quinta-feira, 15 de março de 2012

Doença Celíaca - o que é importante saber?

A Doença Celíaca acontece quando uma criança, que tem predisposição genética, entra em contato e não tolera o glúten da dieta. O glúten é uma proteína que está contida no Trigo, Aveia, Centeio e Cevada.

O que é importante saber?

Só tem doença celíaca quem tem predisposição genética. Por isso é comum que uma mesma família tenha vários membros, de diferentes gerações, comprometidos.

Na doença celíaca há achatamento da vilosidade intestinal, com prejuízo da absorção dos nutrientes. É como se o intestino ficasse inflamado, o que prejudica seu funcionamento normal. A Doença Celíaca não tem cura. Entretanto, é possível ter vida normal se os alimentos que contém glúten não forem ingeridos.

A Doença Celíaca, na sua forma mais clássica, começa na infância e tem como sintomas diarreia e desnutrição, entretanto, formas não tão clássicas podem acontecer com apresentação clínica diferente.

Por exemplo:

- Crianças – comprometimento do crescimento (altura), anemia, hipoproteinemia* e irritabilidade.
- Adultos – osteoporose, constipação e esterilidade ( dificuldade em ter filhos )

O tratamento da doença celíaca é a total exclusão do glúten da alimentação durante toda a vida. Deve-se evitar alimentos que contenham trigo, aveia, centeio e cevada. Para fazer o diagnóstico de doença celíaca é necessária a avaliação médica cuidadosa, exames complementares como de sangue (anticorpos contra doença celíaca) e endoscopia digestiva com biópsias de intestino. Para verificar os alimentos proibidos e permitidos, acesse o site: acelbra

* hipoproteinemia - redução da quantidade de proteína circulante no sangue que pode levar a inchaço no corpo.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Entenda melhor o que é ômega-6 e ômega-3

Nossa dieta é composta por alimentos que contém proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, oligoelementos e sais minerais. Em relação às gorduras existem aquelas de origem vegetal (óleos vegetais, castanhas) e as de origem animal (gordura da carne, ovos e dos leites). Algumas gorduras, especialmente as de origem vegetal, possuem moléculas muito grandes e com várias ligações químicas. São os chamados ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa.

Vários estudos mostram que a ingestão apropriada desses ácidos graxos em quantidade e qualidade associa-se ao adequado crescimento, melhor desenvolvimento do cérebro e visual, prevenção de algumas alergias e de doenças cardiovasculares.

Nosso organismo não consegue sintetizar alguns destes ácidos graxos e por isso é fundamental obter-los através da alimentação para que nosso metabolismo possa funcionar adequadamente. Existem dois grupos de ácidos graxos essenciais: ácidos graxos de cadeia longa da família ômega-6 (ácido linoléico) e da família ômega-3 (linolênico). O produto final do metabolismo dessas gorduras são o DHA (ômega-3) e ARA(ômega-6).

Quais alimentos contém ômega-6 e ômega-3 ?

Ômega-6: óleos vegetais (soja), sementes e nozes

Ômega-3: castanhas, peixes e linhaça

Crianças menores de um ano (bebês) têm acelerado crescimento e desenvolvimento. Isso significa que há intensa multiplicação celular e amadurecimento dos sistemas, principalmente, do sistema nervoso central. A criança nasce com o cérebro bastante imaturo e com o passar dos meses, há modificações importantes na sua estrutura e funcionamento como a mielinização*. A mielina é uma “capa” de gordura que o neurônio recebe para que possa funcionar de forma adequada. Grande quantidade das gorduras dessa cobertura gordurosa é composta por ácidos graxos da família ômega-3. Por isso a criança deve receber quantidade adequada dessa gordura.

O leite materno contém uma quantidade boa dessas gorduras já prontas ( DHA e ARA) para o bebê utilizar, a quantidade varia conforme a alimentação da mãe. Na alimentação complementar é importante oferecer para as crianças alimentos fonte dessas gorduras já prontas, como peixe de água fria (sardinha, arenque, salmão, truta), gorduras vegetais, entre outros.

*Mielinização : a mielinização é um processo que acontece desde o período intrauterino e continua até os sete anos de idade, mas o seu pico ocorre até os dois anos. O cérebro nasce formado mas é imaturo, para funcionar de forma adequada os neurônios devem receber uma capa de gordura chamada “mielina” que é composta por diversos ácidos graxos, especialmente por DHA. Essa capa de gordura é como um isolante que permite que as informações passem de neurônio para neurônio sem interferência (encapamento de um fio). Para que a capa de mielina se forme de forma adequada é importante que a criança recebe uma alimentação balanceada e com oferta adequada de gorduras como ácidos graxos essenciais, DHA e ARA.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes
 
https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWMDVTTUxLTzVaQjQ

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Qual é a diferença entre Prebióticos e Probióticos?

PREbióticos: É um tipo de fibra não digerível que serve de alimento para as bactérias benéficas normalmente presentes no cólon (intestino grosso) estimulando o seu crescimento.

Benefícios: Essas fibras podem melhorar a saúde intestinal, a função imunológica, o metabolismo de glicose, a absorção de gorduras, cálcio, ferro e a consistência das fezes. 

Os mais conhecidos são a inulina e a oligofrutose

Fontes: Alimentos que normalmente são fonte de prebióticos: grãos integrais (especialmente aveia), linhaça, cevada, baga, frutas em geral, legumes, cebola e alho. O leite materno contém naturalmente uma quantidade significativa e muito variada de prebióticos chamados oligossacarídeos.

PRObióticos – São microorganismos vivos (bactérias e fungos) que estão presentes em alguns alimentos e medicamentos comuns ao nosso dia a dia. Quando consumidos em quantidades adequadas esse microorganismos conseguem sobreviver à digestão e acidez gástrica, chegando vivos ao intestino grosso (cólon) onde se instalam e modificam a microbiota (Flora intestinal ), trazendo benefícios à saúde do hospedeiro.

A microbiota intestinal é um conjunto de diferentes espécies de bactérias que normalmente habitam e protegem nosso intestino. Uma microbiota saudável tem mais de 1.000 espécies diferentes de bactérias, com predomínio dos lactobacilos e bifidobactérias (probióticos).

Benefícios: Formação de uma microbiota com predomínio de bactérias protetoras como bifidobactérias e lactobacilos. A instalação de bactérias protetoras protege o intestino contra agentes e microorganismos agressores;
Melhora da digestão de lactose;
Influenciam na imunidade em curto e longo prazo;
Protegem contra infecções intestinais, como diarreias.

Fontes:
Uma fonte importante de probióticos é o leite materno. Hoje, por meio de estudos avançados, sabe-se que a mãe passa para o seu bebê uma série de bactérias que ajudam na formação das defesas do intestino e do amadurecimento da imunidade.



Alguns alimentos para bebês indicados para a faixa etária;
Alguns cereais infantis fortificados;
Iogurtes e leite fermentados
Alguns queijos
Medicamentos: cápsulas ou sachês
 
Além dos benefícios já conhecidos o uso de probióticos também tem sido estudado para:

Tratamento da diarréia aguda
Prevenção da diarréia associada ao uso de antibiótico
Diarréia em crianças hospitalizadas
Enterocolite necrozante (infecção grave que atinge recém-nascidos prematuros internados)
Prevenção de doenças alérgicas
Prevenção de infecções respiratórias
Prevenção de infecção por H.pylori (bactéria relacionada à úlcera gástrica)
Constipação
 
Prebióticos = Fibras alimentares
Probióticos = Bactérias benéficas


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWdWtLY180Q0pRaWs

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Posso dar açúcar para o meu bêbe ?

Açúcar (sacarose) e doces não devem ser utilizados para crianças menores de 1 ano. Isso porque o uso de açúcar em crianças pequenas associa-se, no futuro, a maior risco para excesso de peso, cáries e preferência pelo sabor doce, prejudicando a formação de um hábito alimentar saudável.

Outro fator importante de se lembrar é que as frutas já possuem um tipo de açúcar chamado frutose e o leite outro tipo chamado lactose. Isso quer dizer que não há necessidade de se adicionar açúcar na alimentação da criança.

A partir do segundo ano de vida pode-se utilizar, com moderação, açúcar ou doce na alimentação da criança.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWNU5DOE1XQjAyRjA
 


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