quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Animais domésticos e a criança: prós e contras

- Mamãe, quero um bichinho de estimação!!!!!!!

E agora? No momento que seu filho te faz esse pedido, você entra em desespero ou logo vai atrás de um lindo bichinho pra ele?

Se você ainda tem muitas dúvidas, calma, vamos te ajudar a esclarecer muitas delas. Conviver com animais de estimação traz grandes benefícios e são importantes na vida das crianças, pois, proporcionam prazer e ajuda as crianças a desenvolver competências e habilidades para a vida adulta.

O desenvolvimento infantil está dividido em crescimento biológico (aspecto físico) e o desenvolvimento das habilidades e das capacidades (cognitivo, emocional e social).

Foi comprovado cientificamente que apenas 30% do desenvolvimento infantil é genético e 70% depende de estímulos externos (brincadeiras, atividades e exercícios), principalmente, até os 3 anos de idade.

Os animais adoram brincar e podem ajudar as crianças a crescer e a se desenvolver, oferecendo "apoio" enquanto ela passa pelas diferentes etapas de seu desenvolvimento. Ao permitir que a criança tenha a oportunidade de conviver com animais de estimação desde pequena, os pais estão oferecendo ao filho uma maneira incrível de experimentar o mundo físico e social e assim, estimulando habilidades motoras e cognitivas, diminuindo problemas emocionais, por meio do vínculo afetivo com o animal.

Estudos tem mostrado que crianças com animais de estimação desenvolvem alguns benefícios em algumas áreas:

Sometimes pet relationships are ranked higher than certain kinds of human relationships for comfort, esteem, support and confidence.

Benefícios físicos:

Uma pesquisa sobre desenvolvimento infantil, realizada nos Estados Unidos, mostrou que crianças que interagem com seu animal tendem a não desistir com facilidade de atividades que julgam ser difíceis, pois, junto com o animal a criança tenta novamente realizar, de maneira que nenhum programa de televisão, jogos, videogames ou brinquedos conseguiu estimular.

Quanto mais estímulos a criança tiver mais conexões neurológicas se formarão, portanto, mais habilidades a criança vai ter. A presença de um animal de estimação em casa, interagindo diretamente com a criança, incentiva-a a se exercitar e a realizar atividades de coordenação motora global (engatinhar, ficar em pé, andar, equilibrar-se, correr, subir e descer escadas) e atividades de coordenação motora fina (desenhar, pintar, segurar objetos pequenos). Crianças de famílias que possuem um animal de estimação tem maior desenvolvimento motor.

Benefícios psicológicos:

O vínculo que surge entre a criança e o animal faz com que ele desfrute de um amigo e companheiro que sempre estará ao seu lado e que o aceita sem pedir nada em troca. Os animais de estimação fazem a criança se sentir mais segura, confiante, útil, valorizada e importante, ajudando na autoestima da criança que é uma necessidade humana indispensável para o desenvolvimento saudável na vida adulta, tendo valor de sobrevivência.

Ter um bichinho de estimação interagindo com a criança faz com que ela se sinta amada e apreciada, o que ajuda a desenvolver o lado do seu eu (nossa identidade). Cuidar do animal (alimentar, educar, treinar) ajuda a criança a se sentir competente de maneira muito mais eficaz do que quando aprendem a fazer coisas da vida diária.

Os animais não sabem, mas, ajudam e muito os pais a ensinar experiências que envolvem as emoções, responsabilidades e consequências, desenvolvendo paciência, autocontrole, respeito, autonomia e liderança em seus filhos.

Benefícios sociais:

O ser humano precisa das interações sociais para a satisfação de suas necessidades. Essa interação começa quando uma pessoa tem a percepção do outro. Para que essa percepção seja bem sucedida é importante perceber o outro de forma correta.

Quando uma criança convive com algum animal de estimação, ela aprende a fazer a leitura corporal que é um elemento fundamental para a empatia (capacidade de compreender o sentimento ou a reação do outro). A criança aprende a ver o próximo com mais facilidade, como alguém com característica e sentimento diferente da sua. Essa aprendizagem ajuda a criança não olhar apenas pra si mesmo e com isso não ser egoísta. A compreensão dessa diferença faz dela um ser humano mais sociável, com uma personalidade sadia e com uma ótima interação social.

O animalzinho também pode servir como forma de comunicação, pois, favorece a aproximação entre pessoas fazendo assim elas conversarem de assuntos diversos.

As crianças mais tímidas podem ser mais beneficiadas pelo bichinho de estimação. Em situações novas com pessoas desconhecidas, tendem a se fechar. A presença do animalzinho reduz a ansiedade do ambiente e tira o foco de atenção da criança. Ao se sentir mais relaxada e segura, suas chances de se relacionar com os outros aumentam significativamente.

Benefícios cognitivos:

O desenvolvimento cognitivo é o processo de adquirir conhecimentos como: pensamento, linguagem, raciocínio, memória, atenção, percepção e imaginação.

É nessa área do desenvolvimento que a criança percebe o ambiente externo em que vive e que nos relacionamos. Para adquirir esses conhecimentos não há segredo, somente aprender. O desenvolvimento cognitivo da criança passa por fases. A passagem de uma fase para a outra depende dos estímulos que a criança recebeu e pela reação da própria criança sobre esse novo conhecimento.

Se os pais enxergarem no animal de estimação um instrumento facilitador para a aprendizagem de seus filhos, eles terão um grande aliado. Um animal de estimação tem o "poder" de despertar o interesse e o prazer pelo conhecimento na criança. Por si mesmo, o animal representa um elemento motivador.

Pesquisas mostram que as crianças que interagem, constantemente, com os animais apresentam maior desenvolvimento cognitivo, obtêm pontuação maior em testes de QI (Quociente de Inteligência) e melhoraram o rendimento na leitura, ao longo do tempo.

Os bichinhos de estimação também ajudam na criatividade. Eles são excelentes para o desenvolvimento dos pequenos "criadores", pois, nunca estão ocupados para admirar um novo trabalho, e cultivar a curiosidade, a imaginação e a fantasia da criança.

Todos os benefícios são excelentes e tentadores, porém, antes de ter um bichinho, Cuidado!!! Ter um animal de estimação requer muito compromisso. O animal não deve ser tratado como um brinquedo, aquele que serve para algumas horas e depois é largado em um canto qualquer. Nem tudo será um mar de rosas na convivência com o animal, mas os pais devem aproveitar justamente estes momentos para a educação dos filhos.

A criança na maioria das vezes vai amar estar ao lado do animal, mas também haverá situações em que ele poderá sentir raiva ou se sentir frustrado. Isso pode ocorrer no caso do bichinho não o obedecer, fazer xixi fora do lugar ou morder suas coisas. Provavelmente, a primeira reação da criança será querer bater ou gritar. É aí que os adultos devem interceder e explicar que o animal não sabe o que está fazendo e orientar a criança de forma a aprender a lidar com ele com respeito e dedicação.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWbm8wbjJuZkJHTmM



segunda-feira, 8 de junho de 2015

Que brincadeiras estimulam o bebê de até 12 meses?

A criança inicia o desenvolvimento do seu psiquismo já na fase intrauterina, sendo capaz de sentir tudo o que a mãe sente e continuará incorporando o clima afetivo do ambiente mesmo após o nascimento. Portanto. Um ambiente calmo tranquilo e seguro, fará com que o bebê seja mais feliz.

Conversar com o bebê na barriga, cantar para ele, acariciar o barrigão e encher a casa de música, são estímulos muito importantes para a formação da criança.

Aos três meses de idade aparece a primeira conduta inteligente do bebê, que é a sua capacidade de brincar. E o seu primeiro brinquedo são as suas próprias mãozinhas. O bebê olha para as suas mãos, coloca-as na boca, descobre os dedinhos e fixa o seu olhar neles, observando os seus movimentos. Esse é o jogo mais remoto da criança.

Em seguida ela consegue produzir alguns sons, o que lhe traz imenso prazer e alegria. Aparece também o que também chamamos de as primeiras tentativas do jogo de esconder – quando ela tenta cobrir o rostinho com o lençol.

Entre os três e os oito meses, a criança desenvolve brincadeiras com o seu próprio corpo: Virase, rola, mantém a cabeça em pé, estende a mão para pegar um objeto, senta-se. As pernas e pés passam as fazer parte dos seus jogos corporais.

Os brinquedos prediletos, nessa fase, são todos aqueles que estimulam os sentidos da criança:

objetos coloridos, com textura e formas diferentes, móbiles, chocalhos, brinquedos flexíveis, coisas que se encaixam. Os chocalhos são muito importantes, pois como fazem barulho ela o explora de todas as maneiras e tenta reproduzir os sons que ela escuta no ambiente.

Aos cinco meses de idade, a criança já aprendeu a brincar de esconde-esconde com um paninho e essa brincadeira é muito importante, pois fará com que a criança perceba que a mãe some quando ela cobre o rosto e volta a aparecer quando ela o descobre. Sabe por que essa brincadeira é importante? Porque ajuda a criança a se separar da mãe.

- Como assim? Você me pergunta. É o seguinte:

Com oito meses, aparece a primeira angústia da criança: A Angústia da Separação. Ela chora quando está diante de estranhos e teme que a mãe suma. Brincando de esconde-esconde, ela aprende que a mãe some diante dos seus olhos, mas que volta. Assim, ela se acalma. Por volta dos nove meses, ela já começa a brincar de teimar diante do NÃO. Olha para a mamãe e ri quando vai mexer em algo que sabe que a mamãe não gosta.

Com dez meses ela brinca com os seus genitais e adora enfiar o dedo em buracos. Principalmente nas tomadas.

Até um ano, os melhores brinquedos são aqueles que estimulam os cinco sentidos: tato, paladar, olfato, visão e audição. Os brinquedos que auxiliam do domínio dos movimentos também são ótimos: tambores, maracas, chocalhos, colheres, panelas com tampas, bichinhos de borracha e de pelocia, móbiles, músicas, objetos sonoros e flexíveis, caixas, cubos de encaixe, bolas...


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWQ3hvWVpPa2VfZ0E


quinta-feira, 14 de maio de 2015

O sistema de defesa da criança após o primeiro ano de vida

Do nascimento até próximo dos 2 anos a criança tem na cavidade bucal sua maior fonte de prazer. Nesse período de grande importância para o desenvolvimento infantil a criança descobre o mundo colocando tudo o que vê na boca. Contudo, junto com o aprendizado, uma grande quantidade de patógenos também é levada para o corpo.

O amadurecimento do sistema imunológico ocorre na infância e é influenciado por diversos fatores como a genética, o meio ambiente e a alimentação. O consumo adequado de vitaminas e minerais específicos para cada fase da criança é fundamental para que esse processo ocorra adequadamente.

O consumo adequado de imunonutrientes fortalece o sistema imunológico Os nutrientes mais importantes para a adequada formação e manutenção do sistema imunológico são as vitaminas A, C e E, além dos minerais selênio, ferro e zinco.

A vitamina A atua na imunidade contra os corpos estranhos e pode auxiliar a controlar a infecção por bactérias, enquanto a vitamina E otimiza a resposta imune e reduz a ação dos radicais livres na membrana das células de defesa.

A vitamina C participa do processo de ativação e sobrevivência das células do sistema imune.

Diferentemente do conhecimento popular, essa vitamina atua no fortalecimento do sistema imunológico, porém não há nenhuma evidência científica consistente que justifique o consumo de vitamina C para a cura de gripes e resfriados.

O selênio é um mineral que aumenta a resistência do sistema imunológico. Dentre suas diversas funções, aumenta a proliferação das células de defesa, melhora a capacidade do organismo de neutralizar os vírus e bactérias e tem ação antioxidante.

O zinco é essencial para o funcionamento de algumas enzimas que aceleram o sistema imune e o ferro atua na proteção contra microrganismos por meio da resposta adaptativa e inata. 

Importância do aleitamento materno e dos alimentos fortificados Já é consenso que o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e a manutenção da amamentação de forma complementar até os dois anos de idade ou mais é de extrema importância para a saúde da criança, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O prolongamento do aleitamento materno traz benefício adicional no final do primeiro e segundo anos de vida, uma vez que há contínua oferta de imunonutrientes e prebióticos, nutrientes que estimulam a microbiota intestinal e, por consequência, melhoram a imunidade.

Comumente, crianças desmamadas começam a consumir leite de vaca in natura a partir do
primeiro ano de vida completo, quando o organismo já está preparado para receber esse alimento. Contudo, apesar de rico em cálcio, o leite de vaca in natura contém baixo teor de ferro e outros imunonutrientes.

Tem sido bastante discutido na literatura científica a relação entre o consumo de leite de vaca in natura em crianças menores de 5 anos e a alta prevalência de anemia por falta de ferro (anemia ferropriva). Alguns autores tem recomendado o consumo de leite modificado enriquecido com ferro para reduzir as chances de desenvolver essa doença tão comum na infância. Em crianças, a anemia ferropriva pode afetar o crescimento, a aprendizagem e aumentar a predisposição a infecções.

Para crianças que não são amamentadas e com idade superior a 1 ano, postergar o consumo de leite de vaca in natura e introduzir leite modificado e fortificado com imunonutrientes também é uma boa alternativa para facilitar o amadurecimento do sistema imune da criança.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWWDg5bVNfVy0yRTg

terça-feira, 24 de março de 2015

Dentes de leite merecem todo o cuidado !!

Existe e é comum a concepção que os dentes de leite, por serem temporários, não precisam de cuidados e tratamento. Eles são realmente temporários, porém nem por isso devem ser descuidados.

Os dentes de leite são 20 ao todo. Primeiramente os dentes anteriores começam a nascer dos 6 aos 12 meses e entre os 18 aos 36 meses nascem os posteriores e os caninos. São dentes importantes porque permite a estética, a correta mastigação, deglutição e ajudam na fala também. Além disso, funcionam como guia para a erupção dos permanentes, mantendo a posição e o espaço adequado e a perda prematura pode ocasionar sérios problemas ortodônticos.

São dentes que possuem a mesma estrutura dos dentes permanentes, ou seja, possuem esmalte, dentina, raiz e canal. Como na troca pelos permanentes há a reabsorção da raiz, muitos pais acham o dente não dói e consequentemente não há necessidade de tratamento.

É justamente o oposto, os dentes de leite são suscetíveis a cárie, essa sendo profunda, ocasiona dor e pode ser até necessário o tratamento de canal, para assim preservar o dente e suas funções.

Um problema muito comum é a cárie de mamadeira. Ela ocorre quando há um excesso de açúcar na alimentação ou mesmo quando a criança dorme logo após mamar, sem fazer a higiene bucal.

Para prevenir a criança nunca deve dormir sem fazer a higiene oral. É difícil, mas necessário, já que durante o sono o fluxo salivar diminui e consequentemente aumenta o risco do desenvolvimento da cárie.

As crianças também precisam de flúor para um desenvolvimento dental saudável e muitas cidades já adicionam flúor na água

Se a criança necessitar de uma complementação, o pediatra ou o dentista podem orientar a melhor forma de introduzi-lo.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes



terça-feira, 17 de março de 2015

Vitaminas fundamentais para o crescimento saudável: Vitamina A e Niacina

Desde o nascimento, a alimentação exerce grande influência em todos os aspectos da saúde da criança. A falta de nutrientes essenciais pode resultar em falhas no crescimento e no desenvolvimento infantil, aumentando a vulnerabilidade às infecções, atrasos no processo de maturação do sistema nervoso e intelectual, podendo até ser irreversível dependendo da intensidade e do tempo que a criança ficou exposta à falta de nutrientes.

No Brasil as pesquisas apontam que 17,4% das crianças até 5 anos tem falta de vitamina A. Esta carência pode a ocorrer em qualquer fase da vida, entretanto, ela é potencialmente um problema de saúde entre as crianças de até 6 anos de idade. Este período é caracterizado pela alta necessidade desta vitamina para suportar o rápido crescimento, transição da alimentação do leite materno para a dependência de outras fontes alimentares e aumento da frequência de infecções.

A consequência da deficiência de vitamina A nos primeiros anos de vida incluem o retardo do crescimento e desenvolvimento e em casos mais graves pode levar à cegueira. A vitamina A é encontrada em alimentos de origem animal, como leite humano, carnes, fígado, óleos de fígado de peixe, gema de ovo, leite integral e seus derivados. Aproveita-se também a vitamina A de alimentos de origem vegetal como as frutas amarelo alaranjadas não ácidas como manga, damasco e mamão, além de hortaliças verdes como espinafre, também na cenoura e suas folhas.

A niacina, ou vitamina B3, também conhecida como ácido nicotínico, pode ser produzida dentro do organismo, com a presença de um aminoácido (parte das proteínas) chamado triptofano.Sua função é fundamental durante a infância pois ela participa da produção de energia a partir dos alimentos ingeridos. Quando a alimentação não é adequada às suas necessidades e a família não tem a orientação correta, a criança pode desenvolver fraqueza muscular, perda de apetite, e alterações na pele, decorrentes da falta da niacina. A forma grave é o surgimento da pelagra ("pele áspera") que se caracteriza por pele avermelhada e áspera, principalmente nas áreas mais expostas à luz solar: rosto, pescoço, joelhos, cotovelos; língua vermelha e lisa; ardor na boca; estomatite; diarreia e alterações mentais (cefaleia, irritabilidade, esquecimento, etc.)

As principais fontes da vitamina B3 são: fígado, carnes em geral (aves e peixes), amendoim e cereais integrais, como trigo. O leite e os ovos, apesar de pobres em niacina, são boas fontes de triptofano. Estes alimentos devem participar rotineiramente da alimentação das crianças.

Para garantir a oferta de nutrientes importantes como vitaminas e minerais, a alimentação da criança não deve ser sempre a mesma, contendo somente os alimentos que ela gosta. 

Quanto maior a variedade de alimentos oferecidos, maior a quantidade de nutrientes que será ingerido. A monotonia alimentar é muito comum na infância devido à rejeição de determinados grupos de alimentos como frutas, verduras, legumes, castanhas e leguminosas, porém esta condição pode ser evitada e prevenida, expondo a criança a diferentes cores de alimentos, texturas e consistência variadas rotineiramente.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWaGpZdmJnN216bGs

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