segunda-feira, 8 de junho de 2015

Que brincadeiras estimulam o bebê de até 12 meses?

A criança inicia o desenvolvimento do seu psiquismo já na fase intrauterina, sendo capaz de sentir tudo o que a mãe sente e continuará incorporando o clima afetivo do ambiente mesmo após o nascimento. Portanto. Um ambiente calmo tranquilo e seguro, fará com que o bebê seja mais feliz.

Conversar com o bebê na barriga, cantar para ele, acariciar o barrigão e encher a casa de música, são estímulos muito importantes para a formação da criança.

Aos três meses de idade aparece a primeira conduta inteligente do bebê, que é a sua capacidade de brincar. E o seu primeiro brinquedo são as suas próprias mãozinhas. O bebê olha para as suas mãos, coloca-as na boca, descobre os dedinhos e fixa o seu olhar neles, observando os seus movimentos. Esse é o jogo mais remoto da criança.

Em seguida ela consegue produzir alguns sons, o que lhe traz imenso prazer e alegria. Aparece também o que também chamamos de as primeiras tentativas do jogo de esconder – quando ela tenta cobrir o rostinho com o lençol.

Entre os três e os oito meses, a criança desenvolve brincadeiras com o seu próprio corpo: Virase, rola, mantém a cabeça em pé, estende a mão para pegar um objeto, senta-se. As pernas e pés passam as fazer parte dos seus jogos corporais.

Os brinquedos prediletos, nessa fase, são todos aqueles que estimulam os sentidos da criança:

objetos coloridos, com textura e formas diferentes, móbiles, chocalhos, brinquedos flexíveis, coisas que se encaixam. Os chocalhos são muito importantes, pois como fazem barulho ela o explora de todas as maneiras e tenta reproduzir os sons que ela escuta no ambiente.

Aos cinco meses de idade, a criança já aprendeu a brincar de esconde-esconde com um paninho e essa brincadeira é muito importante, pois fará com que a criança perceba que a mãe some quando ela cobre o rosto e volta a aparecer quando ela o descobre. Sabe por que essa brincadeira é importante? Porque ajuda a criança a se separar da mãe.

- Como assim? Você me pergunta. É o seguinte:

Com oito meses, aparece a primeira angústia da criança: A Angústia da Separação. Ela chora quando está diante de estranhos e teme que a mãe suma. Brincando de esconde-esconde, ela aprende que a mãe some diante dos seus olhos, mas que volta. Assim, ela se acalma. Por volta dos nove meses, ela já começa a brincar de teimar diante do NÃO. Olha para a mamãe e ri quando vai mexer em algo que sabe que a mamãe não gosta.

Com dez meses ela brinca com os seus genitais e adora enfiar o dedo em buracos. Principalmente nas tomadas.

Até um ano, os melhores brinquedos são aqueles que estimulam os cinco sentidos: tato, paladar, olfato, visão e audição. Os brinquedos que auxiliam do domínio dos movimentos também são ótimos: tambores, maracas, chocalhos, colheres, panelas com tampas, bichinhos de borracha e de pelocia, móbiles, músicas, objetos sonoros e flexíveis, caixas, cubos de encaixe, bolas...


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWQ3hvWVpPa2VfZ0E


quinta-feira, 14 de maio de 2015

O sistema de defesa da criança após o primeiro ano de vida

Do nascimento até próximo dos 2 anos a criança tem na cavidade bucal sua maior fonte de prazer. Nesse período de grande importância para o desenvolvimento infantil a criança descobre o mundo colocando tudo o que vê na boca. Contudo, junto com o aprendizado, uma grande quantidade de patógenos também é levada para o corpo.

O amadurecimento do sistema imunológico ocorre na infância e é influenciado por diversos fatores como a genética, o meio ambiente e a alimentação. O consumo adequado de vitaminas e minerais específicos para cada fase da criança é fundamental para que esse processo ocorra adequadamente.

O consumo adequado de imunonutrientes fortalece o sistema imunológico Os nutrientes mais importantes para a adequada formação e manutenção do sistema imunológico são as vitaminas A, C e E, além dos minerais selênio, ferro e zinco.

A vitamina A atua na imunidade contra os corpos estranhos e pode auxiliar a controlar a infecção por bactérias, enquanto a vitamina E otimiza a resposta imune e reduz a ação dos radicais livres na membrana das células de defesa.

A vitamina C participa do processo de ativação e sobrevivência das células do sistema imune.

Diferentemente do conhecimento popular, essa vitamina atua no fortalecimento do sistema imunológico, porém não há nenhuma evidência científica consistente que justifique o consumo de vitamina C para a cura de gripes e resfriados.

O selênio é um mineral que aumenta a resistência do sistema imunológico. Dentre suas diversas funções, aumenta a proliferação das células de defesa, melhora a capacidade do organismo de neutralizar os vírus e bactérias e tem ação antioxidante.

O zinco é essencial para o funcionamento de algumas enzimas que aceleram o sistema imune e o ferro atua na proteção contra microrganismos por meio da resposta adaptativa e inata. 

Importância do aleitamento materno e dos alimentos fortificados Já é consenso que o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e a manutenção da amamentação de forma complementar até os dois anos de idade ou mais é de extrema importância para a saúde da criança, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O prolongamento do aleitamento materno traz benefício adicional no final do primeiro e segundo anos de vida, uma vez que há contínua oferta de imunonutrientes e prebióticos, nutrientes que estimulam a microbiota intestinal e, por consequência, melhoram a imunidade.

Comumente, crianças desmamadas começam a consumir leite de vaca in natura a partir do
primeiro ano de vida completo, quando o organismo já está preparado para receber esse alimento. Contudo, apesar de rico em cálcio, o leite de vaca in natura contém baixo teor de ferro e outros imunonutrientes.

Tem sido bastante discutido na literatura científica a relação entre o consumo de leite de vaca in natura em crianças menores de 5 anos e a alta prevalência de anemia por falta de ferro (anemia ferropriva). Alguns autores tem recomendado o consumo de leite modificado enriquecido com ferro para reduzir as chances de desenvolver essa doença tão comum na infância. Em crianças, a anemia ferropriva pode afetar o crescimento, a aprendizagem e aumentar a predisposição a infecções.

Para crianças que não são amamentadas e com idade superior a 1 ano, postergar o consumo de leite de vaca in natura e introduzir leite modificado e fortificado com imunonutrientes também é uma boa alternativa para facilitar o amadurecimento do sistema imune da criança.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWWDg5bVNfVy0yRTg

terça-feira, 24 de março de 2015

Dentes de leite merecem todo o cuidado !!

Existe e é comum a concepção que os dentes de leite, por serem temporários, não precisam de cuidados e tratamento. Eles são realmente temporários, porém nem por isso devem ser descuidados.

Os dentes de leite são 20 ao todo. Primeiramente os dentes anteriores começam a nascer dos 6 aos 12 meses e entre os 18 aos 36 meses nascem os posteriores e os caninos. São dentes importantes porque permite a estética, a correta mastigação, deglutição e ajudam na fala também. Além disso, funcionam como guia para a erupção dos permanentes, mantendo a posição e o espaço adequado e a perda prematura pode ocasionar sérios problemas ortodônticos.

São dentes que possuem a mesma estrutura dos dentes permanentes, ou seja, possuem esmalte, dentina, raiz e canal. Como na troca pelos permanentes há a reabsorção da raiz, muitos pais acham o dente não dói e consequentemente não há necessidade de tratamento.

É justamente o oposto, os dentes de leite são suscetíveis a cárie, essa sendo profunda, ocasiona dor e pode ser até necessário o tratamento de canal, para assim preservar o dente e suas funções.

Um problema muito comum é a cárie de mamadeira. Ela ocorre quando há um excesso de açúcar na alimentação ou mesmo quando a criança dorme logo após mamar, sem fazer a higiene bucal.

Para prevenir a criança nunca deve dormir sem fazer a higiene oral. É difícil, mas necessário, já que durante o sono o fluxo salivar diminui e consequentemente aumenta o risco do desenvolvimento da cárie.

As crianças também precisam de flúor para um desenvolvimento dental saudável e muitas cidades já adicionam flúor na água

Se a criança necessitar de uma complementação, o pediatra ou o dentista podem orientar a melhor forma de introduzi-lo.

Autor: Maria de Fátima Braz Menezes



terça-feira, 17 de março de 2015

Vitaminas fundamentais para o crescimento saudável: Vitamina A e Niacina

Desde o nascimento, a alimentação exerce grande influência em todos os aspectos da saúde da criança. A falta de nutrientes essenciais pode resultar em falhas no crescimento e no desenvolvimento infantil, aumentando a vulnerabilidade às infecções, atrasos no processo de maturação do sistema nervoso e intelectual, podendo até ser irreversível dependendo da intensidade e do tempo que a criança ficou exposta à falta de nutrientes.

No Brasil as pesquisas apontam que 17,4% das crianças até 5 anos tem falta de vitamina A. Esta carência pode a ocorrer em qualquer fase da vida, entretanto, ela é potencialmente um problema de saúde entre as crianças de até 6 anos de idade. Este período é caracterizado pela alta necessidade desta vitamina para suportar o rápido crescimento, transição da alimentação do leite materno para a dependência de outras fontes alimentares e aumento da frequência de infecções.

A consequência da deficiência de vitamina A nos primeiros anos de vida incluem o retardo do crescimento e desenvolvimento e em casos mais graves pode levar à cegueira. A vitamina A é encontrada em alimentos de origem animal, como leite humano, carnes, fígado, óleos de fígado de peixe, gema de ovo, leite integral e seus derivados. Aproveita-se também a vitamina A de alimentos de origem vegetal como as frutas amarelo alaranjadas não ácidas como manga, damasco e mamão, além de hortaliças verdes como espinafre, também na cenoura e suas folhas.

A niacina, ou vitamina B3, também conhecida como ácido nicotínico, pode ser produzida dentro do organismo, com a presença de um aminoácido (parte das proteínas) chamado triptofano.Sua função é fundamental durante a infância pois ela participa da produção de energia a partir dos alimentos ingeridos. Quando a alimentação não é adequada às suas necessidades e a família não tem a orientação correta, a criança pode desenvolver fraqueza muscular, perda de apetite, e alterações na pele, decorrentes da falta da niacina. A forma grave é o surgimento da pelagra ("pele áspera") que se caracteriza por pele avermelhada e áspera, principalmente nas áreas mais expostas à luz solar: rosto, pescoço, joelhos, cotovelos; língua vermelha e lisa; ardor na boca; estomatite; diarreia e alterações mentais (cefaleia, irritabilidade, esquecimento, etc.)

As principais fontes da vitamina B3 são: fígado, carnes em geral (aves e peixes), amendoim e cereais integrais, como trigo. O leite e os ovos, apesar de pobres em niacina, são boas fontes de triptofano. Estes alimentos devem participar rotineiramente da alimentação das crianças.

Para garantir a oferta de nutrientes importantes como vitaminas e minerais, a alimentação da criança não deve ser sempre a mesma, contendo somente os alimentos que ela gosta. 

Quanto maior a variedade de alimentos oferecidos, maior a quantidade de nutrientes que será ingerido. A monotonia alimentar é muito comum na infância devido à rejeição de determinados grupos de alimentos como frutas, verduras, legumes, castanhas e leguminosas, porém esta condição pode ser evitada e prevenida, expondo a criança a diferentes cores de alimentos, texturas e consistência variadas rotineiramente.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWaGpZdmJnN216bGs

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Parar de amamentar .... quais as dificuldades nesta transição?

Não é novidade para ninguém o quão importante é o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê e complementar até os dois anos de idade ou mais, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Contudo durante o início da vida do bebê muitas mães, por motivos diversos, não conseguem manter a amamentação e tem que buscar alternativas para que a criança permaneça em pleno crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Recorrer ao banco de leite humano de sua cidade, utilizar as técnicas de relactação para estimular a produção do leite que escasseou, tirar leite com a bomba elétrica ou manual para oferecer ao bebê quando a mãe não estiver presente e lançar mão das fórmulas infantis feitas especialmente para crianças, são alternativas para as mães com dificuldades para amamentar.

Para mães que retornaram ao trabalho não há necessidade do desmame! Amamentar quando está em casa e oferecer fórmula infantil no copinho ou mamadeira quando fora de casa é uma ótima maneira de manter uma nutrição ainda mais completa e manter o vínculo entre mãe e o bebê.

Do leite materno para a fórmula infantil: quais as dificuldades encontradas?

Qualquer mudança requer adaptação. E as dificuldades encontradas são facilmente superadas se os pais tiverem paciência e perseverança.

Durante a transição do leite materno para o uso de fórmulas infantis o bebê pode ficar alguns dias sem evacuar, o que assusta muitos pais. Crianças em aleitamento materno exclusivo, ao serem introduzidas às fórmulas infantis mudam seu padrão intestinal, antes caracterizado por evacuações frequentes e fezes sem forma.

Progressivamente as fezes tornam-se mais firmes e a frequência de defecação diminui o que é normal e muito diferente de constipação.

A introdução da mamadeira também pode ser trabalhosa. Crianças amamentadas no peito aceitam melhor o copinho do que a mamadeira. Contudo, até que essa técnica esteja caminhando bem é necessário que os pais insistam pacientemente.

Outra dificuldade encontrada é a adaptação ao sabor. O leite materno tem um sabor característico e as fórmulas lácteas tendem a ser um pouco mais doces, mesmo não tendo adição de sacarose. Contudo, como a preferência pelo doce é inata nos bebês em pouco tempo haverá aceitação ao leite introduzido.

Leite de vaca: proibido para menores de 1 ano O leite de vaca não deve ser consumido por crianças menores de 1 ano por diversos motivos:

Contem alto teor de proteínas, o que prejudica os rins dos bebês, tem alto potencial alergênico e não contém nutrientes importantes para o adequado crescimento e desenvolvimento da criança.

Quando o aleitamento materno não for possível o leite humano deve ser substituído por fórmulas infantis, similares ao leite materno e especialmente desenvolvidas para crianças desta faixa etária.


Autor: Maria de Fátima Braz Menezes

https://drive.google.com/open?id=0BzyjX7Mgk5QWWE5IZWpGU0tfWWs
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...