sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O que é Icterícia neonatal?

A icterícia neonatal é aquele “amarelão” que acontece com muitos bebês nas primeiras semanas após o nascimento. Na grande maioria das vezes é um quadro totalmente normal, pois tem relação com o organismo do bebê que ainda não é maduro, especialmente, o fígado que precisa eliminar algumas substâncias do metabolismo da criança. Quando o bebê está muito amarelo, ainda na maternidade, o pediatra pode pedir exame de sangue para dosar a bilirrubina (substância que deixa a pele da criança amarela). Se esses valores estiverem mais altos do que deveriam para a idade e peso do bebê ele pode precisar tomar banho de luz. O banho de luz ajuda a eliminar a bilirrubina do corpinho do bebê. A tendência é que o amarelo vá melhorando em dias, sem significar que a criança esteja doente.


A icterícia pode ser mais intensa e necessitar de mais cuidados nos casos de:


- Bebês prematuros
- Bebês que nascem com menos de 2.500 g
- Quando aparece nas primeiras 24 hs de vida
- Quando há diferença do sangue da mãe e bebê
- Alguns problemas genéticos (deficiência de algumas enzimas no fígado)

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWWGtOdTV0ZlhaZXM


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Alimentação no primeiro ano de vida e seus efeitos em longo prazo

O que significa dizer que um bebê está se alimentando bem ?

Há alguns anos atrás a resposta mais importante para essa pergunta seria – Sim. Ele está se alimentando bem pois está crescendo e se desenvolvendo de forma adequada.


 
Mas será que só isso basta nos dias de hoje ?

Não. A nossa realidade atual diz que um em cada dois adultos têm excesso de peso e 30% da população brasileira jovem tem pelo menos uma doença crônica como diabetes, pressão alta e colesterol alterado. Isso quer dizer, que temos muitas doenças que levam ao desenvolvimento de problemas cardiovasculares como infarto e derrame ao nosso redor.

Como proteger nossos filhos desse futuro ?


Hoje a nutrição adequada durante gravidez e durante o primeiro ano de vida é muito valorizada como um dos itens importantes da prevenção de doenças do futuro. Isso mesmo, o que a criança come quando é pequena pode influenciar na saúde dela décadas
depois.

Como assim ?


Simples. Quanto mais jovem é a criança mais os fatores ambientais influenciam na “programação” da saúde. É o chamado período crítico. O bebê, especialmente antes do primeiro ano de vida, tem o organismo muito mais sensível do que a criança maior e o adulto. Suas células estão se multiplicando rapidamente, o cérebro se desenvolvendo e o sistema imunológico amadurecendo – tudo ao mesmo tempo e de forma muito rápida. Dá para entender como os nutrientes são importantes nesse momento e qualquer carência ou excesso pode prejudicar a formação do organismo. Se faz mal o adulto comer errado (alimentos ricos em açúcar, sal, gordura) muito pior é para o bebê. Fica muito mais difícil de consertar.

Por isso cuidar da alimentação do bebê é muito, muito importante mesmo, para que ele tenha muita saúde agora e mais para frente !

Quando hoje perguntamos se o bebê está se alimentando bem devemos pensar:

• Ele está crescendo bem ?
• Ele está se desenvolvendo bem ?
• Está faltando algum nutriente ?
• Está sobrando algum nutriente ?
• Será que comendo assim estou protegendo ele de problemas de saúde agora e no futuro?
 
Vários estudos mostram o impacto da nutrição do bebê na prevenção de doenças, por exemplo:

• Aleitamento materno:

- reduz em 30% o risco de obesidade no futuro
- reduz o risco de colesterol aumentado
- reduz o risco de alergias
- reduz o risco de diabetes

Ingestão adequada de proteína – ingestão excessiva de proteína em bebês é um dos fatores mais importantes que se associa o aumento do risco de obesidade no futuro. O leite de vaca têm 5 vezes mais proteína do que o leite materno.

• Consumo adequado de carne (após os 6 meses) – reduz a chance de anemia e melhora o desenvolvimento cerebral do bebê, por causa do ferro que está contido na carne e é facilmente absorvido;

• Ingestão adequada de frutas e verduras (após os 6 meses) – as vitaminas, fibras e minerais presentes nesses alimentos combatem os radicais livres produzidos pelo organismo que podem danificar as artérias;

• Não exagerar no sal (sódio) – reduz a pressão arterial quando o bebê for adolescente;

• Não exagerar nos sucos, mesmo natural, e preferir as frutas (pedaços, amassadas ou picadas) –pois a fruta, tem fibras e maior concentração de vitaminas;

• Comer peixes – melhora o desenvolvimento neuropsicomotor da criança e pode proteger contra algumas doenças alérgicas.
 
Criança pequena deve ter, mais do que nunca, sua alimentação cuidada por toda a família para garantir muita saúde por toda a vida.


Autor
: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWdmtNVTZ4SHhjbGs


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Uso de cadeirinha para crianças em automóveis

O uso da cadeirinha de carro agora é obrigatório no Brasil. De acordo com a OMS o uso correto da cadeirinha pode diminuir em 70% as chances de morte da criança em um acidente de trânsito grave.

O corpo das crianças é frágil, e as cadeirinhas são projetadas para segurá-las nos pontos mais resistentes do organismo, de modo a causar o mínimo de ferimentos internos. Por isso, usar cadeirinha de carro para crianças deve ser um procedimento automático, como usar o cinto de segurança é para os adultos.

Existem três tipos principais de poltronas para crianças. Mais que a idade, o que interessa é o peso e a altura do seu filho.

Bebê-conforto

São cadeirinhas adequadas para bebês recém-nascidos até cerca de 9 kg, mais reclinadas, e que devem ser colocadas de costas para o banco da frente do carro com inclinação sugerida de 45° ou conforme instruções do fabricante. Muitas vezes esses modelos possuem uma base que fica acoplada ao cinto de segurança, o que facilita a retirada da cadeirinha.

Dicas importantes:

• As tiras da cadeirinha devem ficar abaixo do ombro.

• Ajuste as tiras da cadeirinha para que fiquem confortáveis e ajustadas ao corpo da criança com uma folga de, no máximo um dedo, e posicione o clipe peitoral (se houver) na altura das axilas.

Poltronas reversíveis

São cadeirinhas projetadas para carregar desde recém-nascidos até crianças de cerca de 16 kg ou mais, dependendo do modelo. Enquanto o bebê é pequeno, esses modelos são instalados de costas para o banco da frente do carro. Essa é a posição mais segura, porque protege o pescoço do bebê em caso de impacto. Antigamente a orientação era para que a poltrona fosse virada para a frente quando o bebê completasse 1 ano e atingisse 9 kg, mas hoje em dia fabricantes e especialistas recomendam que se mantenha a criança virada para trás pelo máximo de tempo possível (até o limite de peso de cada modelo). Posição: voltada para frente, na posição vertical, no banco de trás.

Dicas importantes:

• Posicione as tiras de segurança da cadeira acima da altura dos ombros. Recomenda-se
utilizar o espaço de passagem da tira mais reforçado, geralmente o que se localiza mais no topo da cadeira. Leia as instruções do fabricante.

• Ajuste as tiras da cadeira para que fiquem confortáveis e ajustadas ao corpo da criança com uma folga de, no máximo, um dedo. Posicione o clipe peitoral (se houver) na altura das axilas.

• Nunca coloque nada entre a criança e a cadeira.

Poltronas para o posicionamento do cinto do carro (boosters) São poltronas ou "banquinhos" que servem para a criança ficar mais alta e dessa forma usar o cinto normal do carro na posição correta. Esse tipo de assento de elevação pode ou não ter encosto. No caso dos sem encosto, é necessário que o carro tenha proteção para a cabeça, que evita o efeito de "chicote" em caso de acidente, um grande causador de lesões na medula espinhal. Os assentos de elevação com encosto têm a vantagem de posicionar melhor a parte superior do cinto e ser ajustáveis à altura da criança. Só podem usar esse tipo de poltrona crianças com mais de 4 anos de idade, segundo a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

Dicas importantes:

• Use um assento de segurança para que o cinto de três pontos do carro passe confortavelmente pelo meio do ombro, centro do peito e sobre os quadris da criança.

• Nunca permita que seu filho coloque o cinto peitoral embaixo do seu braço ou por trás das
costas. Isto pode causar ferimentos sérios.

• A criança deve apoiar as costas no encosto do assento, seja do assento de segurança ou do próprio veículo.

• O assento de segurança deve ser usado somente se houver encosto de cabeça no carro.
A legislação brasileira afirma que esse tipo de cadeira é obrigatório para crianças de até 7 anos e meio, mas o ideal é que ela seja usada até a criança ter 1,45 m de altura. A partir daí ela pode passar a utilizar o cinto normal do banco, sem assento.

Instalar a cadeirinha do carro não é tarefa fácil. É preciso passar o cinto de segurança do veículo pelos locais indicados no manual de instrução do assento e apertar bem, até que a cadeira praticamente não se mexa. O melhor lugar para a instalação da cadeirinha (de quem tem um filho só) é no assento do meio do banco traseiro, para diminuir o risco de um impacto no caso de acidentes.

Não adianta ter a cadeirinha e não prender seu filho direito. O cinto da cadeirinha precisa ser colocado de forma que apenas um dedo caiba entre o cinto e o corpo da criança, ou seja, o cinto precisa ficar justo.


Veja
qual é o tipo de cadeira de segurança mais adequado ao peso e à idade da criança.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWTW1CZ1o3T1cwOE0
 
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