terça-feira, 11 de março de 2014

Distúrbio do sono no bebê e na criança

O sono, função fisiológica de grande importância para a criança, contribui na sua saúde como um todo. A boa qualidade de sono é aquela que supre as necessidades no que toca à quantidade de horas dormidas, com a criança acordando sem dificuldades, e permite que, no período seguinte de vigília, ela sinta-se descansada e em boas condições de funcionamento mental, com desempenho satisfatório de suas funções cognitivas de memória e atenção.

Distúrbios relacionados ao sono

Nas crianças pequenas, doenças como otites, distúrbios respiratórios, ou outras que provoquem dor e desconforto podem afetar o sono por tempo limitado.

A alergia ao leite de vaca causa despertares frequentes, com ciclos de sono curtos.

A doença do refluxo gastro-esofágico costuma acordar a criança por dor, e a dor é aliviada quando se retira a criança do berço.

A Síndrome de apneia / hipopnéia do sono é causada principalmente por patologias otorrinológicas ou por obesidade, que levam a criança a apresentar apneia e/ou hipopnéia, alterando a arquitetura do sono e prejudicando até mesmo o rendimento escolar.

A prevenção consiste no diagnóstico e tratamento dessas afecções médicas que têm repercussão no sono.

Orientações gerais para prevenção de distúrbios de sono:
 
O sono é um processo aprendido, associado ao ritmo do dia e da noite e às condutas dos familiares em relação às rotinas para o sono da criança.
 
É interessante que se repita um mesmo horário para Dormir diariamente. O organismo se habitua aos horários, que se tornam rotina. As crianças são sensíveis às rotinas estabelecidas, trazendo para eles tranquilidade para dormir.
 
Devem-se evitar atividades que excitem a criança perto da hora de dormir; como exemplo: visitas, brincadeiras, som alto, televisão, entre outros.
 
Desencorajar o hábito de dormir na cama dos pais, pois assim seu filho se habituará a só adormecer na presença dos pais. Esta atitude, no início parece facilitar o sono da criança, mas traz muito trabalho para ser retirada.
 
É aconselhável que o bebê seja exposto à claridade do sol entre as 10h e as 15h; marcar a diferença entre a claridade do dia e o escuro da noite favorece a consolidação do sono noturno;
 
Em nosso meio, é frequente o hábito de oferecer mamada durante a noite. A criança que já teria condições de amadurecimento de seu relógio biológico para uma noite de sono consolidado, pode passar a despertar em virtude do ritmo de fome que se estabelece, pois ela se habitua a despertar naqueles horários. Portanto, a orientação deve ser de eliminar a alimentação durante a noite.

  Dormir no ambiente escuro é o mais adequado;

  Eliminar desconforto físico (dor, temperatura ambiente);

  O ambiente deve ser confortável, familiar e sem ruídos;

  Evitar utilizar o berço para brincadeiras e alimentação durante o dia;
 

Adotar um ritual para dormir de acordo com a dinâmica familiar, sendo prazeroso para todos.
 
Como regra de ouro: a criança deve habituar-se a adormecer sem a presença dos pais. Assim, quando ela acordar durante a noite, terá habilidade para adormecer sem a ajuda dos pais.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWclhCd054TTJYWTA

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Porque os carboidratos são importantes na primeira infância?

Nutrição é um assunto corrente no nosso dia a dia, a maioria das pessoas tem uma receita para dividir ou uma dieta para ensinar. Tantas são as informações disponíveis, que fica a dúvida sobre o que seguir e principalmente o que oferecer para nossos filhos para que tenham saúde e um desenvolvimento adequado.

Inúmeras dietas e modismos tem dado destaque ao carboidrato e muitos pais questionam o quanto colocar desse nutriente na alimentação dos filhos. A resposta é sim! Todos nós e especialmente as crianças devem ter um consumo adequado de carboidratos!

Os carboidratos são responsáveis pelo fornecimento de energia para o corpo e para o cérebro, para as atividades do dia a dia e para os exercícios físicos. Aliás, vale lembrar que o cérebro se alimenta exclusivamente de glicose, um tipo de carboidrato, e que uma dieta deficiente em energia pode ser um dos fatores que comprometem o desenvolvimento da criança!

E em quais alimentos encontramos esse nutriente?

Encontramos carboidratos nas massas, pães, biscoitos, cereais como arroz e aveia , tubérculos (como batata e inhame) e raízes (como mandioca e batata doce). Estes exemplos são considerados fontes de carboidratos devido à maior quantidade deste nutriente presente nos alimentos.


A alimentação saudável deve incluir os carboidratos em quantidade adequadas, que devem representar cerca de 45% a 65% do total de calorias do dia, sendo que as versões integrais devem ser prioridade.

Mas afinal o que representa uma porção desses alimentos?

Na pirâmide alimentar, a forma gráfica da alimentação saudável, encontramos os cereais, tubérculos e raízes na base da pirâmide, ou seja, os carboidratos devem representar a base da alimentação da população em geral. Em bebês de 6 a 11 meses, a recomendação é de 3 porções. Já nas crianças de 1 a 3 anos a recomendação é de 5 porções desses alimentos diariamente.

Para ter uma ideia, uma porção de cereais, tubérculos e raízes equivale a 2 colheres de sopa de arroz cozido integral ou 3 colheres de sopa de cereal infantil.

Para o lactente com mais de 6 meses, uma importante fonte de carboidrato e que normalmente é de fácil aceitação é o Cereal Infantil que, quando consumido em quantidades apropriadas, auxilia na adequação do fornecimento de carboidratos essenciais como fonte de energia e não se associa ao desenvolvimento futuro de obesidade.

Quanto mais, melhor?

Muitos pais, de forma equivocada, enchem o prato do filho e se frustram quando a criança deixa de comer tudo o que foi servido.

Vale lembrar que enquanto o adulto tem uma capacidade gástrica de cerca 1 litro, o volume do estômago dos pequenos corresponde a 20-30ml/kg e eles ainda possuem uma necessidade de micronutrientes, em média 3 vezes maior que um adulto. Por isso, não devemos esquecer que pequenas barriguinhas necessitam de uma grande nutrição.

Inclua os alimentos ricos em carboidratos ao longo do dia, atentando-se ao tamanho das porções.

Seu filho terá mais energia para o dia a dia, com o corpo e o cérebro nutridos para o desenvolvimento adequado e melhor aprendizado!


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWM05zVVRBSWZ2N3c

Refluxo Gastroesofágico: entenda o que é e como lidar

Lidar com os vômitos do bebê é basicamente parte da rotina para a maioria dos papais e mamães. Diante disso, é natural que os pais se perguntem se os vômitos são naturais ou podem estar relacionado com alguma doença.

Para começar, é preciso entender o conceito de "refluxo gastroesofágico", que é o retorno do conteúdo do estômago (no caso dos bebês, do leite) para o esôfago e, por vezes,  podendo chegar até a boca, causando a conhecida regurgitação.

Isso é um evento normal, que pode ocorrer várias vezes ao dia em recém-nascidos, crianças e até mesmo adultos. É aquele clássico momento em que o bebê tem leite  escorrendo no canto da boca, mas está sorridente; parece que nem foi com ele!

Em geral, os eventos duram menos de três minutos, ocorrem no período após as mamadas ou refeições e não são acompanhados de complicações. Algumas vezes, a regurgitação pode sair com mais força, devido à estimulação de uma estrutura que fica na parte posterior da boca, que nos dá sensação de náusea, causando, então, o vômito - o que não é nada preocupante.

Nesses casos, não é necessário nenhum tipo de tratamento medicamentoso, porém as chamadas "medidas não farmacológicas" ajudam a diminuir a ocorrência dos episódios de regurgitação:

1- colocar o bebê para arrotar e segurá-lo no colo "em pé" após as mamadas por 30-60 minutos;

2- tomar o cuidado de não "sacudir"o bebê para que ele arrote;

3- evitar o uso de calças na altura do umbigo e acima dele, pois, apesar de não parecer apertado, o elástico das roupas pode ser o suficiente para pressionar o estômago e facilitar, também, a volta do leite.

Para os bebês menores de seis meses e amamentados exclusivamente com fórmula, o uso de Fórmula Infantil Anti Regurgitação ajudam a diminuir os episódios de refluxo de forma visível. Se o bebê é amamentado exclusivamente ao seio, o aleitamento deve ser mantido, não sendo indicada a substituição do leite materno por fórmula.

Quando as regurgitações estão causando algum desconforto, como choro excessivo, ou prejuízo, como perda de peso, podemos estar diante da "doença do refluxo gastroesofágico".

Frente a isso, a consulta com o pediatra é fundamental para fazer o correto diagnóstico, que muitas vezes não é fácil.

Nos bebês, não existem sintomas que sejam específicos da doença do refluxo, tão pouco sintomas que garantam ao médico que o bebê responderá ao tratamento.

Ainda, vale lembrar que diversas situações podem causar os mesmos sintomas da doença do refluxo, como alergia à proteína do leite de vaca, infecções, má formações do aparelho gástrico, exposição ao cigarro e outras.

Durante a investigação, pode ser que o pediatra julgue necessário solicitar algum tipo de exame específico.

O tratamento, no caso de doença, vai utilizar, além das medidas não farmacológicas vistas antes, medicamentos. Nos menores de seis meses, a medicação mais comumente utilizada é a ranitidina.

À medida que o bebê cresce, o esfíncter, que funciona como um "anel" que fecha o estômago, começa a funcionar melhor, dificultando o retorno do leite.

Com o desenvolvimento, o bebê aprende a ficar mais tempo sentado e em pé, posições estas que ajudam o leite e os alimentos a ficarem no estômago. Por isso, os pais devem ficar tranquilos, pois o refluxo gastroesofágico, apesar de, por vezes, desconfortável, tende a ter seus dias contados.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWZ0NkSlpJZ1hfMzQ

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Como falar de morte com as crianças?

Com certeza esse é um tema muito delicado e difícil de ser falado em qualquer época da nossa vida. Se é difícil e confuso para nós adultos imagina para as crianças. Infelizmente a morte é um aspecto inevitável e pode acontecer a qualquer momento e quando ela acontece, seja ela com o bichinho de estimação ou com um ente querido, as crianças precisam de todo nosso apoio e principalmente de nossa sinceridade para que haja confiança.

Antes de começar a explicar temos que ter claro em nossa mente o que é a morte para nós mesmos, pensar em que realmente acreditamos, porque só assim poderemos responder aos questionamentos delas.

Muitos pais tem dúvida de quando começar a falar sobre o assunto ou então preferem nem falar. Deixar de falar não é a melhor solução, pois infelizmente a morte é algo que acontece e faz parte da vida de todos nós, ela está nas plantas, nos bichinhos, amigos e familiares. A melhor época para falar sobre o assunto é quando a situação acontecer, e essa situação pode ser a morte de alguém querido ou o questionamento da criança sobre o porquê a florzinha do vaso morreu. Entre 5 a 7 anos a criança começa a entender melhor como relacionar sua vida com o mundo, então, automaticamente ela conseguirá relacionar a morte com algo que ela perdeu, como um brinquedo por exemplo.

A morte faz parte do ciclo da vida, uma ótima maneira de preparar seu filho de maneira simples é ensiná-la desde pequena com exemplos práticos. Plante uma semente e vá mostrando como ela nasce, cresce e morre. Lembra daquele feijãozinho plantado no algodão que todos nós fizemos na escola? pode ser um ótimo aliado neste momento. O mais importante desta experiência é mostrar que esse processo é natural e que independe se ela cuidou direitinho da planta.

Existem três itens em relação à morte que a criança precisa entender:

- Tudo que é vivo vai morrer um dia;
- Quando morre não volta mais;
- Depois que morre, o morto não sente dor, não corre, não sente medo, não dorme, não pensa, não age mais.

Para contar para a criança que alguém morreu, o melhor é não mentir e nem contar historinhas do tipo: “ele dormiu para sempre”, “descansou”, ou “fez uma longa viagem”. As crianças entendem as frases como elas exatamente são e podem achar que a vovó que morreu está apenas dormindo e vai acordar a qualquer momento e chegar em casa ou que todo mundo que viaja nunca mais volta, ou quando o papai chegar e disser que está cansado, ela vai achar que então ele irá morrer. Dizer também que “fulano virou uma estrelinha”, a criança vai acreditar e quando olhar para o céu irá achar que todas as estrelas são pessoas mortas.

Se um ente querido estiver muito doente a criança deve saber o que está acontecendo, por mais nova que ela seja, ela irá perceber o clima da casa. Explique que a pessoa está doente e que é grave. Se caso a pessoa morrer nunca chegue na criança contando o que aconteceu de repente, comece a conversa relembrando do ciclo da vida da plantinha, daquele feijãozinho que vocês plantaram. Dê espaço para a criança tirar todas as dúvidas que ela tenha neste momento.

Nunca esconda seus sentimentos, não queira passar a imagem de que está tudo bem, pelo contrário, exponha suas emoções, chorar e dizer que será difícil para todos da família, vai fazer a criança perceber que o que ela está sentindo é normal e que não está sozinha. O mais importante de tudo é sempre agir com honestidade, com a verdade, para que ela possa sempre confiar em você. Se não souber responder a alguma pergunta que ela faça, não tem nenhum problema em dizer “não sei”, buscar as respostas junto com seu filho, poderá uni-los ainda mais.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWOWlCVE5WM3AzNEk


Segurança das crianças nos ambientes aquáticos

Com a chegada do verão, que coincide com férias escolares e aumento da procura por praia e piscinas, é importante os pais conhecerem algumas medidas de seguranças para seus filhos nestes ambientes para protegê-los.
 
Segundo o Conselho Científico de Segurança da Criança e Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria:
 
1) A área de piscina deve estar cercada por uma grade de proteção de, no mínimo, 1,20 metro de altura, sendo trancada por portões automáticos (para que a criança não possa destravar essa porta de segurança);
 
2) Quando não estiver em uso a piscina tem que ser coberta por uma estrutura de material
resistente, que seja capaz de suportar um peso de, pelo menos, 120 quilos, para não ceder.
 
3) O piso em volta da piscina tem que ser anti-derrapante para evitar quedas e escorregões;

4) Piscinas plásticas, de uso doméstico, quando não estão em uso devem ser guardadas sem água. Atenção porque um acúmulo de 30 centímetros de água, é suficiente para afogar uma criança;

5) Se a criança tiver menos de 4 anos, tem que ter sempre um adulto perto dela, de preferência dentro da água, ou muito perto, ao alcance dos braços. Esse adulto tem que estar lúcido, não pode estar embriagado, e tem que estar totalmente dedicado a cuidar dessa criança;

6) É importante que na piscina tenha algum adulto capacitado para atendimento de primeiros socorros;

7) O uso do maquinário de manutenção e limpeza da piscina devem estar desligados enquanto as crianças estiverem na água;

8) Sobre o uso de equipamentos de segurança: Para uma criança com menos 4 anos, ela deve sempre estar usando um colete salva vidas de tamanho apropriado. Para a Sociedade Brasileira de Pediatria, o colete é melhor do que a bóia de braços, mesmo tendo alguma noção de natação, pois a boia de braços pode ser facilmente retirada pelas crianças. Eles dizem para nunca usar as boias "tipo pneu" porque elas não garantem a flutuação e podem escorregar do corpo da criança.

Em praias estas dicas não são tão diferentes, apenas destaca-se a importância de estar sempre perto de um guarda-vidas e questioná-lo o melhor local para banho com as crianças.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWS3FNcGJkYUo4V0U

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