, mas, o que muitos não sabem é que outra forma de amar e cuidar são os tão famosos limites.

Mas, o que são limites?

Limite é tudo aquilo que demarca, separa e finda territórios, avisando o que pode e não pode ser realizado.

Muitos pais questionam como e quando dar esses limites e acreditam que quando as crianças estiverem falando e compreendendo melhor as coisas é o momento certo de mostrar quais são as regras, pois afinal de contas um bebê não entende nada, certo? ERRADO!!!!!!

Então, como e quando mostrar os limites? Em uma casa na qual morem crianças de diferentes idades, será desafiador apresentar esses limites, pois, a forma de apresentar as regras será de acordo com o amadurecimento de cada criança, mas, isso não significa que as regras serão diferentes, só serão apresentadas de acordo com o entendimento de cada uma. Uma criança menor exige maior atenção no que se refere aos limites, mas, se a regra da casa diz que não pode mexer no celular da mamãe, essa regra deve valer desde o menor até ao mais velho.

Para ajudar os pais em todas as fases da criança é importante saber em que fase ele ou eles se encontram:

Até 6 meses: a única vivência do bebê era dentro do útero, quando ele nasce fica totalmente perdido precisando de direção, é aí que entra o papel dos pais, montando uma rotina necessária, na qual, será seu primeiro contato com as regras da casa. Ele terá horário para tudo, para dormir, para comer, para tomar banho, para trocar as fraldas entre outras coisas necessárias para a sua sobrevivência.

Até aos 2 anos: Nesta faixa etária, os pais precisam ter muita paciência e repetir as ordens
diversas vezes, até que a criança incorpore as regras.Seu filho somente agora começa a
perceber as pessoas ao seu redor e entender melhor o mundo, mas, ainda terá dificuldade em dividir suas coisas e para tudo irá falar: “é meu!”. Nesta fase a palavra mais ouvida por ele é “não”, principalmente no que se refere a sua segurança, porém, a criança não entende muito bem essa palavra, e se entende um pouquinho tende a desobedecer. Para a segurança da criança a melhor forma é ir até ele e retirá-lo do perigo.

De 3 aos 5 anos: Essa é a tão famosa fase da teimosia e dos “porquês”. Nesta fase as crianças estão descobrindo o mundo e tudo que vê quer mexer. A criança vai testar todos os limites dos pais, por isso, nunca mude as regras por causa do seu filho, ele deve se adaptar as regras da casa e se caso você pegar seu filho fazendo “arte” corrija na hora, porque se deixar para depois ele não conseguirá fazer a associação da bronca com seu erro.

De 6 aos 10 anos: Nesta fase os filhos já conhecem perfeitamente as regras da casa, sabem o que pode e não pode e mesmo assim desobedecem. Argumentar com seu filho sobre uma determinada decisão é excelente, porém, nesta fase muitas vezes só a argumentação não é suficiente, então, os pais deve entrar com a proibição e simplesmente lembrá-lo de qual regra estão se referindo. Elogiar ainda é uma grande solução, elogie sempre seu filho, mas, o elogio precisa ser merecido e não só elogiar quando ele acertar, mas, quando ele demonstrar esforço.

Quanto mais velha a criança mais difícil é colocar limites, porém, totalmente possível. Educar uma criança não é trabalho fácil, requer muito atenção, disciplina e paciência, principalmente na primeira infância, período que compreende de 0 a 7 anos em que a personalidade está se firmando. Sempre converse com seu filho, é muito importante ter um tempo com ele, explique o porquê das proibições e das regras.

Saiba que agindo assim a cada dia que passar maior será o diálogo e a cumplicidade entre vocês e assim você verá o crescimento e amadurecimento dele, percebendo como se tornou um ser humano responsável e admirável.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWZE80Z0tVNy1DcTg



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Brincadeiras que estimulam o desenvolvimento do seu filho

Brincar é tão essencial na vida de uma crianças que na Declaração Universal dos Direitos da Criança já diz desde 1959 que toda criança tem o direito de brincar. Existe brincadeiras para cada fase ou idade da criança. Brincar tem três grandes objetivos: o prazer, a expressão dos sentimentos e a aprendizagem. Brincando, a criança faz grandes descobertas.

Como estimular com brincadeiras o desenvolvimento em bebês com:

1 mês:

- Cante para o bebê, ele também começará a ficar mais vocal.
- Mude a posição do mobile de vez em quando ou mude a posição do bebê para dar uma visão diferente.
- Balançar chocalhos para o bebê associar o som ao movimento.

2 meses:

- Desde o começo, o seu bebê vai ouvir e responder a sua voz. Use essa conexão para falar coisas sobre o móbile, suas cores, o movimento, os personagens que ficam pendurados.

- Colocar diferentes sons para que ele procure onde está.
- Mostrar brinquedos coloridos para que o bebê acompanhe com os olhos.

3 meses:

- Coloque a mão ou o pé do bebê ao alcance de brinquedos que fazem som, ele irá
tocar e verá uma resposta do brinquedo, ativando seu senso de ação e reação.
- Oferecer brinquedos nas mãos do bebê para ele chacoalhar.
- Dançar e movimentar com o bebê para adquirir equilíbrio.

4 meses:

- Coloque o chocalho na mão do bebê e chacoalhe suavemente.
- Oferecer mordedores e brinquedos para que o bebê leve até a boca.
- Ajude o bebê a exercitar a coordenação ao segurar brinquedos na frente dele, chacoalhar e deixa-lo pegar. Coloque o chocalho nas mãos do bebê, chacoalhe e diga ''Ouviu esse som? Você que fez!'' Elogiar faz o bebê tentar de novo

5 meses:

- Oferecer brinquedos para que o bebê possa esticar as mãozinhas e pegar.
- Colocar o bebê em frente ao espelho, ele sorri com seu próprio reflexo.
- Bata palmas com o bebê.
- O bebê se diverte quando liga luzes e som de um brinquedo.

6 meses:

- Ele gosta de brincadeiras simples como, “achou!”
- Estimular o bebê a colocar os pés na boca.
- Seu brinquedo favorito são as mãos e acompanha com os olhos seu movimento.
- Esconder o brinquedo fora do alcance do bebê e estimular ele a procurar ou tentar alcançar o brinquedo.

7 meses:

- Adora batucar e fazer barulho com panelas e colheres de pau.
- Gosta de se arrastar com a barriga.
- Adora tocar em seus brinquedos.
- Imite para ele sons de diferentes tipos de animais

8 meses:

- Deixar uma caixa de brinquedos bem grande e cheia para que ele escolha o que quiser.
- Dar ao bebê alguns brinquedos que façam barulho, como tambores, chocalhos e guizos.
- Explore todas as funções de um brinquedo junto com o bebê, mostre para o ele como apertar as teclas e virar páginas.

9 meses:


- Use os brinquedos para apresentar ao seu bebê as cores.
- Brinque de bola com ele.
- Oferecer ao bebê objetos de texturas diferentes para que ele toque como espuma, madeira, toalha, metal, borracha etc.

10 meses:

 Estimule o bebê a levantar e ficar em pé colocando um brinquedo no topo e dizendo:

“O que será que acontece se apertarmos este botão aqui em cima”.


- Gosta de brincar de andar segurando a mão de um adulto.
- Brinca de “achou!”
- Pedir para ele pegar um brinquedo e trazer até você.

11 meses:

- Brincar com cubos grandes e pequenos para que ele possa encaixar.
- Na hora do banho colocar brinquedos na banheira para que ele brinque.
- Espalhe brinquedos no chão colocando um pequeno e um grande. Fale sobre o tamanho:

 “Esse é pequeno, esse é grande.”

- Contar diferentes tipos de histórias para ampliar o vocabulário.

12 meses:

Faça um som com um brinquedo e peça para a criança imitar você. Ou siga o que a criança fizer.


- Colocar brinquedos dentro de um pote grande para ele tentar abrir e pegar os brinquedos que estão dentro.
- Mostrar livros e revistas para o bebê identificar objetos, animais e partes do corpo.
- Deixe o bebê brincar com o brinquedo de forma independente. Esteja lá para ajudar caso ele precise de você e ofereça  motivação: "Você consegue, vamos lá!"


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWd2dGTlpMcmFoOUE


terça-feira, 18 de novembro de 2014

A construção do paladar das crianças

Que pai ou mãe nunca sonhou com uma refeição tranquila, com os filhos sentados a mesa saboreando alimentos nutritivos sem a preocupação se estão comendo a quantidade e qualidade adequadas?

Se entendermos como é construído o paladar da criança, explorarmos positivamente suas preferências inatas e trabalharmos para que sabores desconhecidos sejam incorporados na alimentação diária, é possível tornar real esse anseio.

No útero e no leite materno se iniciam as preferências alimentares

A capacidade de reconhecer sabores começa ainda no útero com o desenvolvimento primário do olfato e paladar. Presentes no líquido amniótico, diversas moléculas derivadas da dieta da mãe são o início do aprendizado sensorial essenciais no preparo do bebê para as experiências de sabores após o nascimento.

Após o nascimento, durante o aleitamento materno, as oportunidades de reconhecimento de sabores se intensificam, pois também no leite humano há partículas vindas da alimentação da mãe que modificam com suavidade e sutileza o sabor desse rico alimento. Já é conhecido o fato de que se uma mãe come com frequência determinado alimento durante a lactação, no momento da introdução alimentar o bebê consumirá esse alimento sem recusa.

Estas experiências servem como base para o contínuo desenvolvimento das preferências alimentares ao longo da vida que são moldadas pela interação de fatores biológicos, sociais e ambientais.

Exposição repetida: estratégia que auxilia a formar o paladar infantil.

As crianças nascem com preferências ao sabor doce e ao umami* e aversão ao amargo e ao azedo. Estas preferências podem refletir um impulso biológico para os alimentos que contenham maior densidade calórica e com alto teor de proteínas, essenciais para o adequado crescimento e desenvolvimento dos bebês e uma aversão aos alimentos venenosos ou tóxicos, conferindo certa proteção à criança.

Contudo, apesar das preferências inatas, o paladar é modificável e influenciado pelo ambiente em que as crianças estão inseridas.

A exposição repetida a novos alimentos é uma das estratégias que auxilia a formar o paladar infantil. Os estudiosos relatam que apresentar entre 10 e 15 vezes o mesmo alimento em diferentes formas de preparo é fundamental para que a criança se acostume ao novo sabor e defina sua aceitação ou recusa.

Outro fator que ajuda a definir uma melhor aceitação é o ambiente em que o alimento está inserido. Refeições cercadas de tensão e conflitos, com crianças forçadas a comer certos alimentos pode diminuir a preferência por esses alimentos mais tarde. Por outro lado, experimenta-los em ambiente tranquilo e alegre facilita sua aceitação.

Alimentos açucarados devem ser evitados até os 2 anos de idade


Embora a preferência pelo doce seja inata nas crianças, a adição de açúcar é desnecessária e deve ser evitada nos dois primeiros anos, uma vez que a criança está formando seus hábitos alimentares, que perpetuarão para a vida. O consumo de açúcar poderá fazer com que a criança se desinteresse pelos cereais, verduras e legumes e deixe de aprender a distinguir outros sabores.

Em suma, o papel da mãe na manutenção de uma alimentação nutritiva durante a gravidez e lactação somada à exploração do consumo de alimentos naturalmente doces como frutas e alguns vegetais e a exposição repetida a novos alimentos, em ambientes saudáveis são a chave para que a criança desenvolva seu paladar plenamente, tenha preferências alimentares saudáveis e mantenha um bom hábito alimentar durante toda vida.

*O umamié responsável pelo gosto denso, profundo e duradouro que produz na língua uma sensação aveludada. É o quinto sabor, que complementa os demais (doce, salgado, amargo e azedo). Muito encontrado no leite materno, em carnes e alguns legumes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Ministério da Saúde. Dez passos para uma alimentação saudável Guia alimentar para crianças menores de dois anos. Um guia para o pro?ssional da saúde na atenção básica. Brasília-DF.

Ventura AK, Worobey J. Early influences on the development of food preferences. Curr Biol. 6;23(9):R401-8. 2013.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWUUFORmVsX1dpeEE

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