terça-feira, 17 de março de 2015

Vitaminas fundamentais para o crescimento saudável: Vitamina A e Niacina

Desde o nascimento, a alimentação exerce grande influência em todos os aspectos da saúde da criança. A falta de nutrientes essenciais pode resultar em falhas no crescimento e no desenvolvimento infantil, aumentando a vulnerabilidade às infecções, atrasos no processo de maturação do sistema nervoso e intelectual, podendo até ser irreversível dependendo da intensidade e do tempo que a criança ficou exposta à falta de nutrientes.

No Brasil as pesquisas apontam que 17,4% das crianças até 5 anos tem falta de vitamina A. Esta carência pode a ocorrer em qualquer fase da vida, entretanto, ela é potencialmente um problema de saúde entre as crianças de até 6 anos de idade. Este período é caracterizado pela alta necessidade desta vitamina para suportar o rápido crescimento, transição da alimentação do leite materno para a dependência de outras fontes alimentares e aumento da frequência de infecções.

A consequência da deficiência de vitamina A nos primeiros anos de vida incluem o retardo do crescimento e desenvolvimento e em casos mais graves pode levar à cegueira. A vitamina A é encontrada em alimentos de origem animal, como leite humano, carnes, fígado, óleos de fígado de peixe, gema de ovo, leite integral e seus derivados. Aproveita-se também a vitamina A de alimentos de origem vegetal como as frutas amarelo alaranjadas não ácidas como manga, damasco e mamão, além de hortaliças verdes como espinafre, também na cenoura e suas folhas.

A niacina, ou vitamina B3, também conhecida como ácido nicotínico, pode ser produzida dentro do organismo, com a presença de um aminoácido (parte das proteínas) chamado triptofano.Sua função é fundamental durante a infância pois ela participa da produção de energia a partir dos alimentos ingeridos. Quando a alimentação não é adequada às suas necessidades e a família não tem a orientação correta, a criança pode desenvolver fraqueza muscular, perda de apetite, e alterações na pele, decorrentes da falta da niacina. A forma grave é o surgimento da pelagra ("pele áspera") que se caracteriza por pele avermelhada e áspera, principalmente nas áreas mais expostas à luz solar: rosto, pescoço, joelhos, cotovelos; língua vermelha e lisa; ardor na boca; estomatite; diarreia e alterações mentais (cefaleia, irritabilidade, esquecimento, etc.)

As principais fontes da vitamina B3 são: fígado, carnes em geral (aves e peixes), amendoim e cereais integrais, como trigo. O leite e os ovos, apesar de pobres em niacina, são boas fontes de triptofano. Estes alimentos devem participar rotineiramente da alimentação das crianças.

Para garantir a oferta de nutrientes importantes como vitaminas e minerais, a alimentação da criança não deve ser sempre a mesma, contendo somente os alimentos que ela gosta. 

Quanto maior a variedade de alimentos oferecidos, maior a quantidade de nutrientes que será ingerido. A monotonia alimentar é muito comum na infância devido à rejeição de determinados grupos de alimentos como frutas, verduras, legumes, castanhas e leguminosas, porém esta condição pode ser evitada e prevenida, expondo a criança a diferentes cores de alimentos, texturas e consistência variadas rotineiramente.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWaGpZdmJnN216bGs

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Parar de amamentar .... quais as dificuldades nesta transição?

Não é novidade para ninguém o quão importante é o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê e complementar até os dois anos de idade ou mais, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Contudo durante o início da vida do bebê muitas mães, por motivos diversos, não conseguem manter a amamentação e tem que buscar alternativas para que a criança permaneça em pleno crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Recorrer ao banco de leite humano de sua cidade, utilizar as técnicas de relactação para estimular a produção do leite que escasseou, tirar leite com a bomba elétrica ou manual para oferecer ao bebê quando a mãe não estiver presente e lançar mão das fórmulas infantis feitas especialmente para crianças, são alternativas para as mães com dificuldades para amamentar.

Para mães que retornaram ao trabalho não há necessidade do desmame! Amamentar quando está em casa e oferecer fórmula infantil no copinho ou mamadeira quando fora de casa é uma ótima maneira de manter uma nutrição ainda mais completa e manter o vínculo entre mãe e o bebê.

Do leite materno para a fórmula infantil: quais as dificuldades encontradas?

Qualquer mudança requer adaptação. E as dificuldades encontradas são facilmente superadas se os pais tiverem paciência e perseverança.

Durante a transição do leite materno para o uso de fórmulas infantis o bebê pode ficar alguns dias sem evacuar, o que assusta muitos pais. Crianças em aleitamento materno exclusivo, ao serem introduzidas às fórmulas infantis mudam seu padrão intestinal, antes caracterizado por evacuações frequentes e fezes sem forma.

Progressivamente as fezes tornam-se mais firmes e a frequência de defecação diminui o que é normal e muito diferente de constipação.

A introdução da mamadeira também pode ser trabalhosa. Crianças amamentadas no peito aceitam melhor o copinho do que a mamadeira. Contudo, até que essa técnica esteja caminhando bem é necessário que os pais insistam pacientemente.

Outra dificuldade encontrada é a adaptação ao sabor. O leite materno tem um sabor característico e as fórmulas lácteas tendem a ser um pouco mais doces, mesmo não tendo adição de sacarose. Contudo, como a preferência pelo doce é inata nos bebês em pouco tempo haverá aceitação ao leite introduzido.

Leite de vaca: proibido para menores de 1 ano O leite de vaca não deve ser consumido por crianças menores de 1 ano por diversos motivos:

Contem alto teor de proteínas, o que prejudica os rins dos bebês, tem alto potencial alergênico e não contém nutrientes importantes para o adequado crescimento e desenvolvimento da criança.

Quando o aleitamento materno não for possível o leite humano deve ser substituído por fórmulas infantis, similares ao leite materno e especialmente desenvolvidas para crianças desta faixa etária.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWWE5IZWpGU0tfWWs

A falta de ferro pode estar relacionada com o aprendizado?

A anemia é algo conhecido por grande parte da população e mesmo assim o Brasil tem índices assustadores de deficiência de ferro no organismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 30% da população mundial possua algum tipo de anemia, e que esse índice chegue a 50% em crianças menores de 2 anos.

A anemia pode ser determinada por diversos fatores, porém sua principal causa é a deficiência de ferro. Estima-se que 50% dos casos de anemia são consequências da deficiência de ferro. A anemia causada pela deficiência de ferro é chamada anemia ferropriva.

O ferro é um nutriente essencial ao organismo, associado à produção de glóbulos vermelhos e ao transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo.

Os principais sintomas clínicos da anemia ferropriva são: cansaço, palidez, falta de apetite, sonolência e indisposição.

Em crianças, a anemia ferropriva pode afetar o crescimento(LINK), a aprendizagem e aumentar a predisposição a infecções.

Quais Alimentos são ricos em ferro?

Carnes vermelhas
Miúdos de frango
Aves
Peixes
Feijões
Ervilhas
Lentilhas
Aveia
Açúcar amarelo

Qual a necessidade de ferro de acordo com a faixa etária?

Faixa etária                      Consumo de ferro recomendado

0 a 6 meses                      0,27 mg/dia

7 a 12 meses                   11 mg/dia

1 a 3 anos                         7 mg/dia

4 a 8 anos                         7 mg/dia

9 a 13 anos                       8 mg/dia

14 a 18 anos (menina)     15 mg/dia

14 a 18 anos (menino)     11 mg/dia

- segundo a RDA (ingestão diária recomendada)

Dicas de prevenção

* Dieta equilibrada e rica em ferro é fundamental para prevenir a anemia por deficiência de ferro;

* A adesão ao tratamento é a melhor forma de restabelecer os níveis normais de ferro no sangue;

* Alimentos enriquecidos com ferro (leite, iogurte, pães, cereais matinais, feijão, etc.) ajudam a suprir as necessidades diárias de ferro, que variam de acordo com a idade e o sexo;

* Segundo a Associação Paulista de Medicina, o ferro é melhor absorvido em jejum e juntamente com alimentos ricos em vitamina C (laranja, goiaba, morango, limão, agrião, pimentão, vegetais verde escuros), e alimentos amargos (como a alcachofra, jiló e agrião).


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWb3JtdmtNN2hlOEE

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Como dar limites às crianças de acordo com a idade

Todas as crianças precisam de amor, carinho, cuidados e atenção, mas, o que muitos não sabem é que outra forma de amar e cuidar são os tão famosos limites.

Mas, o que são limites?

Limite é tudo aquilo que demarca, separa e finda territórios, avisando o que pode e não pode ser realizado.

Muitos pais questionam como e quando dar esses limites e acreditam que quando as crianças estiverem falando e compreendendo melhor as coisas é o momento certo de mostrar quais são as regras, pois afinal de contas um bebê não entende nada, certo? ERRADO!!!!!!

Então, como e quando mostrar os limites? Em uma casa na qual morem crianças de diferentes idades, será desafiador apresentar esses limites, pois, a forma de apresentar as regras será de acordo com o amadurecimento de cada criança, mas, isso não significa que as regras serão diferentes, só serão apresentadas de acordo com o entendimento de cada uma. Uma criança menor exige maior atenção no que se refere aos limites, mas, se a regra da casa diz que não pode mexer no celular da mamãe, essa regra deve valer desde o menor até ao mais velho.

Para ajudar os pais em todas as fases da criança é importante saber em que fase ele ou eles se encontram:

Até 6 meses: a única vivência do bebê era dentro do útero, quando ele nasce fica totalmente perdido precisando de direção, é aí que entra o papel dos pais, montando uma rotina necessária, na qual, será seu primeiro contato com as regras da casa. Ele terá horário para tudo, para dormir, para comer, para tomar banho, para trocar as fraldas entre outras coisas necessárias para a sua sobrevivência.

Até aos 2 anos: Nesta faixa etária, os pais precisam ter muita paciência e repetir as ordens
diversas vezes, até que a criança incorpore as regras.Seu filho somente agora começa a
perceber as pessoas ao seu redor e entender melhor o mundo, mas, ainda terá dificuldade em dividir suas coisas e para tudo irá falar: “é meu!”. Nesta fase a palavra mais ouvida por ele é “não”, principalmente no que se refere a sua segurança, porém, a criança não entende muito bem essa palavra, e se entende um pouquinho tende a desobedecer. Para a segurança da criança a melhor forma é ir até ele e retirá-lo do perigo.

De 3 aos 5 anos: Essa é a tão famosa fase da teimosia e dos “porquês”. Nesta fase as crianças estão descobrindo o mundo e tudo que vê quer mexer. A criança vai testar todos os limites dos pais, por isso, nunca mude as regras por causa do seu filho, ele deve se adaptar as regras da casa e se caso você pegar seu filho fazendo “arte” corrija na hora, porque se deixar para depois ele não conseguirá fazer a associação da bronca com seu erro.

De 6 aos 10 anos: Nesta fase os filhos já conhecem perfeitamente as regras da casa, sabem o que pode e não pode e mesmo assim desobedecem. Argumentar com seu filho sobre uma determinada decisão é excelente, porém, nesta fase muitas vezes só a argumentação não é suficiente, então, os pais deve entrar com a proibição e simplesmente lembrá-lo de qual regra estão se referindo. Elogiar ainda é uma grande solução, elogie sempre seu filho, mas, o elogio precisa ser merecido e não só elogiar quando ele acertar, mas, quando ele demonstrar esforço.

Quanto mais velha a criança mais difícil é colocar limites, porém, totalmente possível. Educar uma criança não é trabalho fácil, requer muito atenção, disciplina e paciência, principalmente na primeira infância, período que compreende de 0 a 7 anos em que a personalidade está se firmando. Sempre converse com seu filho, é muito importante ter um tempo com ele, explique o porquê das proibições e das regras.

Saiba que agindo assim a cada dia que passar maior será o diálogo e a cumplicidade entre vocês e assim você verá o crescimento e amadurecimento dele, percebendo como se tornou um ser humano responsável e admirável.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWZE80Z0tVNy1DcTg



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Brincadeiras que estimulam o desenvolvimento do seu filho

Brincar é tão essencial na vida de uma crianças que na Declaração Universal dos Direitos da Criança já diz desde 1959 que toda criança tem o direito de brincar. Existe brincadeiras para cada fase ou idade da criança. Brincar tem três grandes objetivos: o prazer, a expressão dos sentimentos e a aprendizagem. Brincando, a criança faz grandes descobertas.

Como estimular com brincadeiras o desenvolvimento em bebês com:

1 mês:

- Cante para o bebê, ele também começará a ficar mais vocal.
- Mude a posição do mobile de vez em quando ou mude a posição do bebê para dar uma visão diferente.
- Balançar chocalhos para o bebê associar o som ao movimento.

2 meses:

- Desde o começo, o seu bebê vai ouvir e responder a sua voz. Use essa conexão para falar coisas sobre o móbile, suas cores, o movimento, os personagens que ficam pendurados.

- Colocar diferentes sons para que ele procure onde está.
- Mostrar brinquedos coloridos para que o bebê acompanhe com os olhos.

3 meses:

- Coloque a mão ou o pé do bebê ao alcance de brinquedos que fazem som, ele irá
tocar e verá uma resposta do brinquedo, ativando seu senso de ação e reação.
- Oferecer brinquedos nas mãos do bebê para ele chacoalhar.
- Dançar e movimentar com o bebê para adquirir equilíbrio.

4 meses:

- Coloque o chocalho na mão do bebê e chacoalhe suavemente.
- Oferecer mordedores e brinquedos para que o bebê leve até a boca.
- Ajude o bebê a exercitar a coordenação ao segurar brinquedos na frente dele, chacoalhar e deixa-lo pegar. Coloque o chocalho nas mãos do bebê, chacoalhe e diga ''Ouviu esse som? Você que fez!'' Elogiar faz o bebê tentar de novo

5 meses:

- Oferecer brinquedos para que o bebê possa esticar as mãozinhas e pegar.
- Colocar o bebê em frente ao espelho, ele sorri com seu próprio reflexo.
- Bata palmas com o bebê.
- O bebê se diverte quando liga luzes e som de um brinquedo.

6 meses:

- Ele gosta de brincadeiras simples como, “achou!”
- Estimular o bebê a colocar os pés na boca.
- Seu brinquedo favorito são as mãos e acompanha com os olhos seu movimento.
- Esconder o brinquedo fora do alcance do bebê e estimular ele a procurar ou tentar alcançar o brinquedo.

7 meses:

- Adora batucar e fazer barulho com panelas e colheres de pau.
- Gosta de se arrastar com a barriga.
- Adora tocar em seus brinquedos.
- Imite para ele sons de diferentes tipos de animais

8 meses:

- Deixar uma caixa de brinquedos bem grande e cheia para que ele escolha o que quiser.
- Dar ao bebê alguns brinquedos que façam barulho, como tambores, chocalhos e guizos.
- Explore todas as funções de um brinquedo junto com o bebê, mostre para o ele como apertar as teclas e virar páginas.

9 meses:


- Use os brinquedos para apresentar ao seu bebê as cores.
- Brinque de bola com ele.
- Oferecer ao bebê objetos de texturas diferentes para que ele toque como espuma, madeira, toalha, metal, borracha etc.

10 meses:

 Estimule o bebê a levantar e ficar em pé colocando um brinquedo no topo e dizendo:

“O que será que acontece se apertarmos este botão aqui em cima”.


- Gosta de brincar de andar segurando a mão de um adulto.
- Brinca de “achou!”
- Pedir para ele pegar um brinquedo e trazer até você.

11 meses:

- Brincar com cubos grandes e pequenos para que ele possa encaixar.
- Na hora do banho colocar brinquedos na banheira para que ele brinque.
- Espalhe brinquedos no chão colocando um pequeno e um grande. Fale sobre o tamanho:

 “Esse é pequeno, esse é grande.”

- Contar diferentes tipos de histórias para ampliar o vocabulário.

12 meses:

Faça um som com um brinquedo e peça para a criança imitar você. Ou siga o que a criança fizer.


- Colocar brinquedos dentro de um pote grande para ele tentar abrir e pegar os brinquedos que estão dentro.
- Mostrar livros e revistas para o bebê identificar objetos, animais e partes do corpo.
- Deixe o bebê brincar com o brinquedo de forma independente. Esteja lá para ajudar caso ele precise de você e ofereça  motivação: "Você consegue, vamos lá!"


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWd2dGTlpMcmFoOUE


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